O Ministério da Saúde realiza neste sábado, 22 de agosto de 2026, o Dia D da Campanha Nacional de Multivacinação, mobilização voltada a ampliar a cobertura vacinal de crianças e adolescentes com menos de 15 anos. Unidades Básicas de Saúde e outros pontos de vacinação de todo o país ficam disponíveis para a atualização da caderneta. A campanha começou em 3 de agosto e segue até 1º de setembro.
São 20 vacinas do Calendário Nacional de Vacinação ofertadas conforme a faixa etária, o histórico de cada pessoa e a indicação médica, entre elas BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite inativada, rotavírus, meningocócica C e ACWY, influenza, febre amarela, tríplice viral, varicela, hepatite A, HPV e dengue tetravalente. O conjunto protege contra doenças graves como meningites, tuberculose e cânceres associados ao papilomavírus humano. Segundo o Governo Federal, esta é a primeira edição da campanha com a vacina pneumocócica 20-valente, incorporada ao calendário em junho deste ano e recomendada para crianças menores de 5 anos, ampliando a proteção contra pneumonias e meningites causadas pelo pneumococo.
O Ministério da Saúde afirma ter distribuído ao menos 180 milhões de doses ao longo do ano para sustentar a vacinação no país. As mais aplicadas, de acordo com o Governo Federal, foram as vacinas contra influenza, sarampo, na forma da tríplice viral, e poliomielite.
O trecho mais sensível da mobilização está em São Paulo. O Ministério da Saúde recomendou ampliar a vacinação contra o sarampo nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo para todas as pessoas de 6 meses a 59 anos de idade. A medida é temporária, foi integrada à campanha de agosto e nasceu da identificação de casos confirmados que apontam uma cadeia de transmissão relacionada à importação do vírus. Entre as estratégias de contenção está a chamada dose zero, aplicada em bebês de 6 a 11 meses, faixa que normalmente ainda não recebe a tríplice viral. Do início da mobilização, em 3 de agosto, até o dia 14, mais de 529,8 mil doses de tríplice viral foram aplicadas nos três municípios, das quais 87,2 mil em crianças de 5 a 11 anos, o equivalente a 16,5% do total.
Sobre a cobertura jornalística, até o momento apenas um veículo tratou do Dia D dentro do conjunto de matérias reunidas nesta história, com texto descritivo e ancorado em dados oficiais do Ministério da Saúde e do Governo Federal. Não há, portanto, disputa de enquadramento registrada entre veículos de campos políticos distintos, e este relato não atribui leitura ideológica a lados que não escreveram sobre o assunto. O único outro texto agrupado no mesmo bloco trata de resultado de loteria e não guarda relação com a campanha de vacinação.
O que ainda não se sabe é considerável. A cobertura disponível não informa qual é a cobertura vacinal atual por imunizante nem qual meta a campanha persegue até 1º de setembro. Também não diz quantos casos de sarampo foram confirmados em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, qual a origem exata da importação do vírus e se há transmissão ativa fora desses três municípios. Não há balanço de quantas doses foram aplicadas especificamente no Dia D, nem detalhamento de horários e endereços de atendimento por cidade, informação que fica a cargo das secretarias municipais de saúde.