Cleitinho diz que vai tentar 'de todo jeito' convencer o Republicanos a deixá-lo disputar o Governo de MG
7 veículos de centro · 1 veículo de direita

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
7 veículos de centro · 1 veículo de direita

O senador Cleitinho Azevedo, líder isolado nas pesquisas para o governo de Minas Gerais, foi declarado fora da disputa pelo Republicanos em 29 de julho, depois de meses sem formalizar a pré-candidatura e de faltar à convenção estadual de 25 de julho, realizada no dia da missa de sétimo dia de seu irmão, morto de leucemia em 18 de julho. Horas após a nota do partido, o senador convocou entrevista em Divinópolis, reafirmou a candidatura e disse que tentaria convencer o presidente nacional da legenda a rever a decisão. Em 1º de agosto, a cúpula partidária sinalizou a aliados que a candidatura deve ser oficializada em 3 de agosto, dois dias antes do prazo final das convenções.
A leitura pelo prisma da direita é de que um partido cobrou de seu quadro mais popular aquilo que qualquer organização deve exigir de um pretendente a candidato: decisão firme, previsibilidade e respeito ao calendário.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
8 fontes políticas
Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Toda a cobertura converge em quatro pontos: o senador lidera com folga as pesquisas para o governo de Minas; nunca formalizou a pré-candidatura; faltou à convenção estadual de 25 de julho, no dia da missa de sétimo dia do irmão morto em 18 de julho; e o partido divulgou em 29 de julho nota afirmando que a decisão firme de disputar nunca aconteceu. Também há convergência sobre o efeito do impasse no fechamento de alianças em Minas.
O senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos, e a direção de seu próprio partido protagonizaram, na última semana de julho, o episódio mais confuso da corrida ao governo de Minas Gerais. Líder isolado nas pesquisas de intenção de voto, o parlamentar nunca formalizou a pré-candidatura ao Palácio Tiradentes. Na quarta-feira, 29 de julho, as executivas estadual e nacional da legenda divulgaram nota conjunta afirmando que a candidatura estava encerrada. Horas depois, em uma praça de Divinópolis, sua cidade natal, o senador convocou entrevista e disse que tentaria, nas palavras dele, de todo jeito convencer o presidente nacional do partido, o deputado Marcos Pereira, a rever a decisão.
A cobertura de centro reconstituiu a sequência com datas precisas. O irmão mais novo do senador, Matheus Augusto Azevedo, morreu de leucemia aos 34 anos em 18 de julho. Uma semana depois, em 25 de julho, o partido realizou sua convenção estadual, que homologou candidaturas à Assembleia, à Câmara e ao Senado, mas ficou sem nome ao governo: o senador faltou, no mesmo dia da missa de sétimo dia do irmão. Em 28 de julho, levantamento do instituto Genial/Quaest mostrou o parlamentar com 35% das intenções de voto, 23 pontos à frente do segundo colocado, o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, com 12%. No dia seguinte veio a nota do partido, com a frase que sintetizou o argumento da cúpula: a candidatura nunca foi formalmente assumida por quem deveria liderá-la.
Há convergência também sobre o que estava em jogo além de Minas. O impasse travava a formação de alianças no segundo maior colégio eleitoral do país e afetava o palanque do presidenciável do PL, senador Flávio Bolsonaro, que contava com o nome mineiro para se fortalecer no estado. Enquanto o partido considerava encerrada a candidatura, passou a discutir como alternativa o ex-secretário estadual Marcelo Aro, movimento que romperia um acordo anterior com o grupo do governador em exercício, Mateus Simões. O prazo legal para convenções e definição de coligações termina em 5 de agosto.
As ênfases divergem. Veículos de direita deram peso maior à versão institucional da legenda, destacando meses de indefinição, sucessivos recuos e o custo imposto a candidatos a deputado e a partidos aliados, além do prejuízo para a construção de uma aliança de centro e de direita no estado. A cobertura de centro abriu mais espaço à versão pessoal do senador, que atribuiu a demora ao luto, negou ter negociado a desistência com PP, União Brasil e PL, e afirmou que manteria a chapa com o ex-prefeito Luís Eduardo Falcão como vice. Veículos de esquerda praticamente não cobriram o episódio, que circulou concentrado na imprensa de centro e de direita; nesse silêncio ficou de fora o outro lado do tabuleiro mineiro, em que o campo governista disputa o estado com o deputado Patrus Ananias, citado apenas de passagem em uma das matérias.
No sábado, 1º de agosto, a decisão começou a ser revertida. O presidente nacional do partido avisou aliados que a candidatura deve ser oficializada na segunda-feira, 3 de agosto, com Falcão como vice e com o ex-secretário Marcelo Aro deslocado para a disputa ao Senado, ao lado do deputado Domingos Sávio. Essa composição, porém, não é unanimidade dentro do grupo do senador, e o ex-secretário havia rompido com o governo estadual poucos dias antes.
O que ainda não se sabe é se a oficialização se confirmará dentro do prazo de 5 de agosto, se o ex-secretário aceitará trocar o governo pelo Senado, se PL e Republicanos fecharão a coligação nacional que estava em negociação e como o eleitorado mineiro reagirá a uma semana de idas e vindas em torno do nome mais bem posicionado nas pesquisas.
Decisão da direção nacional encerra impasse interno e consolida composição da chapa majoritária para a disputa em Minas Gerais

Embora lidere as pesquisas de intenção de voto, Cleitinho nunca confirmou oficialmente que concorreria ao Palácio Tiradentes

PL insiste em Cleitinho, mas deixa decisão em MG para o Republicanos | Poder Eleições 2026

Partido cita ausência de senador à convenção estadual da legenda, que gerou "consequência inevitável". Leia no Poder360.

Senador afirma que não havia confirmado candidatura porque vive luto após morte de irmão mais novo

Executiva diz que faltou um posicionamento claro do senador, que ontem apareceu em liderança isolada na disputa estadual em pesquisa da Genial/Quaest

Partido afirma que o senador nunca confirmou a candidatura e diz que meses de indefinição inviabilizaram o projeto eleitoral da legenda

Discussão ganhou força depois que o partido decidiu que Cleitinho não será candidato ao governo de Minas pela legenda. Leia no Poder360.
