Brasil fez 278 transplantes pediátricos até julho em meio à falta de doadores
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Resumo da cobertura
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Como decidimos →A falta de órgãos para crianças expõe a vulnerabilidade de famílias que dependem da fila única do Sistema Único de Saúde e da solidariedade coletiva. A história de um menino de 7 anos que só sobreviveu porque o pai doou parte do fígado mostra o peso que recai sobre as famílias quando o sistema não encontra doador compatível.
A escassez de doadores pediátricos e a alta recusa das famílias limitam os transplantes de órgãos em crianças no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, o país fez 278 transplantes pediátricos de janeiro a julho de 2026 e 589 em todo o ano de 2025. Especialistas relatam que apenas cerca de 2% das notificações de doador falecido envolvem crianças.
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As duas coberturas publicaram o mesmo texto de agência: faltam doadores pediátricos, a recusa familiar chegou a 45% em 2025 e é maior quando o doador é criança, e a doação intervivos de parte do fígado é alternativa segura.
O Brasil realizou 278 transplantes pediátricos de órgãos entre janeiro e julho de 2026, segundo o Ministério da Saúde. Médicos apontam que apenas cerca de 2% das notificações de doador falecido envolvem crianças e que as famílias recusaram a doação em 45% dos casos em 2025, índice ainda maior quando o potencial doador é criança.
O Brasil realizou 278 transplantes pediátricos de órgãos entre janeiro e julho de 2026, segundo dados parciais do Ministério da Saúde. Foram 24 transplantes de coração, 114 de fígado e 140 de rim. Em todo o ano de 2025, o país somou 589 procedimentos desse tipo em crianças e adolescentes. Por trás dos números, médicos apontam dois gargalos: a escassez de doadores pediátricos e a recusa das famílias em autorizar a doação.
A reportagem, publicada a partir do mesmo texto de agência, parte da história de Felipe Oliveira Costa, de 7 anos, morador do extremo sul de São Paulo. Em abril de 2025, ele desenvolveu a síndrome de Stevens-Johnson, uma reação a medicamento que acabou atingindo o fígado e evoluiu para cirrose. Sem transplante, corria risco de morte. Como não surgiu um órgão de doador falecido compatível com seu tamanho e peso, o pai, Abimael Maurício Oliveira Silva, doou parte do próprio fígado. A cirurgia foi feita no Hospital Sírio-Libanês, e pai e filho passam bem.
O cirurgião Eduardo Antunes da Fonseca, diretor do departamento de transplante hepático do Sírio-Libanês, afirma que apenas cerca de 2% das notificações de doador falecido envolvem crianças. O órgão precisa ter peso e altura compatíveis com o receptor. Segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, as famílias recusaram a doação em 45% dos casos em 2025, e a rejeição é ainda maior quando o potencial doador é uma criança. Para Fonseca, muitas mortes encefálicas infantis decorrem de afogamentos ou acidentes, o que deixa as famílias muito abaladas no momento da abordagem.
O país tem 829 serviços autorizados a transplantar órgãos, mas só 70 fizeram transplantes pediátricos em 2025. O Sistema Único de Saúde adota uma lista única de espera, que considera critérios clínicos e a compatibilidade entre doador e receptor, e não apenas o tempo de inscrição. Mais da metade dos transplantes pediátricos, 53%, usa órgãos de doadores entre 11 e 17 anos. José Sampaio, do Hospital Pequeno Príncipe, no Paraná, explica que a parte do fígado doada por um adulto a uma criança é pequena e que o órgão volta a crescer.
A cobertura de centro e os veículos de esquerda publicaram o mesmo texto, sem acréscimos editoriais próprios, e por isso não há divergência de enquadramento entre eles. Ambos destacam o drama das famílias e a defesa, feita por especialistas, de campanhas de esclarecimento para que as pessoas conversem em vida sobre a decisão de doar. Até o momento, nenhum veículo de direita havia coberto o assunto.
Ainda não se sabe quantas crianças aguardam hoje na fila de transplante nem quanto tempo esperam, em média. As reportagens também não trazem a posição do Ministério da Saúde sobre novas medidas para reduzir a recusa familiar ou ampliar o número de centros que atendem crianças.

Brasil tem 829 serviços de saúde autorizados a transplantar órgãos; Em 2025, 70 deles fizeram transplantes pediátricos
