
Augusto Cury chega a 10% na Quaest e adversários contestam salto nas redes
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O candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, registrou 10% das intenções de voto no cenário de primeiro turno da pesquisa Quaest divulgada em 2 de setembro de 2026. Integrantes da campanha classificaram o resultado como crescimento consolidado, enquanto candidatos que ficaram atrás minimizaram o desempenho. Nos dias anteriores, dois levantamentos já haviam apontado alta expressiva: no BTG/Nexus, o candidato passou de 2% para 11%; no AtlasIntel, de 1,6% para 7,8%. O avanço veio depois de um aumento atípico de seguidores nas redes sociais, o que levou o PT e o Missão a acionarem a Justiça Eleitoral e o PL a apresentar interpelação.
Esquerda
A leitura à esquerda é a de que o salto de Augusto Cury nas pesquisas não se explica por nenhum fato político observável e precisa ser tratado como possível burla à legislação eleitoral. O ponto de partida é o acréscimo de cerca de 1,6 milhão de seguidores em uma única madrugada, entre 26 e 27 de agosto, e de quase 2,5 milhões no fechamento da semana, antes mesmo das sabatinas televisivas.
Centro
O candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, registrou 10% das intenções de voto no cenário de primeiro turno da pesquisa Quaest divulgada em 2 de setembro de 2026. Integrantes da campanha classificaram o resultado como crescimento consolidado, enquanto candidatos que ficaram atrás minimizaram o desempenho.
Direita
Sem cobertura neste espectro.
2 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
O texto é uma coluna assinada com enquadramento de esquerda explícito: desqualifica o candidato ('escritor de autoajuda', 'platitudes e aberrações'), sublinha o vínculo dos institutos com o BTG e com uma agência de notícias do sistema financeiro e sugere financiamento externo do crescimento. Ao mesmo tempo, entrega dados duros e checáveis (2.005 entrevistados por telefone entre 28 e 30 de agosto, margem de 2 pontos, registro BR-08900/2026; 5.014 entrevistados por recrutamento digital entre 25 e 30 de agosto, margem de 1 ponto, registro BR-07972/2026). O título afirma que o Tribunal Superior Eleitoral esquadrinha hipóteses de fraude, mas o corpo só descreve ações do PT e do Missão e uma interpelação do PL, sem confirmar procedimento aberto pela corte, o que caracteriza descompasso entre título e texto.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Veículos com viés ao centro
Texto de agenda eleitoral, escrito em registro neutro: relata o percentual de 10% no primeiro turno na pesquisa Quaest divulgada em 2 de setembro, atribui a leitura de 'crescimento consolidado' a integrantes da campanha do Avante e registra que os adversários minimizaram o resultado. Não há vocabulário valorativo nem enquadramento ideológico, apenas paridade entre as versões. O trecho liberado é curto, o que reduz a confiança do julgamento, mas os sinais disponíveis apontam para cobertura factual de centro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Augusto Cury saltou para 10% no primeiro turno da pesquisa Quaest divulgada em 2 de setembro de 2026 e virou o principal ponto de atrito da corrida presidencial. A campanha do Avante fala em crescimento consolidado; adversários e partidos questionam a origem do avanço, que veio depois de um ganho atípico de seguidores nas redes sociais. Abaixo, o que cada lado sustenta e o que ainda não está comprovado.
O candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, registrou 10% das intenções de voto no cenário de primeiro turno da pesquisa Quaest divulgada em 2 de setembro de 2026. O percentual consolidou uma sequência de altas apuradas na semana anterior e colocou o psiquiatra e escritor, até então tratado como candidato de baixa competitividade, no centro da disputa presidencial.
A cobertura de centro relatou que integrantes da campanha do Avante leem o número como sinal de crescimento consolidado e que o marqueteiro do candidato avalia que o desempenho reforça a mensagem da campanha. Na mesma cobertura, os presidenciáveis que ficaram atrás de Cury minimizaram o resultado, sem que a versão deles fosse detalhada. Todos os lados convergem em um ponto factual: o candidato subiu, e subiu em levantamentos distintos, todos com registro no Tribunal Superior Eleitoral.
Veículos de esquerda concentraram a atenção na origem desse crescimento. Segundo essa cobertura, entre as madrugadas de 26 e 27 de agosto o perfil de Cury em uma rede social ganhou cerca de 1,6 milhão de seguidores, e a semana terminou com saldo próximo de 2,5 milhões de novas contas, antes das sabatinas televisivas a que ele foi submetido nos dias 28 e 29 de agosto. Em 31 de agosto, dois levantamentos apontaram o salto: no BTG/Nexus, o candidato passou de 2% para 11% em uma semana; no AtlasIntel, de 1,6% no fim de julho para 7,8%. O primeiro ouviu 2.005 eleitores por telefone entre 28 e 30 de agosto, com margem de erro de 2 pontos percentuais e registro BR-08900/2026. O segundo ouviu 5.014 eleitores por recrutamento digital entre 25 e 30 de agosto, com margem de 1 ponto percentual e registro BR-07972/2026.
A hipótese levantada por adversários, nessa cobertura, é a de que sistemas automatizados possam estar respondendo tanto a pesquisas feitas por resposta de voz interativa quanto a recrutamento digital, prática que a legislação eleitoral brasileira proíbe. O mesmo texto sublinha que o BTG/Nexus é pago por um banco e que o AtlasIntel é encomendado por uma agência de notícias voltada ao sistema financeiro, e recorda o esquema de disparo em massa de mensagens descoberto apenas na reta final da eleição de 2018. O PT e o Missão acionaram a Justiça Eleitoral e o PL apresentou interpelação; PSD e Novo não haviam se manifestado até a publicação.
Um dado posterior complica a tese mais forte dessa leitura. A coluna de esquerda sustentava que, se a Quaest, que trabalha com entrevistas presenciais, mantivesse o candidato abaixo de 5%, a suspeita ganharia força. A Quaest divulgou 10%, patamar próximo ao dos levantamentos digitais e telefônicos questionados.
Veículos de direita não publicaram cobertura própria sobre o episódio no conjunto de matérias analisado, de modo que não há enquadramento desse campo a reportar aqui. Nas campanhas colocadas atrás de Cury, entre elas as de Flávio Bolsonaro e de Ronaldo Caiado, a movimentação registrada foi de busca por evidências nas redes, e não de contestação pública do método das pesquisas.
O que ainda não se sabe é o essencial. Nenhuma decisão ou procedimento formal do Tribunal Superior Eleitoral sobre o caso foi confirmado nas matérias, apenas ações protocoladas por partidos. Não há evidência técnica pública de compra de seguidores nem de uso de robôs para responder a pesquisas. Os institutos citados e a campanha do Avante não aparecem respondendo às suspeitas. E não se sabe qual será o número do próximo levantamento com entrevistas presenciais, o teste que os dois enquadramentos apontam como decisivo para confirmar ou desmontar o patamar de dois dígitos.
Todos os lados registram que Augusto Cury subiu nas pesquisas em poucos dias e que os levantamentos envolvidos, BTG/Nexus, AtlasIntel e Quaest, têm registro no Tribunal Superior Eleitoral. Também há convergência de que a alta ocorreu junto de um aumento fora do padrão de seguidores nas redes sociais do candidato.

Na madrugada da quarta para a quinta-feira da semana passada, entre os dias 26 e 27 de agosto, o número de perfis que seguem o psiquiatra e escritor de

Para marqueteiro da campanha do Avante, desempenho reforça a mensagem do candidato
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