Augusto Cury, do Avante, quer taxar bets em 52% e cortar ministérios
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Em sabatina de candidatos realizada em 28 de agosto de 2026, o candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, defendeu elevar para 52% a tributação sobre as casas de apostas online, as chamadas bets, e taxar as grandes empresas de tecnologia em patamares comparáveis aos do cigarro. Cury afirmou que as bets pagam hoje cerca de 12% de impostos, quando a alíquota vigente é de 13%, e estimou arrecadação adicional de cerca de R$ 120 bilhões. Disse ainda que cortaria de oito a dez ministérios sem indicar quais, criaria um Ministério da Segurança Pública, descartou nova reforma da Previdência e defendeu ampliar a telemedicina no Sistema Único de Saúde.
Pelo prisma da responsabilidade fiscal e da eficiência do Estado, a sabatina expôs uma equação que não fecha. Augusto Cury prometeu enxugar a máquina pública cortando de oito a dez ministérios, mas não indicou uma única pasta a ser extinta e ainda anunciou a criação de nova estrutura, o Ministério da Segurança Pública.
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Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
As duas coberturas registram os mesmos fatos: Augusto Cury quer taxar pesadamente as casas de apostas e as grandes plataformas digitais, rejeita o controle de conteúdo nas redes sociais e promete enxugar a máquina pública sem dizer quais ministérios seriam extintos.
Na sabatina de 28 de agosto, o candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, propôs elevar a tributação das bets para 52%, taxar grandes plataformas em nível comparável ao do cigarro e cortar de oito a dez ministérios. A cobertura de centro destacou a taxação digital; a de direita apontou a imprecisão sobre a alíquota atual e cobrou quais pastas seriam extintas. Veículos de esquerda não cobriram o episódio.
O candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, defendeu a elevação da tributação sobre as casas de apostas online, conhecidas como bets, para 52%. A declaração foi dada em sabatina de candidatos realizada em 28 de agosto de 2026. Segundo Cury, o percentual seria razoável e ajudaria o governo federal a reforçar o caixa e a ajustar as contas públicas.
Na conta apresentada pelo candidato, as bets pagam hoje cerca de 12% de impostos, e uma elevação de 40 pontos percentuais geraria cerca de R$ 120 bilhões adicionais, considerando um mercado que movimentaria entre R$ 30 bilhões e R$ 40 bilhões por mês. A alíquota efetivamente em vigor sobre o setor é de 13%, correção registrada na própria cobertura da sabatina. Cury estendeu a proposta às grandes empresas de tecnologia: afirmou que taxaria as plataformas em níveis comparáveis aos do cigarro, sem atingir criadores de conteúdo, e sustentou que empresas como a Meta poderiam ser levadas à Justiça caso se comprove ligação entre seus serviços e casos de automutilação entre jovens.
Ao mesmo tempo, o candidato se disse contrário ao controle das redes sociais e ao banimento do Discord no Brasil, defendendo regras específicas para o uso das plataformas por jovens e punição judicial para quem produz deepfakes e notícias falsas. Na área fiscal, afirmou que cortaria de oito a dez ministérios para enxugar e modernizar a máquina pública, mas não indicou quais pastas seriam extintas, e disse que criaria um Ministério da Segurança Pública, para o qual convidaria o ex-governador de Goiás e também candidato à Presidência, Ronaldo Caiado. Descartou nova reforma da Previdência, prometeu reajuste do Bolsa Família e afirmou que manteria ganho real do salário mínimo pela regra da reposição da inflação mais 1% ao ano. Defendeu ainda ampliar a telemedicina no Sistema Único de Saúde, sustentando que o modelo resolveria 80% dos atendimentos, e negou manter vínculo com a empresa de telemedicina da qual já foi sócio.
A cobertura de centro concentrou-se no eixo digital da sabatina, destacando a promessa de taxação pesada das grandes plataformas e a defesa simultânea da liberdade de expressão, além da comparação feita pelo próprio candidato entre o gasto de campanha dele e o de seus adversários. Já veículos de direita enfatizaram o lado fiscal: registraram a imprecisão sobre a alíquota atual das bets, cobraram o detalhamento dos ministérios que seriam extintos e trataram a combinação de corte de gastos com reajuste de benefícios como uma equação ainda sem demonstração. Veículos de esquerda não haviam publicado cobertura própria do episódio até o fechamento desta reportagem, de modo que a leitura de proteção social das propostas, como o reajuste do Bolsa Família, a valorização do salário mínimo e a responsabilização das plataformas pelo adoecimento de jovens, aparece aqui como possibilidade de enquadramento, e não como cobertura registrada.
Permanecem em aberto pontos centrais das propostas. Não se sabe quais ministérios seriam fundidos ou extintos, nem qual economia real o corte produziria. Também não há memória de cálculo pública que sustente os R$ 120 bilhões estimados com a nova alíquota sobre as apostas, nem avaliação sobre o efeito de uma tributação de 52% na migração do mercado para operadores ilegais. Na saúde, falta detalhar como a ampliação da telemedicina se compatibilizaria com as regras do Conselho Federal de Medicina, que preservam a assistência presencial e que o candidato afirma precisarem ser atualizadas. E não há esclarecimento sobre quais tributos ou instrumentos legais seriam usados para taxar as plataformas digitais no patamar prometido.
Cury afirmou ter uma "suspeita" sobre a existência de uma tentativa de golpe, mas rejeitou entrar no que chamou de "guerra política".

Candidato do Avante participa de sabatina do Valor, O Globo e CBN

Candidato disse que cortará de oito a dez pastas, e criará outras, mas não quis dizer quais estruturas deixariam de existir
