
Escritor Augusto Cury tem Júlio Delgado como vice na corrida presidencial de 2026
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O escritor Augusto Cury disputa a Presidência da República em 2026 pelo Avante, na primeira campanha eleitoral de sua trajetória. A candidatura foi oficializada em convenção nacional em 3 de agosto, na Assembleia Legislativa de São Paulo, e o partido concorre isolado, sem coligação. O candidato a vice é o ex-deputado federal Júlio Delgado, com mandatos na Câmara entre 2002 e 2022. Cury declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 242.281.162,52 e aparece com 11% das intenções de voto no levantamento BTG/Nexus, alta de nove pontos percentuais.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
O escritor Augusto Cury disputa a Presidência da República em 2026 pelo Avante, na primeira campanha eleitoral de sua trajetória. A candidatura foi oficializada em convenção nacional em 3 de agosto, na Assembleia Legislativa de São Paulo, e o partido concorre isolado, sem coligação.
Direita
Augusto Cury representa a entrada de um nome vindo de fora da estrutura partidária tradicional na disputa presidencial de 2026, com trajetória construída no mercado editorial e não em cargos públicos.
3 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
O texto é uma enumeração de nomes ('Luiz Inácio Lula da Silva, Augusto Cury, Flávio Bolsonaro... são candidatos à Presidência nas eleições 2026'), sem adjetivação, sem hierarquia entre concorrentes e sem vocabulário valorativo. Paridade total no tratamento dos candidatos, o que caracteriza cobertura factual de centro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Predomina a descrição factual (data de nascimento, nome de urna, número 70, convenção do Avante em 3 de agosto, vice Júlio Delgado, patrimônio de R$ 242.281.162,52). O ponto de atrito é a reprodução sem contraponto de números de autopromoção divulgados pelo próprio candidato ('mais de 42 milhões de exemplares vendidos', 'mais de 70 países'), o que puxa o texto para o release, não para um lado ideológico. Mantido CENTER por ausência de enquadramento valorativo sobre Estado, mercado ou direitos.
Augusto Cury, conhecido pelos livros sobre comportamento e desenvolvimento pessoal, entrou na disputa pela Presidência da República em 2026 pelo Avante, com o ex-deputado Júlio Delgado como candidato a vice. Esta análise reúne o que as coberturas de centro e de direita registraram sobre o perfil dos dois nomes, o patrimônio declarado à Justiça Eleitoral e as propostas institucionais da chapa.
O escritor Augusto Cury disputa a Presidência da República em 2026 pelo Avante, na primeira campanha eleitoral de sua trajetória. O nome foi oficializado em convenção nacional realizada em 3 de agosto, na Assembleia Legislativa de São Paulo, e o partido concorre de forma isolada, sem integrar coligação. No registro eleitoral, o candidato aparece com o nome de urna Escritor Augusto Cury, número 70, ensino superior completo e ocupação declarada de escritor e crítico. Para a vice-presidência, indicou o ex-deputado federal Júlio Delgado, também do Avante.
Cury nasceu em 2 de outubro de 1958, em Colina, no interior de São Paulo, é casado e tem três filhos. Construiu projeção pública como autor de livros sobre comportamento, saúde mental e desenvolvimento pessoal, entre eles O Vendedor de Sonhos, Nunca Desista de Seus Sonhos e O Homem Mais Inteligente da História, e é criador da chamada Teoria da Inteligência Multifocal. Em carta divulgada antes da oficialização da candidatura, afirmou que pensava havia mais de dez anos em um projeto para o Brasil entre 2027 e 2050 e criticou a concentração do debate político em torno de partidos e da polarização. À Justiça Eleitoral, declarou patrimônio de R$ 242.281.162,52, formado por apartamentos, prédios comerciais, outros imóveis, créditos e aplicações financeiras.
