Marinha dos Estados Unidos escolta petroleiros em Ormuz enquanto Irã nega abertura
2 veículos de centro · 1 veículo de direita

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
2 veículos de centro · 1 veículo de direita

Os Estados Unidos operam há semanas um corredor marítimo protegido no Estreito de Ormuz para permitir a saída de petroleiros do Golfo Pérsico, segundo relatos de funcionários americanos publicados por um site de notícias dos Estados Unidos. A rota passaria junto à costa de Omã, à noite, sob escolta da Marinha americana com apoio de aviões e drones, e teria se tornado viável após a destruição de radares iranianos. Os números, porém, não são consensuais: enquanto o relato oficial fala em 15 a 20 petroleiros por noite e cerca de 10 milhões de barris por dia, dados da empresa de monitoramento marítimo Kpler registraram apenas sete navios na travessia de 20 de agosto, sem nenhum superpetroleiro ou navio de gás natural liquefeito. O governo iraniano nega que a passagem esteja aberta e condiciona a reabertura ao fim das sanções e do bloqueio naval aos seus portos.
A operação mostra que o bloqueio anunciado por Teerã não se sustenta diante de poder militar organizado. Depois da campanha americana contra os radares iranianos, o Irã perdeu capacidade de vigiar o trecho do estreito junto à costa de Omã, e a Marinha dos Estados Unidos passou a escoltar petroleiros por ali com apoio de aviões e drones, em coordenação com aliados do Oriente Médio que informam quais embarcações participam.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
As duas coberturas concordam que existe uma rota alternativa em funcionamento junto à costa de Omã, sob proteção militar dos Estados Unidos, que ela foi montada em segredo e opera há semanas, e que o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz segue muito abaixo do nível anterior à guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.
Relatos de funcionários do governo dos Estados Unidos descrevem uma operação militar mantida em segredo para escoltar petroleiros à noite por um canal junto à costa de Omã, no Estreito de Ormuz. Dados de monitoramento marítimo, porém, registraram apenas sete travessias em 20 de agosto, e o governo iraniano nega que a passagem esteja aberta.
Os Estados Unidos mantêm há semanas uma operação militar não divulgada para assegurar a passagem de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, o corredor marítimo entre o Irã e Omã que se tornou o ponto mais sensível da guerra em curso no Golfo Pérsico. A informação foi revelada por um site de notícias americano, a partir de relatos de funcionários do governo dos Estados Unidos, e ganhou repercussão na imprensa brasileira nesta semana. Segundo esses relatos, a Marinha dos Estados Unidos escolta os navios com apoio de aviões e drones, e a travessia acontece sobretudo à noite, por um canal de navegação rente à costa de Omã, distante das áreas mais vigiadas pelas forças iranianas.
A cobertura de centro relatou que a rota teria se tornado viável depois da campanha militar americana contra os sistemas de radar iranianos. Com parte da capacidade de vigilância destruída, Teerã teria perdido condições de monitorar aquele trecho do estreito. Nessa versão, de 15 a 20 petroleiros passariam por noite, o que corresponderia à saída de cerca de 10 milhões de barris de petróleo por dia, quase metade do volume que circulava antes do conflito. A mesma cobertura, porém, colocou o número em dúvida ao apresentar dados da empresa de monitoramento marítimo Kpler, segundo os quais apenas sete navios atravessaram o estreito na quinta-feira, 20 de agosto, metade do registrado no dia anterior, sem nenhum superpetroleiro ou navio de gás natural liquefeito entre eles.
Veículos de direita deram ao mesmo material um enquadramento de eficácia militar e de recuo iraniano. Nessa leitura, a operação já funciona há semanas, é coordenada com aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio, que fornecem informações sobre as embarcações, e teria permitido que Kuwait, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos contratassem navios-tanque para retirar petróleo do Golfo Pérsico, com transferência da carga para compradores já no Golfo de Omã. Essa cobertura destacou ainda a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o estreito estava aberto e com muitos navios em trânsito, e registrou que o Irã estaria perdendo parte do controle sobre a passagem. Teerã nega a versão americana e condiciona a reabertura completa ao fim das sanções, do bloqueio naval aos seus portos e das ameaças militares. Até o momento, nenhum veículo de esquerda havia coberto o caso, de modo que o enquadramento habitual desse campo, que costuma cobrar o custo humanitário e o respeito ao direito internacional em operações militares desse tipo, não aparece no material disponível.
Os dois lados que cobriram convergem no essencial. Existe uma rota alternativa em operação junto à costa de Omã, sob proteção militar americana, e o fluxo de petróleo pelo estreito é hoje muito menor do que era antes da guerra. Ambas as coberturas registram que a passagem, encravada entre o território iraniano e o de Omã, concentrava cerca de um quinto de todo o petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo, e que qualquer interrupção prolongada ali afeta o fornecimento internacional de energia.
O que ainda não se sabe é o tamanho real do fluxo. Os números atribuídos a autoridades americanas variam conforme a cobertura, de 15 a 20 petroleiros por noite a 15 milhões e 20 milhões de barris por dia, e nenhuma dessas cifras foi confirmada de forma independente. Também não há confirmação oficial do governo dos Estados Unidos sobre a existência da operação, nem informação sobre por quanto tempo ela deve durar. A própria contagem de navios fica prejudicada porque parte das embarcações desligou os transponders, equipamentos que transmitem a localização, em alguns casos por várias semanas. E não há prazo nem negociação pública em curso capaz de indicar quando o estreito voltaria a operar em condições normais.
Os Estados Unidos estabeleceram discretamente uma rota marítima para facilitar o transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, segundo informações

Operação militar americana permitiria a passagem noturna de 15 a 20 petroleiros pelo estreito, segundo o site de notícias Axios. A informação contrasta com dados do portal de monitoramento marítimo Kpler,…

Operação militar americana permitiria a passagem noturna de 15 a 20 petroleiros pelo estreito, segundo o site de notícias Axios. A informação contrasta com dados do portal de monitoramento marítimo Kpler, que registraram apenas sete navios na quinta-feira (20).