
Quaest: Lula tem 37%, Flávio Bolsonaro 30% e Augusto Cury 10% no 1º turno
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Levantamento do instituto Quaest divulgado em 2 de setembro de 2026 mostra Luiz Inácio Lula da Silva na liderança do primeiro turno da disputa presidencial, com 37% das intenções de voto. O senador Flávio Bolsonaro aparece com 30% no cenário que inclui Pablo Marçal e 29% no cenário sem ele, enquanto o escritor Augusto Cury, do Avante, marca 10% nas duas simulações. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre 30 de agosto e 1º de setembro, com margem de erro de 2 pontos percentuais e registro no Tribunal Superior Eleitoral. Em paralelo, a corrida ganhou uma disputa por audiência nas redes sociais, em que Lula soma cerca de 15 milhões de seguidores no Instagram e Flávio Bolsonaro cerca de 11,4 milhões, e em que o crescimento acelerado do perfil de Augusto Cury passou a ser objeto de suspeita de manipulação.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
Levantamento do instituto Quaest divulgado em 2 de setembro de 2026 mostra Luiz Inácio Lula da Silva na liderança do primeiro turno da disputa presidencial, com 37% das intenções de voto. O senador Flávio Bolsonaro aparece com 30% no cenário que inclui Pablo Marçal e 29% no cenário sem ele, enquanto o escritor Augusto Cury, do Avante, marca 10% nas duas simulações.
Direita
A leitura à direita destaca que a soma das candidaturas de oposição já ultrapassa o desempenho de Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno: Flávio Bolsonaro com 30%, Augusto Cury com 10% e Renan Santos com 3% indicam um eleitorado majoritariamente crítico ao governo federal, ainda fragmentado.
4 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Texto estritamente factual: lista os percentuais dos dois cenários testados, informa brancos, nulos e indecisos, e fecha com bloco de metodologia contendo amostra de 2.004 eleitores, período de campo, margem de erro de 2 pontos, intervalo de confiança de 95% e protocolo de registro eleitoral. Não há adjetivação nem hierarquia valorativa entre candidatos.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar do perfil editorial do veículo, o texto é majoritariamente descritivo: inventaria seguidores de Lula, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury, Romeu Zema, Renan Santos e Ronaldo Caiado sem vocabulário valorativo próprio, e relata a decisão de Dias Toffoli sobre a campanha digital de Renan Santos sem tomar partido. O único desvio é a insinuação de manipulação artificial atribuída a estudo próprio, apresentada como suspeita e não como fato provado, o que reduz a confiança do enquadramento neutro mas não configura enquadramento ideológico.
O instituto Quaest divulgou levantamento que coloca Luiz Inácio Lula da Silva em 37% das intenções de voto no primeiro turno, com Flávio Bolsonaro entre 29% e 30% e Augusto Cury em 10%. Os números chegam junto com uma disputa paralela por audiência nas redes sociais, em que o crescimento acelerado do perfil do escritor virou alvo de suspeita de manipulação.
A corrida presidencial de 2026 chegou a setembro com dois retratos que se completam: o das intenções de voto e o do tamanho de cada candidatura nas redes sociais. Pesquisa do instituto Quaest divulgada em 2 de setembro mostra Luiz Inácio Lula da Silva na liderança do primeiro turno, com 37% das intenções de voto. O senador Flávio Bolsonaro aparece em segundo, com 30% no cenário que inclui Pablo Marçal e 29% no cenário sem ele. O escritor Augusto Cury, candidato do Avante, marca 10% nas duas simulações e ocupa a terceira colocação.
A cobertura de centro relatou o levantamento pela metodologia. Foram ouvidos 2.004 eleitores de todo o país, em entrevistas presenciais realizadas entre 30 de agosto e 1º de setembro, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada por um grupo de comunicação e registrada no Tribunal Superior Eleitoral. Nos dois cenários testados, Renan Santos, do Missão, ficou com 3%, enquanto Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Pablo Marçal e Samara Martins registraram 1% cada. Rui Costa Pimenta, Wilson Grassi, Clariana Barão, Edmilson Costa e Hertz Dias não pontuaram. Entre 7% e 11% dos entrevistados se declararam indecisos, e 7% disseram votar em branco, nulo ou não votar.
