Erika Hilton critica erros do PSOL e admite trocar de partido pelo PT em 2027
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A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), a mulher mais votada entre os eleitos para a Câmara dos Deputados em 2026, disse em entrevista que o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) cometeu erro estratégico que contribuiu para a sigla não superar a cláusula de barreira. Ela admitiu a possibilidade de migrar para o Partido dos Trabalhadores (PT) em 2027, sem ter avançado conversas.
Pela ótica da direita, a declaração de Erika Hilton confirma o desgaste de um partido que não superou a cláusula de barreira e que, segundo a própria deputada, aplicou dinheiro público em candidaturas sem densidade eleitoral. A possibilidade de ida ao PT é lida como sinal de crise e de acomodação no campo governista.
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Veículos com viés à direita
A cobertura de centro e de direita converge nos fatos: Erika Hilton atribui ao PSOL erros de estratégia, como a recusa de federação com o PT e a distribuição de recursos, e admite a possibilidade de migrar para o PT em 2027.
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), a mulher mais votada entre os eleitos para a Câmara em 2026, afirmou que o PSOL errou na estratégia e que pode migrar para o PT em 2027. Veja como a cobertura de centro e de direita tratou a declaração e o que ainda não se sabe.
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) afirmou, em entrevista publicada na segunda-feira, 12 de outubro de 2026, que o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) cometeu erro estratégico na campanha e que ela admite a possibilidade de migrar para o Partido dos Trabalhadores (PT) em 2027. Hilton foi a mulher mais votada entre os deputados federais eleitos neste ano e a terceira mais votada no ranking geral.
A cobertura de centro relatou que ela atribuiu ao partido parte do resultado que impediu a legenda de superar a cláusula de barreira, regra que condiciona o acesso a recursos e à propaganda na televisão ao desempenho nas urnas. Segundo a deputada, os erros foram a não formação de federação com o PT, a redistribuição do fundo partidário e a falta de valorização de candidaturas com potencial de votação em São Paulo e em outros estados. Ela citou o baixo financiamento da campanha de Sofia Favero, candidata a deputada estadual, como exemplo. Também afirmou que o PSOL passou a financiar candidaturas com recursos muito altos e baixo potencial eleitoral, em vez de cobrir nomes mais competitivos.
Sobre a mudança de partido, a deputada disse que já foi procurada por alguns partidos e que mudaria de legenda se houvesse necessidade, caso não consiga uma conversa tranquila com o PSOL. Disse ainda que ainda não conversou com o PSOL nem avançou conversas com o PT, mas que a troca pode ocorrer em 2027. Ela rejeitou a ideia de racha e explicou que houve duas interpretações sobre a federação, com vitória do campo contrário ao dela, resultado que, segundo ela, foi aceito.
Na mesma entrevista, Hilton avaliou que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou a desejar na comunicação, defendeu mais exposição das entregas do governo e mais denúncia dos riscos de uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro. Também comentou o domínio das redes sociais e disse sentir ojeriza ao imaginar algo em comum com Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato, os dois deputados mais votados.
Veículos de direita enfatizaram o tamanho do tombo do partido e a crítica da deputada ao uso de dinheiro público em candidaturas sem densidade eleitoral. Também deram destaque à avaliação de que a campanha de Lula falhou na comunicação e apresentaram a ida ao PT de forma mais firme do que a fala condicional da parlamentar, que disse que pode acontecer. Os mesmos veículos trataram a possível saída como sinal de crise na legenda.
Esses pontos não apareceram com esse enquadramento na cobertura de centro, que se limitou a reproduzir as declarações. Um veículo de centro registrou ainda que ela já teria iniciado conversas com o PT, informação que destoa da citação em que a deputada diz que a conversa não começou. Nenhum veículo de esquerda do conjunto analisado cobriu o caso até o momento, de modo que não há, nesta amostra, leitura própria desse campo.
O que ainda não se sabe é se Hilton vai de fato deixar o PSOL, quando e por qual partido. Não há resposta da direção do PSOL às críticas nem posição do PT sobre uma eventual filiação. Também não está claro como o partido pretende reorganizar sua atuação depois de não superar a cláusula de barreira.
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