
Augusto Cury chega a 11% na disputa presidencial com Júlio Delgado de vice
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O escritor e psiquiatra Augusto Cury, candidato à Presidência da República pelo Avante, alcançou 11% das intenções de voto no primeiro turno e se tornou o primeiro nome da chamada terceira via a chegar a dois dígitos na eleição de 2026. Seu candidato a vice é o ex-deputado federal Júlio Delgado, também do Avante, anunciado no início de agosto, dentro do prazo do Tribunal Superior Eleitoral para as convenções. Na pesquisa BTG/Nexus divulgada em 31 de agosto, Cury saltou de 2% para 11%, com Luiz Inácio Lula da Silva em 39% e Flávio Bolsonaro em 33%; no levantamento Real Time Big Data de 1º de setembro, ele repetiu 11%, atrás de Lula, com 38%, e de Flávio Bolsonaro, com 30%. O candidato declarou patrimônio de R$ 242,2 milhões, o maior entre os presidenciáveis, e concentrou 96,4% dos gastos de campanha declarados em impulsionamento nas redes sociais. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.
Esquerda
A ascensão de Augusto Cury é lida como o produto de um casamento entre fortuna pessoal e algoritmo, não como renovação política. O candidato do Avante declarou R$ 242,2 milhões em bens, o maior patrimônio entre os presidenciáveis, financiou a própria campanha com R$ 150 mil e destinou 96,4% dos gastos declarados a impulsionamento em plataformas digitais, caminho que só quem tem dinheiro e audiência acumulada consegue percorrer.
Centro
O escritor e psiquiatra Augusto Cury, candidato à Presidência da República pelo Avante, alcançou 11% das intenções de voto no primeiro turno e se tornou o primeiro nome da chamada terceira via a chegar a dois dígitos na eleição de 2026.
Direita
O salto de Augusto Cury a 11% mede o tamanho do eleitorado cansado da polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Primeiro candidato da terceira via a cruzar os dois dígitos, o escritor construiu audiência fora da política tradicional e defende menos interferência do Estado na economia, escolas de empreendedorismo em comunidades e resposta policial mais rápida ao feminicídio, sob a fórmula "mente capitalista, coração social".
13 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Guia estritamente descritivo: cada candidatura recebe extensão semelhante, a ordem segue o peso eleitoral sem adjetivos e as informações são de registro público. A única marca avaliativa é a menção à suspensão dos direitos políticos de um dos candidatos, que é fato judicial e não juízo do texto.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Análise quantitativa que cruza pesquisas de dois institutos, avaliação de consultoria de risco e levantamento de monitoramento de redes. Registra tanto o crescimento quanto a reversão de seguidores e ressalva explicitamente que a hipótese de operação coordenada foi levantada por terceiros. O enquadramento de voto conservador fragmentado é analítico e não normativo, o que sustenta a leitura de centro.
O escritor e psiquiatra Augusto Cury, do Avante, chegou a 11% das intenções de voto no primeiro turno e se tornou o primeiro candidato da terceira via a alcançar dois dígitos na corrida presidencial de 2026. O vice da chapa é o ex-deputado federal Júlio Delgado, com seis mandatos por Minas Gerais.
O escritor e psiquiatra Augusto Cury, candidato à Presidência da República pelo Avante, chegou a 11% das intenções de voto no primeiro turno e se tornou o primeiro nome da chamada terceira via a alcançar dois dígitos na eleição de 2026. O candidato a vice é o ex-deputado federal Júlio Delgado, também do Avante, anunciado no início de agosto, dentro do prazo do Tribunal Superior Eleitoral para o fim das convenções partidárias. O partido oficializou a chapa em convenção nacional de 3 de agosto e concorre sem coligação.
A cobertura de centro relatou o salto com números de dois institutos. Na pesquisa do BTG em parceria com o Nexus, divulgada em 31 de agosto, Cury passou de 2% para 11%, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva oscilou de 41% para 39% e o senador Flávio Bolsonaro caiu de 37% para 33%. No levantamento do Real Time Big Data, de 1º de setembro, o escritor repetiu os 11%, atrás de Lula, com 38%, e de Flávio Bolsonaro, com 30%. Dez dias antes, em pesquisa Datafolha de 21 de agosto, ele tinha 2%. São treze candidaturas registradas, com primeiro turno em 4 de outubro e eventual segundo turno em 25 de outubro.
Os perfis dos dois nomes da chapa são consensuais. Cury tem 67 anos, nasceu em Colina, no interior de São Paulo, formou-se em Medicina, especializou-se em psiquiatria e construiu carreira como autor de livros sobre comportamento e saúde mental. Registrou-se com o nome de urna "Escritor Augusto Cury", número 70. Júlio Delgado tem 59 anos, é advogado formado pela Universidade Federal de Juiz de Fora, exerceu seis mandatos de deputado federal por Minas Gerais entre 1999 e 2023, integrou a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados e conduziu o processo que resultou na cassação do então deputado José Dirceu, em 2005. Foi derrotado na disputa pela prefeitura de Juiz de Fora em 2024.
Veículos de direita enfatizaram o dinheiro e a estrutura por trás da campanha. Cury declarou patrimônio de R$ 242,2 milhões, o maior entre os presidenciáveis, e doou R$ 150 mil à própria candidatura, o triplo do repassado pelo partido. Ao Tribunal Superior Eleitoral, informou R$ 50 mil em impulsionamento de publicações e R$ 1,8 mil de hospedagem, o que faz das redes sociais 96,4% das despesas declaradas até 28 de agosto. Essa cobertura destacou ainda que o Avante receberá R$ 73 milhões em fundo eleitoral e partidário neste ano, que o marqueteiro da campanha atuou em campanhas do campo bolsonarista e que o presidente da legenda já foi alvo de investigações, uma delas arquivada. Foi também nesse campo que apareceram, sem contraditório, as tarefas atribuídas ao vice: encerrar o mandato vitalício dos ministros do Supremo Tribunal Federal, com teto de oito anos e idade mínima de 50 anos, e substituir o presidencialismo pelo semipresidencialismo. Um dos textos registrou a leitura de que a fragmentação do voto conservador entre Cury, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos pode dificultar a ida de Flávio Bolsonaro ao segundo turno.
Veículos de esquerda não haviam publicado sobre o caso até o momento, e o ângulo que costumam enfatizar ficou fora do que está disponível: a relação entre fortuna pessoal, gasto em plataformas digitais e desigualdade de acesso ao debate público, além do efeito social de propostas de menos Estado na economia. Esse é o ponto cego desta cobertura.
O próprio crescimento virou objeto de disputa factual. Um monitoramento citado nas reportagens registrou 127.932 menções ao candidato entre 21 e 27 de agosto, alta de 1.000% sobre a semana anterior, com o debate televisivo de 23 de agosto como gatilho, e apontou que 76% dos autores das publicações escreveram apenas uma vez, o que sugere adesão espontânea. O mesmo levantamento mostrou reversão no fim do mês, com perda de seguidores em 30 e 31 de agosto e queda de 39,2% nas menções.
O que ainda não se sabe é se o patamar se sustenta. Uma apuração jornalística mencionada por esse instituto levantou a hipótese de contratação não declarada de cerca de 200 influenciadores, sobre a qual a campanha não respondeu publicamente; o candidato nega o uso de robôs. Não há confirmação de que o Tribunal Superior Eleitoral apure o caso, e a prestação de contas parcial só será entregue entre 9 e 13 de setembro. Segundo um dos institutos, apenas 59% dos eleitores que declaram voto no escritor estão decididos.
Toda a cobertura converge em três pontos: Augusto Cury chegou a 11% das intenções de voto e é o primeiro candidato da terceira via a alcançar dois dígitos; o vice da chapa do Avante é o ex-deputado Júlio Delgado; e Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro seguem na liderança, com folga de mais de vinte pontos sobre o terceiro colocado.

