AtlasIntel vê Lula com 47,1% e Flávio Bolsonaro com 42,6% no 2º turno
5 veículos de esquerda · 21 veículos de centro · 14 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
40 fontes políticas
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Como decidimos →Quatro institutos divulgaram, entre 29 e 31 de agosto de 2026, levantamentos sobre a eleição presidencial. A AtlasIntel apontou Luiz Inácio Lula da Silva com 47,1% e Flávio Bolsonaro com 42,6% no segundo turno, diferença de 4,5 pontos, e 43,4% a 33,7% no primeiro turno. O BTG/Nexus registrou 39% a 33% no primeiro turno e empate técnico no segundo, 46% a 45%. O Vox Brasil foi o único a colocar o senador numericamente à frente, 45,1% a 44,5%, dentro da margem de erro de 2,15 pontos. No mesmo período, a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral, suspendeu por liminar uma peça da propaganda de Lula que acusava Flávio Bolsonaro de estar denunciado no caso das rachadinhas, denúncia arquivada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Lida pela chave da esquerda, a rodada mostra Luiz Inácio Lula da Silva liderando em todos os cenários de primeiro turno e à frente em todas as simulações de segundo turno em três dos quatro institutos, inclusive contra Ronaldo Caiado e Romeu Zema.
Pela chave da direita, a rodada confirma o desgaste do governo: a vantagem de Luiz Inácio Lula da Silva sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno caiu para 4,5 pontos na AtlasIntel, virou empate técnico de 46% a 45% no BTG/Nexus e se inverteu numericamente no Vox Brasil, com 45,1% para o senador contra 44,5% do presidente.
Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
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Todas as coberturas reconhecem que Lula lidera o primeiro turno em todos os quatro institutos e que a diferença no segundo turno diminuiu a ponto de configurar empate técnico em parte das simulações. Há acordo também sobre o crescimento de Augusto Cury como terceira força e sobre o fato de que os levantamentos têm registro na Justiça Eleitoral e ficha técnica divulgada.
Quatro institutos divulgaram levantamentos sobre a eleição presidencial de 2026 em três dias, com um mesmo movimento: Lula lidera o primeiro turno, mas a vantagem sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno virou empate técnico em parte das simulações. A seguir, o que cada lado da cobertura escolheu destacar dos mesmos números.
A eleição presidencial de 2026 entrou na última semana de agosto com quatro levantamentos divulgados em intervalo de três dias e um ponto comum entre eles: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua à frente no primeiro turno, mas a margem sobre o senador Flávio Bolsonaro encolheu a ponto de virar empate técnico em parte das simulações de segundo turno. O instituto AtlasIntel, em pesquisa divulgada em 31 de agosto de 2026, registrou Lula com 47,1% das intenções de voto contra 42,6% de Flávio Bolsonaro no confronto direto, diferença de 4,5 pontos percentuais. No cenário de primeiro turno, o mesmo levantamento apontou 43,4% para o presidente e 33,7% para o senador do PL.
Os demais institutos apontaram na mesma direção, com números distintos. O BTG/Nexus, na décima segunda rodada de sua série, mediu 39% para Lula e 33% para Flávio Bolsonaro no primeiro turno, e empate técnico no segundo, com 46% a 45%. O Vox Brasil, divulgado em 29 de agosto, foi o único a colocar o senador numericamente à frente, com 45,1% contra 44,5% do presidente, diferença de 0,6 ponto e menor que a margem de erro de 2,15 pontos. O Datafolha havia registrado 47% a 43% no mesmo mês. Todos os levantamentos estão registrados no Tribunal Superior Eleitoral, com margens de erro entre 1 e 2,15 pontos percentuais e trabalho de campo entre 25 e 30 de agosto.
Há convergência também sobre dois movimentos fora dos dois primeiros colocados. O escritor Augusto Cury, do Avante, cresceu nas duas medições nacionais: chegou a 7,8% na AtlasIntel e saltou de 2% para 11% no BTG/Nexus, assumindo o terceiro lugar. Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos permanecem em patamar de um dígito no primeiro turno e perdem para o presidente em todas as simulações de segundo turno testadas. O avanço de Cury ocorreu depois do início oficial da campanha e do primeiro debate presidencial, ao qual nem Lula nem Flávio Bolsonaro compareceram.
A cobertura de centro concentrou-se na metodologia e na comparação entre rodadas: tamanho da amostra, período de campo, margem de erro, número de registro na Justiça Eleitoral e a ressalva de que variações dentro da margem não autorizam afirmar mudança real de preferência. Foi também a cobertura de centro que registrou a decisão da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral, que suspendeu no dia 30 de agosto uma peça da propaganda de Lula acusando Flávio Bolsonaro de estar denunciado por lavagem de dinheiro e organização criminosa no caso das rachadinhas. A ministra considerou que houve grave descontextualização, já que a denúncia foi arquivada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, e garantiu direito de resposta à campanha do senador, ressalvando que não julgou a veracidade histórica dos episódios.
Veículos de direita deram mais peso ao encolhimento da vantagem do presidente e ao resultado mais favorável à oposição, destacando a diferença dentro da margem de erro medida por um dos institutos como a primeira vez em que o senador aparece à frente, além da desaprovação de 53,3% ao governo e da rejeição de 52,7% ao presidente. Nessa cobertura, a mudança entre eleitores de 16 a 24 anos, faixa em que Lula caiu de 36,8% para 17,2% e Flávio Bolsonaro subiu de 9% para 30% em um mês, aparece como sinal de virada. Não houve, no conjunto de matérias analisado, cobertura de veículos de esquerda sobre esta rodada; a leitura à esquerda desse mesmo material tende a enfatizar que o presidente lidera o primeiro turno em todos os institutos e vence todos os adversários testados no segundo turno na maioria deles, e a rejeitar como narrativa a transformação de diferenças estatisticamente empatadas em anúncio de ultrapassagem.
O que ainda não se sabe é se a variação abrupta entre os eleitores mais jovens se confirma na próxima rodada ou se é ruído de subamostra, já que nenhum dos levantamentos divulgou a margem de erro desse recorte. Também segue em aberto se a liminar sobre a propaganda será mantida pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral, em que prazo e formato o direito de resposta será exercido, e o que explica o salto de um dos candidatos de 2% para 11% entre duas rodadas consecutivas do mesmo instituto.
O senador tem quase 4 pontos percentuais de vantagem para o atual presidente, considerando apenas os votos dos paulistas

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