TRE-RJ é pressionado a avisar 202 mil eleitores sobre locais de votação trocados
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A cobertura de esquerda enquadra o caso como risco ao direito de voto das comunidades periféricas. A coligação de Lula e as entidades de direitos humanos cobram que o tribunal informe cada eleitor afetado e garanta transporte e estrutura.
Seis organizações da sociedade civil enviaram um ofício ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro cobrando melhor comunicação com os cerca de 202 mil eleitores que tiveram o local de votação alterado em 20 municípios. Os problemas teriam ocorrido no primeiro turno, e o segundo turno está marcado para 25 de outubro.
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2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
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A cobertura de centro e a de esquerda convergem em que as mudanças de locais de votação no Rio, incluindo 72 por segurança, afetaram eleitores de Maré e Rocinha e que a comunicação do tribunal é insuficiente. Ambas citam os mesmos pedidos de aviso direto por e-Título, SMS e WhatsApp.
Seis organizações da sociedade civil e a coligação que apoia Lula pedem ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro mais clareza sobre os locais de votação alterados. As mudanças por segurança atingem 202 mil eleitores, e o segundo turno é em 25 de outubro.
Seis organizações da sociedade civil enviaram um ofício ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro cobrando melhorias na comunicação com cerca de 202 mil eleitores que tiveram o local de votação alterado em 20 municípios fluminenses. O documento foi encaminhado na quinta-feira anterior à publicação e relata problemas do primeiro turno: eleitores que só descobriram a mudança ao chegar ao endereço antigo e filas superiores a três horas nos novos locais. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.
A cobertura de centro relatou que o ofício é assinado por Sleeping Giants Brasil, Conectas Direitos Humanos, Artigo 19 Brasil, Instituto de Estudos Socioeconômicos, Justa e Instituto Ethos. As entidades reconhecem que a medida busca garantir segurança e liberdade de voto, já que as mudanças atingiram 72 locais situados em regiões sob influência de facções criminosas e milícias. Mas afirmam que a efetividade depende de informação acessível e de condições para que o eleitor chegue ao novo endereço. Pedem aviso direto por e-Título, SMS, e-mail e WhatsApp oficial, divulgação dos endereços antigos e novos por município e bairro, avisos nos locais anteriores no dia da votação e articulação com rádios comunitárias e associações de moradores.
O caso mais citado é o da Maré, na Zona Norte do Rio. Segundo levantamento da Redes da Maré, as transferências de 2024 e 2026 já alcançam 52,42% dos cerca de 60 mil eleitores aptos do território. Em 2026, três escolas municipais tiveram as seções levadas para um bairro vizinho, o que atinge 17.141 eleitores. O estudo observa que, em 2024, a abstenção subiu nas seções transferidas para fora do bairro, mas não estabelece relação causal direta, porque o eleitorado também cresceu no período.
Veículos de esquerda destacaram outro movimento paralelo: a coligação Brasil Pronto Pra Mais, que apoia a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apresentou petição ao tribunal em 9 de outubro. Segundo o documento, as alterações atingiram mais de 610 mil eleitores, com a transferência de 268 locais, dos quais 72 por segurança. A coligação cita abstenção de 28,46% na Maré e 26,86% na Rocinha no primeiro turno, contra média nacional de 21,08%, além de filas de até quatro horas. Pede ainda transporte gratuito articulado com as prefeituras, atendimento prioritário a idosos e pessoas com deficiência e reforço da estrutura das seções. Esses veículos enfatizam o risco de exclusão de eleitores de comunidades periféricas.
O tribunal informou anteriormente que as alterações tiveram motivos variados, entre eles segurança, acessibilidade e problemas estruturais nos prédios, e recomenda que o eleitor consulte o local no site, no aplicativo e-Título ou pelo WhatsApp do órgão. Até o momento, veículos de direita não foram identificados tratando do tema nesta amostra, de modo que não há enquadramento próprio desse campo para relatar.
O que ainda não se sabe é como o tribunal responderá aos pedidos das entidades e da coligação, se enviará avisos individuais antes de 25 de outubro e se haverá reforço de transporte ou de estrutura nas seções transferidas. Também não está estabelecido, nos dados citados, quanto da abstenção elevada se deve às transferências e quanto a outros fatores. Os números de eleitores afetados diferem entre as fontes porque umas contam só as mudanças por segurança e outra, todas as transferências.
Ofício cita filas de mais de três horas e pede divulgação dos novos endereços; na Maré, transferências já atingem 52,42% do eleitorado

Petição aponta dificuldades de acesso às urnas e falhas na divulgação dos novos endereços de votação; na Maré, abstenção chegou a 28,46% no primeiro turno
