Plano de Flávio Bolsonaro propõe tirar do STF o foro de parlamentares
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
5 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
- O GloboPlano de Flávio Bolsonaro para o STF contradiz estratégia para o caso da rachadinhaSenador critica decisões monocráticas do STF, mas já foi beneficiado por elas(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- Poder360Leia a íntegra do plano de governo de Flávio BolsonaroEntre as diretrizes estão reduzir a maioridade penal e classificar facções como organizações narcoterroristas. Leia no Poder360.(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- O TempoPlano de governo de Flávio Bolsonaro priorizará segurança pública e poder de compra da populaçãoSaiba mais sobre o plano de governo de Flávio Bolsonaro, que deve focar em segurança, poder de compra e reformas fiscais. Leia mais e confira as propostas.(abre em nova aba)
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés à direita
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Briefing
O que importa para você
- Maioridade penal cairia de 18 para 16 anos, com projeto já em tramitação na Câmara dos Deputados.
- Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital seriam classificados como organizações narcoterroristas, e cinco presídios federais de segurança máxima seriam criados.
- Deputados federais e senadores deixariam de ser julgados pelo Supremo Tribunal Federal e passariam ao Superior Tribunal de Justiça e aos Tribunais Regionais Federais.
- Ao menos dez ministérios seriam extintos, e a reeleição presidencial acabaria.
- O plano promete redução de impostos, mas o Bolsa Família seria mantido.
Onde os lados divergem
- Esquerda diz que a proposta de esvaziar o Supremo parte de quem foi beneficiado por liminares da própria Corte no caso das rachadinhas, e que o resultado seria menos controle sobre parlamentares.
- Direita diz que a medida devolve ao Supremo o papel de Corte Constitucional e reduz o poder de decisões monocráticas de ministros.
- Esquerda vê na redução da maioridade penal ampliação do encarceramento de adolescentes pobres; direita a apresenta como resposta ao crime organizado.
- Sobre economia, a direita destaca a promessa de corte de impostos e de ministérios; a esquerda aponta a ausência de qualquer medida concreta contra a alta de preços.
Onde os lados concordam
Todos os lados registram os mesmos fatos: o plano foi divulgado em 13 de agosto de 2026, tem segurança pública, tributos e reforma do Judiciário como eixos, e propõe retirar do Supremo Tribunal Federal o julgamento originário de parlamentares. Há convergência também em que a campanha não explicou por qual caminho legislativo pretende viabilizar a mudança.
O que ainda está incerto
- Qual emenda ou projeto seria usado para retirar dos parlamentares o foro no Supremo, mudança que exige alteração constitucional.
- Quais impostos cairiam, em que prazo e com qual custo fiscal.
- Quais dos ao menos dez ministérios seriam extintos.
- Que medidas concretas conteriam a alta de preços, tema que o candidato cobra do governo sem detalhar resposta própria.
- Se a campanha responderá à contradição apontada entre limitar o Supremo e ter recorrido à Corte na própria defesa.
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro divulgou seu plano de governo em 13 de agosto de 2026, com segurança pública, redução de impostos e reforma do Judiciário no centro. A proposta de retirar do Supremo Tribunal Federal o julgamento de parlamentares contrasta com a estratégia jurídica que o senador usou no caso das rachadinhas. Compare como esquerda, centro e direita cobriram o anúncio.
O senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal do Rio de Janeiro e candidato à Presidência da República, divulgou na quinta-feira, 13 de agosto de 2026, o plano de governo que orienta sua campanha. O documento, chamado Para o Brasil Vencer o Atraso, reúne as diretrizes da candidatura para o período de 2027 a 2030 e coloca a segurança pública, a redução de impostos e uma reforma do Judiciário no centro da proposta. O anúncio foi feito durante as transmissões semanais que o senador faz para apoiadores nas redes sociais.
Entre as medidas listadas estão a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, a classificação de facções como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações narcoterroristas, a criação de cinco presídios federais de segurança máxima, o corte de ao menos dez ministérios, a ampliação do uso de inteligência artificial nos serviços públicos e o fim da reeleição presidencial. Na área econômica, o texto trata do equilíbrio fiscal da dívida pública e da recuperação do poder de compra da população.
A cobertura de centro relatou, antes do lançamento, que o programa vinha sendo preparado havia meses e que a segurança pública seria o tema de maior destaque, na avaliação da própria equipe do senador, por ser o ponto em que ele espera levar vantagem na disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Essa cobertura registrou também que o candidato ainda não apresentou medidas concretas contra a alta de preços, apesar de repetir a crítica ao endividamento das famílias, e que ele afirma não pretender encerrar o Bolsa Família.
Veículos de direita trataram o anúncio pela ótica econômica e institucional, destacando a promessa de redução de impostos, a segurança jurídica e o combate ao aumento de preços, e reproduzindo a avaliação de aliados de que se trata de um plano robusto, construído ao longo de bastante tempo. Nessa cobertura, o coronel Hélio, candidato ao Senado pelo Rio Grande do Norte, e o coordenador político da campanha, senador Rogério Marinho, aparecem como as vozes que anteciparam o conteúdo do programa.
Veículos de esquerda destacaram o contraste entre a proposta de reforma do Judiciário e a trajetória judicial do próprio candidato. O plano prevê o fim das competências criminais originárias do Supremo Tribunal Federal, o que transferiria o julgamento de deputados federais e senadores para instâncias como o Superior Tribunal de Justiça e os Tribunais Regionais Federais, além de limitar decisões monocráticas de ministros em favor de julgamentos colegiados. Essa cobertura lembrou que Flávio Bolsonaro foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa no caso das rachadinhas de seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, e que o próprio Supremo foi a principal trincheira jurídica de sua defesa. Liminares dos ministros Luiz Fux, Dias Toffoli e Gilmar Mendes suspenderam apurações ao longo do processo, e em novembro de 2021 a Segunda Turma reconheceu, por 3 votos a 1, a tese dos mandatos cruzados, que afastou o juiz de primeira instância do caso. As provas acabaram anuladas e o processo foi arquivado.
Os três blocos de cobertura convergem no conteúdo do documento. O plano existe, foi divulgado na quinta-feira e propõe devolver ao Supremo, nas palavras do próprio texto, o papel de Corte Constitucional, diante de um acúmulo de funções que o programa afirma não ter paralelo nas cortes constitucionais de outras nações. Também há convergência em um ponto de método: a campanha não detalhou como pretende viabilizar a mudança, que depende de alteração constitucional e, portanto, de maioria qualificada no Congresso.
O que ainda não se sabe é quais emendas ou projetos seriam usados para retirar dos parlamentares o foro no Supremo, qual o custo fiscal da redução de impostos prometida, quais ministérios seriam extintos e por qual mecanismo o candidato pretende conter a alta de preços. Também não há, até aqui, manifestação pública da campanha sobre a contradição apontada entre o discurso de esvaziar o Supremo e o uso da Corte na própria defesa do senador.
Fontes

Flávio Bolsonaro propõe reduzir competências criminais do STF após decisões da Corte anularem provas no caso das rachadinhas.

Senador critica decisões monocráticas do STF, mas já foi beneficiado por elas

Entre as diretrizes estão reduzir a maioridade penal e classificar facções como organizações narcoterroristas. Leia no Poder360.

Saiba mais sobre o plano de governo de Flávio Bolsonaro, que deve focar em segurança, poder de compra e reformas fiscais. Leia mais e confira as propostas.

A informação veio de Rogério Marinho (PL-RN), coordenador político de Flávio