Eleições 2026: qual a diferença entre o primeiro e o segundo turno? Entenda e veja como votar
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
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Como decidimos →A cobertura de esquerda registra o voto nulo do PCO como ruptura com o apoio dado a Lula em 2022, justificada pela distância entre o governo e os trabalhadores, ao mesmo tempo em que o partido admite o risco de uma vitória da direita.
O Partido da Causa Operária (PCO) orientou seus filiados a votar nulo no segundo turno da eleição presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro, em decisão da 39ª Conferência Nacional divulgada em nota na segunda-feira, 12 de outubro.
A cobertura de direita enfatiza as críticas do PCO ao PT, ao STF e ao grande capital, e organiza o quadro de apoios do segundo turno, em que Flávio Bolsonaro reúne partidos de centro e de direita.
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
O Partido da Causa Operária (PCO) aprovou em sua 39ª Conferência Nacional a orientação de voto nulo no segundo turno da eleição presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro. Entenda os argumentos do partido e como a esquerda e a direita contaram o episódio.
O Partido da Causa Operária (PCO) decidiu orientar seus filiados a votar nulo no segundo turno da eleição presidencial, disputado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A decisão foi aprovada na 39ª Conferência Nacional do partido, realizada em São Paulo, e divulgada em nota oficial na segunda-feira, 12 de outubro. A orientação vale também para as disputas estaduais que terão segundo turno.
Presidente nacional do PCO e candidato derrotado ao Planalto, Rui Costa Pimenta defendeu o voto nulo e criticou o PT e o governo Lula. Segundo ele, o PT fez uma aliança com o Supremo Tribunal Federal (STF) e compactuou com o que chamou de atentado contra os direitos democráticos da população. O partido avalia ainda que Lula chega à disputa como representante de um bloco que reúne o petismo, setores do STF e a direita tradicional, e que estaria comprometido com a política do grande capital.
Há fatos em que as coberturas convergem. Em 2022, o PCO apoiou Lula contra Jair Bolsonaro. Em 2026, Pimenta recebeu 15.024 votos no primeiro turno, o equivalente a 0,01% dos votos válidos, e terminou em último lugar entre os presidenciáveis. O partido também citou cerca de 80 mil votos obtidos pela legenda na eleição.
Veículos de esquerda destacaram a justificativa apresentada pelo partido para mudar de posição. Segundo a nota, a diferença que existia em 2022, ligada à relação de Lula com os trabalhadores mobilizados contra a perseguição política e o golpe, não se mantém em 2026. Esses veículos registraram que o PCO reconhece que uma vitória da direita pode intensificar os ataques aos trabalhadores, mas diz que esse risco não justifica apoiar candidaturas que considera comprometidas com os capitalistas. Também lembraram que a legenda defende a organização independente dos trabalhadores.
Veículos de direita enfatizaram as críticas do PCO ao PT e ao STF e deram mais espaço ao mapa de apoios no segundo turno. Segundo essa cobertura, Renan Santos, do Missão, e Wilson Grassi, do Democrata, não declararam apoio ou optaram pela neutralidade. Samara Martins, da UP, Edmilson Costa, do PCB, e Hertz Dias, do PSTU, anunciaram apoio a Lula. Flávio Bolsonaro conta com o apoio de Augusto Cury, do Avante, Ronaldo Caiado, do PSD, Romeu Zema, do Novo, e Clariana Barão, do DC.
A cobertura de centro não tratou do episódio entre as fontes reunidas até o momento, de modo que o relato mais próximo de uma leitura neutra é o conjunto de fatos que os dois lados reproduzem: a nota, os números do primeiro turno e a lista de apoios.
O que ainda não se sabe: nenhuma das fontes traz resposta do PT ou da campanha de Lula às críticas do PCO. Também não há estimativa de quantos eleitores seguirão a orientação de voto nulo, nem se outras legendas pequenas farão o mesmo.
Neste episódio de Pedro+Cora, Pedro Doria e Cora Rónai comentam sobre as militâncias e a campanha digital para o segundo turno das Eleições 2026.
Durante conferência, Rui Costa Pimenta, candidato derrotado no primeiro turno, lançou críticas ao PT e ao governo Lula

Decisão foi aprovada na conferência nacional do partido, realizada em São Paulo

Ainda não há outra notícia sobre Rui Costa Pimenta.