Donald Trump e Delcy Rodríguez têm primeiro encontro desde captura de Maduro
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O encontro entre Donald Trump e Delcy Rodríguez em Nova York consolida a nova etapa da Venezuela após a captura do ditador Nicolás Maduro, hoje preso em Nova York à espera de julgamento. A antiga vice do chavismo, agora presidente interina, apresentou o país como aberto a investimentos e agradeceu o apoio americano. No mesmo dia, uma organização venezuelana relatou a soltura de presos políticos, e o acordo de petróleo firmado em agosto dá aos Estados Unidos direitos sobre 17 campos.
Veículos deste lado: Jovem Pan, O Antagonista e Veja
A reunião entre Donald Trump e Delcy Rodríguez em Nova York expõe o grau de tutela de Washington sobre a Venezuela desde a operação militar que capturou Nicolás Maduro em janeiro. A presidente interina governa sob as diretrizes americanas, e os Estados Unidos passaram a controlar reservas estimadas em 65 bilhões de barris de petróleo.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, reuniram-se em Nova York às margens da Assembleia-Geral da ONU. Foi o primeiro encontro desde a captura de Nicolás Maduro, com o acordo sobre 65 bilhões de barris de petróleo como pano de fundo.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu-se na noite de terça-feira, 22 de setembro, em Nova York, com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez. O encontro aconteceu durante uma recepção que Trump oferece a líderes estrangeiros às margens da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas, a ONU. Foi a primeira reunião entre os dois desde que Delcy, então vice-presidente, assumiu o governo venezuelano, após a captura de Nicolás Maduro por forças americanas em janeiro.
Depois da conversa, Delcy publicou nas redes sociais uma foto em que aparece ao lado de Trump, os dois sorrindo. Ela classificou a reunião como histórica. Segundo a mensagem, os dois trataram do fortalecimento da relação bilateral e de uma agenda de cooperação em energia, mineração e segurança. A Casa Branca confirmou o encontro. Participaram também o secretário de Estado, Marco Rubio, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, a chefe de gabinete, Susie Wiles, e o conselheiro Stephen Miller.
As coberturas convergem sobre o pano de fundo econômico. Em agosto, Washington e Caracas anunciaram um acordo que dá aos Estados Unidos controle sobre reservas de petróleo estimadas em 65 bilhões de barris. No discurso na ONU, Trump voltou a atacar Maduro e exaltou o acordo. Esta é a primeira viagem de Delcy aos Estados Unidos no cargo, e a comitiva inclui representantes da área econômica e da estatal petrolífera PDVSA. Ela deve discursar na Assembleia-Geral nesta quarta-feira.
A cobertura de centro relatou o encontro de forma descritiva. Reproduziu a nota de Delcy, listou os participantes e registrou que a delegação venezuelana busca apresentar o país como aberto a investimentos estrangeiros. Também citou que Trump chamou Maduro de ditador fora da lei.
Veículos de esquerda destacaram a dependência da Venezuela em relação a Washington. Afirmaram que Delcy governa desde janeiro sob as diretrizes americanas e ressaltaram a frase de Trump na tribuna da ONU: o espólio pertence aos vencedores. Lembraram ainda que a alta do petróleo provocada pela guerra no Irã levou Trump a privilegiar o combustível venezuelano. Essa cobertura registrou que Trump disse que a Venezuela ainda não está pronta para eleições, cobradas pela oposição, que denuncia a existência de presos políticos.
Veículos de direita enfatizaram a nova fase aberta com a queda de Maduro, a quem trataram como ditador, e lembraram que ele está preso em Nova York à espera de julgamento. Ressaltaram que o acordo de petróleo envolve 17 campos e que a produção venezuelana gira em torno de 1,25 milhão de barris por dia. Essa cobertura também noticiou que uma organização venezuelana relatou solturas de presos políticos no mesmo dia da reunião.
O que ainda não se sabe é o conteúdo concreto da agenda de cooperação anunciada por Delcy. Nenhuma fonte detalhou compromissos em mineração ou segurança. Também não há calendário para a transição política e para as eleições que o governo americano diz pretender, nem confirmação oficial sobre quantos presos políticos foram soltos.
A presidente interina é a primeira chefe de Estado da Venezuela a participar de uma Assembleia-Geral da ONU desde 2018

Presidente interina da Venezuela classificou reunião como ‘histórica’ e disse ter discutido com o americano cooperação em energia, mineração e segurança

Essa foi a primeira reunião bilateral entre o presidente dos EUA e a presidente interina da Venezuela desde a captura do ditador Nicolás Maduro

Encontro ocorreu às margens da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York

Nesta matéria: viés de centro.