Scott Bessent anuncia pacote de sanções ao Irã após ameaça de Trump
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O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou na quinta-feira que o país vai impor ao Irã as sanções mais severas da história, e disse que a pressão econômica máxima reduziria a necessidade de novas operações militares de grande porte. Os detalhes serão apresentados em coletiva de imprensa na segunda-feira. A declaração veio um dia depois de o presidente Donald Trump prometer guerra econômica e isolamento sem precedentes e ameaçar com consequências econômicas qualquer país que ofereça apoio vital a Teerã. Os preços do petróleo subiram para o maior patamar em mais de três semanas. O Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou as medidas como terrorismo econômico e a embaixada da China em Washington afirmou que sanções e pressão não resolvem o problema.
Ao anunciar as sanções mais severas da história contra o Irã, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, apresenta a pressão econômica como alternativa ao envio de tropas e a novas operações militares de grande porte.
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Os preços do petróleo chegaram ao maior patamar em mais de três semanas, com efeito direto sobre o custo dos combustíveis. As sanções secundárias podem atingir bancos, empresas e aeroportos de terceiros países que negociarem com o Irã. Cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo passava pelo Estreito de Ormuz antes de fevereiro, e o fluxo segue prejudicado. O conteúdo do pacote será apresentado na segunda-feira.
As fontes reunidas relatam os mesmos fatos: Scott Bessent prometeu as sanções mais severas da história contra o Irã, apresentou a medida como forma de evitar novas operações militares de grande porte e marcou para segunda-feira o anúncio dos detalhes, depois da ameaça de guerra econômica feita por Donald Trump.
Não se sabe quais setores, bancos e embarcações serão alvo do pacote, nem se o bloqueio naval será retomado. Também não está claro se as sanções secundárias atingirão empresas chinesas e os países que mediaram as negociações de paz, nem qual será o efeito final sobre os preços do petróleo.
Os Estados Unidos prometeram o pacote de sanções mais duro já aplicado ao Irã, com detalhes marcados para segunda-feira. A promessa do secretário do Tesouro, Scott Bessent, veio um dia depois de Donald Trump ameaçar com guerra econômica qualquer país que apoie Teerã, e empurrou o petróleo para a maior alta em mais de três semanas.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou na quinta-feira que o governo norte-americano vai impor ao Irã as sanções mais severas da história. Segundo ele, a pressão econômica máxima reduziria a necessidade de novas operações militares de grande porte contra Teerã. Bessent disse que apresentará os detalhes do pacote em uma coletiva de imprensa na segunda-feira. A declaração veio um dia depois de o presidente Donald Trump prometer, em mensagem nas redes sociais, guerra econômica e isolamento em escala sem precedentes, e advertir que qualquer país cujas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou órgãos de governo ofereçam apoio vital ao Irã enfrentará consequências econômicas.
Bessent descreveu a estratégia como um golpe duplo, que soma o bloqueio naval imposto ao Irã em abril, suspenso por um mês em meados de junho, ao novo conjunto de medidas, e afirmou que a combinação derrubaria o regime iraniano. A guerra dura quase seis meses, matou milhares de pessoas, envolveu países do Golfo e reteve milhões de barris de petróleo do Oriente Médio, depois que o Irã demonstrou capacidade de restringir o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado no mundo antes de fevereiro. Washington e Teerã anunciaram dois cessar-fogos, em abril e em junho, com o objetivo de restaurar o livre fluxo de navios, e ambos fracassaram rapidamente.
Toda a cobertura reunida converge nos mesmos fatos centrais: a promessa de sanções inéditas, o anúncio de detalhes para a próxima semana, a alta do petróleo para o maior patamar em mais de três semanas e a ameaça de punir terceiros países. A cobertura de centro ficou restrita ao registro factual da declaração, sem desenvolvimento nem contexto adicional. Veículos de direita publicaram a íntegra do despacho e deram ao episódio uma moldura de mercado, ligando a fala do secretário ao comportamento do petróleo, dos juros dos títulos públicos norte-americanos e dos ativos de risco, e destacando a leitura de que a pressão econômica substituiria o uso da força. No conjunto de fontes reunidas não houve cobertura de veículos de esquerda: o ângulo que esse campo costuma priorizar, o efeito das sanções sobre a população civil iraniana e o custo humano de quase seis meses de guerra, aparece apenas de forma lateral, nas falas do próprio governo iraniano reproduzidas no texto.
Antes do anúncio de Bessent, o Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou as sanções econômicas e comerciais dos Estados Unidos e as classificou como terrorismo econômico, afirmando que elas não criariam a menor hesitação na determinação dos iranianos de salvaguardar a independência e a soberania nacional. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, disse que as declarações de Trump tentam desviar a atenção da opinião pública norte-americana de problemas financeiros internos, entre eles a dívida recorde e o aumento das taxas de juros. A China, que compra mais de 80% do petróleo exportado pelo Irã segundo dados de 2025 de uma empresa de análise de mercado, respondeu por meio de sua embaixada em Washington que sanções e pressão não ajudam a resolver o problema, e pediu que as partes recorram a meios políticos e diplomáticos. Questionado sobre a possibilidade de medidas contra Pequim, Bessent afirmou que muitas conversas precisam ser feitas em particular e lembrou que os chineses obtêm metade de sua energia do Golfo.
O que ainda não se sabe é o conteúdo concreto do pacote: quais setores, bancos e embarcações serão alvo, se o bloqueio naval será retomado e se as sanções secundárias atingirão empresas chinesas e os aliados que ajudaram a mediar as negociações de paz. Também não está estabelecido o efeito da escalada sobre os preços dos combustíveis, num momento em que Trump enfrenta pressão interna para encerrar uma guerra impopular, com o custo alto do combustível prejudicando seus índices de aprovação às vésperas das eleições de meio de mandato de novembro. Como registra a própria cobertura, ameaças e anúncios do presidente norte-americano nas redes sociais nem sempre se convertem em medidas exatamente como foram escritas.
As declarações de Bessent na quinta-feira vieram após a ameaça do presidente Donald Trump, um dia antes, de uma “guerra econômica”

DUBAI/WASHINGTON, 21 Ago (Reuters) - O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que os Estados Unidos imporão ?as sanções mais severas da história? ao Irã, uma medida que, segundo ele, reduziria a necessidade de novas operações militares de grande porte.