Incêndios atingem campi da UFPE em Recife e Caruaru em menos de uma semana
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A cobertura de esquerda vê os incêndios na UFPE como parte de uma sequência de ataques a universidades públicas, em um ambiente de ameaças contra estudantes e de tensão política às vésperas da eleição. Destaca o prejuízo a pesquisas financiadas pelo Estado e a vulnerabilidade da comunidade acadêmica.
Dois incêndios em instalações da Universidade Federal de Pernambuco ocorreram em dias seguidos. Na quarta-feira (7/10), as chamas atingiram o antigo prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo, no Recife, e destruíram equipamentos e amostras de pesquisa. Na quinta-feira (8/10), houve fogo em área de vegetação do campus de Caruaru. A causa de ambos ainda não foi esclarecida.
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A Universidade Federal de Pernambuco registrou incêndio em prédio de pesquisa no Recife e fogo em vegetação no campus de Caruaru em dias seguidos. A causa segue desconhecida, a Polícia Federal apura o caso do Recife e a cobertura diverge sobre motivação política.
Dois incêndios em instalações da Universidade Federal de Pernambuco, a UFPE, ocorreram em dias seguidos e se somam a outros episódios recentes na instituição. Na noite de quarta-feira, 7 de outubro, as chamas atingiram o antigo prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo, na Zona Oeste do Recife. Na noite de quinta-feira, 8 de outubro, houve fogo em área de vegetação do Centro Acadêmico do Agreste, o campus de Caruaru.
A cobertura de centro relatou que o incêndio no Recife foi percebido por estudantes e professores por volta das 19h e ficou concentrado no pavimento superior do prédio, próximo à Casa do Estudante. Segundo o major Calado, supervisor de operações do Corpo de Bombeiros, 25 militares e sete viaturas atuaram em três frentes de trabalho, com apoio da Polícia Militar e da Neoenergia. Não houve vítimas.
O reitor da UFPE, Alfredo Gomes, esteve no local e disse que a origem do fogo ainda não havia sido identificada. De acordo com ele, funcionavam no primeiro andar laboratórios do Núcleo de Inovação Terapêutica, que trabalha com fármacos. O reitor afirmou que a universidade perdeu uma quantidade considerável de equipamentos e de amostras ligadas a dissertações e teses, fruto de pesquisas desenvolvidas ao longo de meses e anos. Uma área à direita do térreo permaneceu fria, o que indicou que não foi alcançada pelo fogo.
A mesma cobertura recorda que o episódio não foi isolado. Cerca de uma semana antes, um laboratório do Departamento de Física, no Centro de Ciências Exatas e da Natureza, pegou fogo por volta das 13h30, durante a manipulação de um produto químico em um forno mufla, e a suspeita inicial foi de acidente. No domingo, 4 de outubro, o Laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências, também foi atingido, sem vítimas.
Sobre Caruaru, veículos de esquerda relataram que o fogo começou por volta das 18h, perto do prédio de Medicina, e atingiu vegetação ao lado de uma via pavimentada. Segundo relatos, o foco foi controlado sem se espalhar para os prédios. Técnicos da universidade não souberam definir a causa. Um vídeo compartilhado nas redes mostra pessoas tentando combater as chamas, mas não registra como o fogo começou.
É nas divergências que a leitura muda. Veículos de esquerda enquadraram os episódios como parte de uma sequência de ataques a universidades, em meio à circulação de ameaças contra estudantes e de mensagens de apoio a Flávio Bolsonaro. Lembraram ainda que um bolsonarista atirou para o alto e provocou tumulto em manifestação pró-Lula diante da Universidade Federal de Sergipe, na região metropolitana de Aracaju, e destacaram que as condições climáticas no horário não favoreciam um incêndio espontâneo. A cobertura de centro, por sua vez, não faz essa associação: limita-se a descrever os danos, as falas do reitor e dos bombeiros e a falta de definição da causa. Até o momento, nenhum veículo de direita foi encontrado cobrindo o caso, e por isso não há enquadramento desse campo a relatar.
O que ainda não se sabe é a causa de cada incêndio. A Polícia Federal iniciou a apuração das circunstâncias do fogo no Recife, mas não há conclusão publicada. Também não está esclarecido se os episódios têm relação entre si, se houve ação intencional ou falha de manutenção e qual será o valor total das perdas em pesquisa.
Reitor da universidade relata perda de amostras, equipamentos e dados ligados a dissertações e teses; não há registro de vítimas

Fogo em área de vegetação próximo do bloco de Medicina da UFPE em Caruaru teve causa desconhecida. O incêndio já foi controlado.
