A Câmara Municipal de Campinas realiza, em 23 de junho de 2026, uma palestra sobre a reforma tributária, no plenário José Maria Matosinho. O encontro, marcado para as 14h30 com encerramento às 16h30, integra a 5ª Reunião Ordinária da Comissão de Economia e Defesa dos Direitos do Consumidor e é conduzido pelo vereador Luis Yabiku (Republicanos-SP), presidente da comissão. A iniciativa também mobiliza equipes de finanças de municípios da região, como Praia Grande, que acompanham a discussão sobre as mudanças no sistema de arrecadação.
O palestrante é o auditor Rodrigo Spada, que acompanha as negociações da reforma desde 2015 e participou da construção da Emenda Constitucional 132/2023, norma que reorganizou as regras de tributação no país. A apresentação trata da regulamentação da reforma, da aplicação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), além do papel do Comitê Gestor, órgão responsável por administrar o novo tributo sobre o consumo.
A cobertura de centro relatou os fatos de forma objetiva: data, local, programação, perfil do palestrante e o caráter itinerante do evento, organizado pela Federação dos Contabilistas do Estado de São Paulo (Fecontesp) e pelo Grupo do Interior, com apoio de entidades como OAB, CIESP, Sescon e associações de auditores fiscais. Veículos de direita enfatizaram o tom otimista da iniciativa, destacando a fala de Spada de que a reforma representa um avanço significativo rumo a um sistema mais justo, eficiente e transparente, capaz de beneficiar tanto a administração pública quanto os contribuintes, e valorizaram a busca por simplificação que reduz a burocracia sobre empresas.
Do ponto de vista que veículos de esquerda costumam adotar, o debate sobre a EC 132/2023 não pode se restringir à eficiência: o que está em jogo é a justiça distributiva de um sistema tributário historicamente regressivo. Sob esse ângulo, a ausência, no evento, de vozes de consumidores e trabalhadores e a forte presença de entidades empresariais e contábeis seriam pontos a observar, porque a promessa de um sistema mais justo só se confirma se aliviar a carga sobre os mais pobres e preservar o financiamento de serviços públicos pela partilha entre estados e municípios.
O que ainda não se sabe é como, na prática, a regulamentação afetará alíquotas, preços ao consumidor e a arrecadação de municípios médios como Campinas. A palestra serve como capacitação dos vereadores e não traz números finais sobre o impacto local da transição, que segue dependente da regulamentação federal em andamento.