Júlio Delgado tem 59 anos, é natural de Juiz de Fora e formado em Direito pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Assumiu vaga de suplente na Câmara dos Deputados em 1999, pelo então PMDB, e cumpriu mandatos a partir de 2002, passando ainda por PPS e PSB. Foi membro da Mesa Diretora da Câmara, disputou a presidência da Casa e foi relator do processo que resultou na cassação do então deputado federal José Dirceu. Em 2024, ficou em quarto lugar na disputa pela prefeitura de Juiz de Fora. Declarou patrimônio de R$ 3.520.000,00, entre dois apartamentos, uma casa em Ouro Preto e um automóvel.
A cobertura de centro tratou a candidatura como um item de uma lista ampla de concorrentes ao Planalto, ao lado de nomes como Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Pablo Marçal e Romeu Zema, sem hierarquia entre os candidatos e sem avaliação de desempenho. Veículos de direita deram tratamento mais extenso ao caso. Destacaram a estreia de um nome vindo de fora da estrutura partidária, o crescimento nas pesquisas, com 11% das intenções de voto no levantamento BTG/Nexus divulgado nesta segunda-feira e alta de nove pontos percentuais, e a agenda institucional atribuída ao vice. Essa agenda reúne a troca do presidencialismo pelo semipresidencialismo, com criação do cargo de primeiro-ministro, o fim do mandato vitalício dos ministros do Supremo Tribunal Federal, limitado a oito anos e condicionado a idade mínima de 50 anos e a cinco anos sem filiação partidária, e a transformação do Ministério das Relações Exteriores em uma secretaria de Estado.
Até o momento, veículos de esquerda não publicaram cobertura própria sobre a candidatura no conjunto analisado. Com isso, não aparecem nas fontes disponíveis o contraponto jurídico que costuma acompanhar propostas de alteração no Supremo Tribunal Federal e no regime de governo, nem a discussão sobre o patrimônio declarado e sobre a ausência de experiência em mandato ou gestão pública. As propostas institucionais foram reproduzidas em lista, sem menção ao fato de que dependeriam de emenda constitucional aprovada pelo Congresso.
Ainda não se sabe se o crescimento registrado nas pesquisas se sustenta ao longo da campanha, nem qual é o desempenho do candidato em outros levantamentos além do citado, cuja margem de erro não foi informada. As fontes também não detalham o programa de governo além dos pontos institucionais entregues ao vice, não explicam como as mudanças no Supremo Tribunal Federal seriam encaminhadas ao Congresso e não esclarecem o tamanho da estrutura de campanha de um partido que concorre sem coligação.
As coberturas de centro e de direita registram os mesmos fatos de registro: Augusto Cury é candidato à Presidência pelo Avante em 2026, com Júlio Delgado como vice, chapa oficializada em 3 de agosto e sem coligação.

Luiz Inácio Lula da Silva, Augusto Cury, Flávio Bolsonaro, Hertz Dias, Pablo Marçal, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Clariana Barão, Edmilson Costa, Rui Costa Pimenta, Samara Martins, Wilson Grassi e Romeu Zema são candidatos à Presidência nas eleições 2026

Aos 67 anos, autor estreia em uma eleição, concorre com o número 70 e declarou patrimônio de R$ 242,3 milhões à Justiça Eleitoral

Júlio Delgado foi o relator do processo que resultou na cassação do então deputado federal José Dirceu
Perspectivas omitidas
A biografia é factual e datada, mas a seleção editorial pende à direita: elege como ato mais conhecido do vice a relatoria do processo que cassou José Dirceu, e apresenta em lista limpa e sem crítica uma agenda de controle institucional (fim do mandato vitalício no Supremo Tribunal Federal, teto de oito anos, semipresidencialismo, rebaixamento do Itamaraty a secretaria de Estado). Ênfase em accountability institucional e desconfiança do arranjo de poder vigente, sem o contraditório que uma cobertura de centro traria.
Perspectivas omitidas