Veículos de direita enfatizaram o outro lado da disputa, o da audiência digital. No Instagram, Luiz Inácio Lula da Silva soma cerca de 15 milhões de seguidores, com um perfil que funciona como extensão da campanha, com agendas oficiais, discursos e entregas do governo. Flávio Bolsonaro vem logo atrás, com aproximadamente 11,4 milhões, e aposta em comunicação menos institucional, com vídeos curtos, registros de passeatas e comícios e forte presença da pauta de segurança pública. Depois deles aparecem Romeu Zema, do Novo, com cerca de 3,5 milhões, Renan Santos, com 2,5 milhões, e Ronaldo Caiado, do PSD, com cerca de 2,2 milhões, todos concentrando publicações em gestão própria e críticas ao governo federal.
O ponto de atrito dessa cobertura é Augusto Cury. Segundo estudo citado por veículos de direita, elaborado com dados das ferramentas Brandwatch e Fanpage Karma e com extração direta de comentários dos perfis do candidato, a ascensão rápida das métricas dele veio acompanhada de contradições e anomalias, seguidas de queda expressiva. As suspeitas apontam para manipulação artificial de seguidores, de engajamento e de mecanismos de busca, além do uso de influenciadores. Práticas desse tipo são vedadas pela legislação eleitoral e podem levar a punições que vão de multa até a cassação do registro da candidatura, conforme a gravidade apurada. O crescimento digital ocorreu em paralelo à subida do escritor nas pesquisas, o que torna a apuração relevante para a disputa.
A cobertura também registrou movimento no Judiciário eleitoral. O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral, havia determinado restrições à campanha digital de Renan Santos, decisão revertida em 1º de setembro. O episódio passou a ser explorado pelo próprio candidato, que afirma ter sido censurado.
Veículos de esquerda não haviam publicado cobertura própria sobre este conjunto de dados até o fechamento desta reportagem. O ângulo que costuma organizar a leitura à esquerda aparece apenas de forma indireta nos textos disponíveis: a ideia de que a compra de audiência transforma poder econômico em vantagem eleitoral e de que a fiscalização das plataformas e do Tribunal Superior Eleitoral é condição de igualdade da disputa, e não cerceamento.
O que ainda não se sabe é o essencial. Nenhuma das coberturas informa quantos seguidores Augusto Cury tem hoje, nem apresenta resposta da campanha do Avante às suspeitas. Também não há confirmação de quem teria contratado eventual impulsionamento artificial, nem indicação de que o Tribunal Superior Eleitoral tenha aberto procedimento sobre o caso. Falta ainda medir se a variação de intenções de voto se sustenta nos próximos levantamentos ou se o desempenho do escritor é oscilação de um único ciclo de pesquisa.
As duas coberturas trabalham com os mesmos números: Luiz Inácio Lula da Silva na liderança do primeiro turno com 37%, Flávio Bolsonaro na casa dos 29% a 30% e Augusto Cury em terceiro com 10%. Também convergem ao registrar que o avanço do escritor nas pesquisas acontece junto com um salto de audiência nas redes sociais.

As apostas em diferentes narrativas para conquistar eleitores

Foram ouvidos 2.004 eleitores, entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro; margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos

Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (2) foi encomendada pelo jornal O Globo e pela Globo. Quaest também divulgou um cenário com Pablo Marçal.

O levantamento encomendado pela Globo detalha o desempenho de Lula, Flávio Bolsonaro e Pablo Marçal entre diferentes religiões, faixas de renda e regiões do Brasil.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
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