Advogados de Jair Bolsonaro retiram pedido de suspensão da pena de 27 anos
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A defesa de Jair Bolsonaro protocolou na manhã de 24 de setembro de 2026 um pedido para suspender a execução da pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e desistiu dele cerca de duas horas depois, sem apresentar justificativa. O requerimento foi dirigido ao ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator da revisão criminal aberta em maio. A desistência se restringe à medida cautelar: a revisão criminal continua em tramitação, com os mesmos argumentos, e a condenação e a prisão domiciliar permanecem inalteradas.
A tentativa de suspender a pena durou pouco mais de duas horas e não mudou nada: Jair Bolsonaro segue condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado, decisão tomada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro de 2025.
O episódio recolocou uma questão que o próprio Supremo Tribunal Federal (STF) nunca resolveu: o Regimento Interno atribui ao plenário o julgamento do presidente da República nos crimes comuns, mas não define qual órgão julga um ex-presidente por fatos praticados durante o mandato.
6 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés à direita
Todos os lados registram os mesmos fatos: o pedido de suspensão da pena de 27 anos e três meses foi protocolado e retirado no mesmo dia, em cerca de duas horas, sem justificativa da defesa; a desistência alcança apenas a medida cautelar; a revisão criminal segue em tramitação sob relatoria de Kassio Nunes Marques; e a condenação de setembro de 2025, com prisão domiciliar em Brasília, permanece inalterada.
No mesmo dia 24 de setembro de 2026, a defesa de Jair Bolsonaro pediu e retirou a suspensão da execução da pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. O recuo veio sem justificativa, cerca de duas horas depois do protocolo, e atingiu apenas a medida cautelar: a revisão criminal continua sob relatoria do ministro Kassio Nunes Marques, no Supremo Tribunal Federal.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou e retirou, no intervalo de pouco mais de duas horas, o pedido para suspender a execução da pena de 27 anos e três meses de prisão a que ele foi condenado por tentativa de golpe de Estado. O requerimento foi protocolado na manhã de quinta-feira, 24 de setembro de 2026, e dirigido ao ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator da revisão criminal aberta em maio deste ano. Na petição de desistência, os advogados pediram que o recuo fosse homologado apenas quanto à medida cautelar, de modo que a revisão criminal siga em tramitação com os mesmos argumentos e pedidos iniciais. Nenhuma justificativa foi apresentada para a mudança de estratégia.
A cobertura de centro relatou o roteiro com precisão de horário: o pedido entrou às 9h49 e a desistência foi protocolada às 12h21, assinada pelos advogados Marcelo Luiz Ávila de Bessa e Thiago Lôbo Fleury. Sobre o conteúdo da petição original, não há divergência entre os lados. A tese principal era a de que Bolsonaro não poderia ter sido julgado pela Primeira Turma, colegiado de cinco ministros, e sim pelo plenário do Supremo, porque os crimes atribuídos a ele teriam sido cometidos durante o exercício da Presidência da República. A defesa classificou o julgamento por uma turma como inadmissível, ilegal e inconstitucional, e sustentou que manter a execução da pena durante a revisão criminal poderia produzir dano irreparável, já que a liberdade indevidamente suprimida não se recompõe. O segundo argumento era o de cerceamento de defesa, pelo acesso que os advogados consideram tardio, incompleto e desorganizado às provas reunidas na investigação.
Veículos de esquerda destacaram que a condenação segue intacta e lembraram que a tese de competência já havia sido rejeitada pela Primeira Turma por 4 votos a 1, com Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia contrários e apenas Luiz Fux favorável. Nessa leitura, o recuo expõe a fragilidade de uma estratégia que tenta reabrir por revisão criminal uma questão já decidida, enquanto o ex-presidente cumpre pena em prisão domiciliar no bairro do Jardim Botânico, em Brasília, concedida em março por problemas de saúde. Essa cobertura também recorda que, em novembro de 2025, a Primeira Turma rejeitou por unanimidade os embargos de declaração das defesas.
Veículos de direita deram mais espaço ao mérito dos argumentos e ao contexto institucional invocado pela defesa. Nessa cobertura ganha relevo o fato de o Regimento Interno do Supremo não definir expressamente qual órgão julga um ex-presidente por fatos praticados no mandato, lacuna a partir da qual os advogados pedem a competência do plenário. Aparece com destaque ainda a comparação com a controvérsia entre Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, usada pela defesa para sustentar que houve seleção prévia das provas entregues a Bolsonaro, depois de Moraes autorizar, em fevereiro de 2025, o acesso apenas ao material utilizado na denúncia. Foi também essa cobertura que registrou a saída do escritório Ávila de Bessa do caso, anunciada após a desistência e atribuída a uma reavaliação da estratégia de defesa, com a revisão criminal passando aos advogados que atuaram na ação penal.
A cobertura de centro acrescentou o calendário político, ao anotar que o episódio ocorre dez dias antes do primeiro turno da eleição, disputa em que o senador Flávio Bolsonaro concorre à Presidência da República. Nenhum dos textos, porém, estabelece relação demonstrada entre a desistência processual e a data do pleito.
O que ainda não se sabe é o motivo do recuo, que a defesa não explicou em nenhuma das peças, e quando a revisão criminal será julgada, já que o processo segue sem data sob relatoria de Nunes Marques, integrante da Segunda Turma. Permanece em aberto se o relator homologará formalmente a desistência da medida cautelar e como ficará a composição do time de advogados depois da saída do escritório. Até que a Corte decida, a condenação, o total de 27 anos e três meses de pena e o regime de prisão domiciliar permanecem inalterados.
A Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro em setembro do ano passado, e o ex-presidente foi preso em novembro. Posteriormente, em março, ele teve concedida a prisão domiciliar humanitária, em razão de problemas de saúde, e cumpre pena em sua casa no bairro do Jardim Botânico, em Brasília.
Advogados retiraram solicitação cerca de duas horas após apresentá-la a Nunes Marques, mas mantiveram revisão criminal.

Solicitação havia sido apresentada poucas horas antes ao ministro Nunes Marques, do STF, no âmbito da revisão criminal da condenação por tentativa de golpe de Estado


A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) desistiu, nesta quinta-feira (24), do pedido apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para

Desistência se deu duas horas após protocolarem o pedido direcionado a Nunes Marques; advogados não apresentaram justificativa e pediram que a revisão criminal siga o trâmite comum

Nesta matéria: perspectiva omitida.