A política brasileira entrou definitivamente na era dos algoritmos, com influenciadores como Augusto Cury impactando a formação de opinião.

Trajetória do escritor e psiquiatra famoso por livros sobre gestão emocional inclui passagem pelo PV em 2009. Na eleição deste ano, ganhou impulso nas pesquisas.

Cientista político explica que, ainda que não contem como voto válido, opção de não escolher candidatos também pode contribuir para líderes da disputa eleitoral

O país terá 13 candidatos na disputa pela Presidência da República nas eleições deste ano

O país terá 13 candidatos na disputa pela Presidência da República nas eleições deste ano

Explosão nas redes, eleitorado não polarizado e efeito de debate ajudam a explicar salto de Cury, que ameaça dividir o voto conservador

Advogado de 59 anos exerceu seis mandatos como deputado federal entre 1999 e 2023

Fora da política tradicional, o psiquiatra e escritor Augusto Cury estreia nas urnas com um discurso de conciliação e a aposta de conquistar eleitores que rejeitam a polarização

Candidato à Presidência mais rico declarou despesas de R$ 50 mil com mídias sociais ao TSE; publicações incluem críticas a Lula e repercussão de debate da Band/Estadão

Apesar do perfil pouco convencional do candidato, sua campanha conta com partido, recursos e profissionais experientes na corrida ao Palácio do Planalto

Luiz Inácio Lula da Silva, Augusto Cury, Flávio Bolsonaro, Hertz Dias, Pablo Marçal, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Clariana Barão, Edmilson Costa, Rui Costa Pimenta, Samara Martins, Wilson Grassi e Romeu Zema são candidatos à Presidência nas eleições 2026

Aos 67 anos, autor estreia em uma eleição, concorre com o número 70 e declarou patrimônio de R$ 242,3 milhões à Justiça Eleitoral

Júlio Delgado foi o relator do processo que resultou na cassação do então deputado federal José Dirceu
Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Reportagem de fiscalização apoiada em documento: R$ 50 mil declarados ao Tribunal Superior Eleitoral para impulsionamento, R$ 1,8 mil de hospedagem e doação de R$ 150 mil do próprio candidato. Publica a negativa do candidato sobre uso de robôs entre aspas e no mesmo bloco da acusação implícita, o que sustenta a leitura de cobertura factual sem enquadramento ideológico.
Perspectivas omitidas
O texto desmonta a imagem de candidato "fora do sistema" acumulando o patrimônio declarado, o marqueteiro vindo de campanhas do campo bolsonarista, o senador bolsonarista filiado e as investigações do presidente da legenda. O eixo é a defesa da ordem institucional e a desconfiança com o estreante que ameaça o campo conservador organizado, com adjetivação avaliativa no fecho, o que caracteriza enquadramento de direita e não cobertura neutra.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas



