Quaest e Datafolha mostram Augusto Cury em terceiro e Lula à frente de Flávio
1 veículo de esquerda · 21 veículos de centro · 3 veículos de direita

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Duas pesquisas nacionais divulgadas em dois dias mediram a corrida presidencial de 2026 após o início da propaganda eleitoral no rádio e na TV. A Quaest, divulgada em 2 de setembro, apontou Luiz Inácio Lula da Silva com 37% no primeiro turno, Flávio Bolsonaro com 30% no cenário com Pablo Marçal e 29% sem ele, e Augusto Cury em terceiro, com 10%. O Datafolha, divulgado em 3 de setembro, mostrou Lula com 38%, Flávio Bolsonaro com 33% e Cury com 8%. Nas simulações de segundo turno, os dois primeiros aparecem em empate técnico: 42% a 41% na Quaest e 46% a 44% no Datafolha, com margem de erro de dois pontos percentuais nos dois levantamentos. O PoderData, com campo entre 30 de agosto e 2 de setembro, também registrou Cury em 10%, com Lula em 37% e Flávio Bolsonaro em 34%.
Mesmo com desgaste na avaliação do governo e uma campanha marcada por investigações e ruído nas redes sociais, Luiz Inácio Lula da Silva continua na liderança das duas principais pesquisas e vence todas as simulações de segundo turno testadas, inclusive contra Augusto Cury e Ronaldo Caiado.
A vantagem do presidente encolheu para o menor patamar do ano e a disputa deixou de ser um jogo decidido. No Datafolha, a diferença para Flávio Bolsonaro caiu a cinco pontos, a menor desde maio, e no segundo turno os dois estão empatados dentro da margem de erro, com o senador subindo enquanto o presidente cai em três rodadas seguidas da Quaest.
25 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: viés de centro.
Todos os lados aceitam os números centrais das duas pesquisas: Lula lidera o primeiro turno, Flávio Bolsonaro é o segundo colocado e Augusto Cury saltou de 2% para o terceiro lugar em duas semanas. Há acordo também de que a diferença entre os dois primeiros no segundo turno está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais e de que a alta de Cury coincide com o início da propaganda no rádio e na TV e com o debate de 23 de agosto.
Duas pesquisas nacionais divulgadas em dois dias recolocaram a corrida presidencial em movimento: Augusto Cury saiu de 2% e assumiu o terceiro lugar, Lula segue na liderança e Flávio Bolsonaro reduziu a distância no primeiro turno, com empate técnico nas simulações de segundo turno. Abaixo, o que cada instituto mediu, onde as coberturas convergem e o que ainda segue em aberto.
A corrida presidencial de 2026 entrou em setembro com dois levantamentos nacionais divulgados em 48 horas e um mesmo enredo: o escritor Augusto Cury isolou-se na terceira colocação enquanto a distância entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro encolheu. A pesquisa Quaest, divulgada na quarta-feira, 2 de setembro, mostra Lula com 37% das intenções de voto no primeiro turno, Flávio Bolsonaro com 30% no cenário que inclui Pablo Marçal e 29% no cenário sem ele, e Cury com 10%. No dia seguinte, o Datafolha apontou Lula com 38%, Flávio Bolsonaro com 33% e Cury com 8%. O PoderData, com campo entre 30 de agosto e 2 de setembro, também registrou Cury em 10%, com Lula em 37% e Flávio Bolsonaro em 34%.
O ponto de convergência entre todas as coberturas é a velocidade da ascensão de Cury. Ele tinha 2% nas rodadas de meados de agosto dos dois principais institutos e multiplicou a pontuação em duas semanas, período que coincide com o debate televisivo de 23 de agosto, do qual Lula, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema não participaram, e com o início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, em 28 de agosto. Há convergência também sobre o aperto no segundo turno: a Quaest registrou 42% para Lula e 41% para Flávio Bolsonaro, e o Datafolha, 46% a 44%, os dois resultados dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Os dois institutos ouviram cerca de 2.000 eleitores, trabalharam com nível de confiança de 95% e registraram os levantamentos no Tribunal Superior Eleitoral.
Foi na leitura desses números que as coberturas se separaram. Veículos de direita enfatizaram a trajetória de recuperação do senador, com a ideia de que Flávio Bolsonaro vem em tendência de alta e o presidente em tendência de queda no comparativo das últimas rodadas, e dedicaram espaço às suspeitas de inflação artificial de seguidores e de contratação de influenciadores na campanha de Augusto Cury, prática que a legislação eleitoral veda e que pode gerar de multa à cassação do registro. A cobertura de centro concentrou-se na metodologia e nos recortes de eleitorado, por renda, escolaridade, região, religião, gênero e identificação política, e foi a única a insistir na ressalva de que a comparação com a rodada anterior da Quaest é imperfeita, porque houve substituição do candidato do PRTB entre uma pesquisa e outra. Veículos de esquerda destacaram o empate técnico no segundo turno e o acirramento da disputa, tratando a variação como movimento dentro da margem de erro, e não como virada consumada.
Há um segundo conjunto de números que ajuda a explicar o quadro. A rejeição dos dois líderes é alta e semelhante: 55% para Flávio Bolsonaro e 53% para Lula na Quaest, 47% e 45% no Datafolha. A avaliação do governo federal é negativa nos dois institutos, com 48% de desaprovação e 45% de aprovação na Quaest, e 51% de desaprovação e 45% de aprovação no Datafolha. Ainda segundo a Quaest, 60% dos eleitores não veem Flávio Bolsonaro como o melhor nome que a direita poderia apresentar, e 46% dizem o mesmo de Lula em relação à esquerda. O crescimento de Cury foi puxado por eleitores que não se declaram nem de direita nem de esquerda, grupo em que ele saltou de 4% para 24%, ao mesmo tempo em que sua rejeição subiu de 16% para 25% e seu desconhecimento caiu de 74% para 54%.
O que ainda não se sabe é se o movimento de Cury é consistente ou episódico. Nenhuma das coberturas apresenta série longa o bastante para separar exposição momentânea de adesão firme, e o próprio indicador de voto consolidado mostra que apenas 52% de seus eleitores consideram a escolha definitiva, contra 80% entre os de Lula e 75% entre os de Flávio Bolsonaro. Segue em aberto o destino da candidatura de Pablo Marçal, inelegível por condenação na Justiça Eleitoral e com registro sob análise no Tribunal Superior Eleitoral, e não há apuração concluída sobre as suspeitas em torno das métricas digitais da campanha do Avante. A eleição está marcada para 4 de outubro.
Leia mais sobre a nova pesquisa eleitoral que mostra Lula à frente, estabilidade de Bolsonaro e ascensão de Cury na corrida presidencial de 2026

Em relação à rodada anterior da pesquisa, de 21 de agosto, a rejeição de Flávio oscilou um ponto percentual para cima (era 46%) e Lula manteve seu patamar

Petista repete 53% no Nordeste, e senador oscila de 38% para 44% no Sul

Presidenciável do Avante consolida terceiro lugar e aparece pela primeira vez em cenários de segundo turno contra Lula.

No segundo turno, candidato do PT soma 46% e senador do PL, 44%

Na pesquisa anterior, o petista marcava 39% contra 33% do bolsonarista; já o escritor tinha 2%; veja os números

Pesquisa realizou 2.004 entrevistas a domicílio entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro e tem margem de erro de dois pontos porcentuais
Pesquisa é a primeira do instituto depois do início da propaganda eleitoral na TV e no rádio

Pesquisa do instituto é 1ª após debate, horário eleitoral e crise no STF; diferença entre líderes cai à metade ante maio

Pesquisa Datafolha mostra Lula com 38% e Flávio Bolsonaro com 33%, registrando a menor distância entre os líderes e empate técnico em eventual segundo turno.

Na simulação de segundo turno, o petista aparece com 46%, enquanto o bolsonarista soma 44% das intenções de voto; margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos

Foram ouvidas 2.002 pessoas entre os dias 1º e 3 de setembro; margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%

Escritor sobe oito pontos desde o último levantamento, em agosto

Candidato do Avante avança sobre independentes, dobra potencial de voto e isola-se no terceiro lugar; no 2º turno, Lula e Flávio estão empatados

Pesquisa Quaest mostra que 60% não veem Flávio Bolsonaro como melhor candidato da direita; 46% não veem Lula como melhor nome da esquerda.

Crescimento do candidato do Avante foi puxado pelos eleitores que se declaram independentes, nem de direita, nem de esquerda

Levantamento feito de 30 de agosto a 2 de setembro mostra empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro, com 37% e 34% respectivamente. Leia no Poder30.

Na pesquisa divulgada de 21 de agosto, Lula tinha 39% e Flávio, 33%. Os dois estão tecnicamente empatados no cenário de segundo turno
Presidente tem 42% contra 41% do senador; em agosto, vantagem numérica de Lula era de três pontos

Em simulações contra Cury, Caiado, Renan e Zema, petista aparece com vantagem mais consolidada

A mudança em relação à ultima sondagem ocorreu na margem de erro, mas indica uma corrida mais acirrada

As apostas em diferentes narrativas para conquistar eleitores

Foram ouvidos 2.004 eleitores, entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro; margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos

Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (2) foi encomendada pelo jornal O Globo e pela Globo. Quaest também divulgou um cenário com Pablo Marçal.

O levantamento encomendado pela Globo detalha o desempenho de Lula, Flávio Bolsonaro e Pablo Marçal entre diferentes religiões, faixas de renda e regiões do Brasil.

Nesta matéria: falácia identificada.