Força Aérea nega lista de passageiros de jato de Vorcaro com sigilo de 100 anos
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A cobertura de direita destaca a contradição entre a promessa de transparência de Lula e o uso do sigilo centenário em vários órgãos do governo, e recorda que a prática também ocorreu na gestão de Jair Bolsonaro, com ênfase na prestação de contas das instituições.
A cobertura de esquerda trata o sigilo de 100 anos como mais um caso de opacidade do Estado sobre um episódio de interesse público, ligado ao Banco Master, e lembra que a promessa de Lula de acabar com o sigilo centenário não saiu do papel.
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3 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
A Força Aérea Brasileira negou acesso à lista de passageiros do jato ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e aplicou sigilo de até 100 anos com base na Lei de Acesso à Informação. Exército, Banco do Brasil e Secom usaram a mesma regra.
A Força Aérea Brasileira (FAB) impôs sigilo de até 100 anos à lista de passageiros do jato ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O Comando da Aeronáutica negou um pedido feito pela Lei de Acesso à Informação (LAI), com o argumento de proteger a intimidade e a vida privada dos ocupantes da aeronave.
O pedido buscava o plano de voo do avião de prefixo PS-FST entre 10 e 20 de novembro de 2025. Nesse intervalo, Vorcaro foi preso no Aeroporto Internacional de Guarulhos, quando se preparava para embarcar em um Falcon 7X com destino a Malta, na Europa. A FAB sustentou que o itinerário de uma aeronave identificada, em datas determinadas, pode associar os deslocamentos a dirigentes, sócios e demais usuários. Segundo o órgão, a sequência de planos de voo de um mesmo avião permite rastrear deslocamentos e construir um perfil dos passageiros. A resposta citou o artigo 31 da LAI, dispositivo que permite restringir dados pessoais por até um século.
A cobertura de centro, que aqui se limita ao relato dos fatos, destaca a justificativa oficial e o fundamento legal. Veículos de esquerda e de direita concordam nesses pontos e também ampliam o foco para além do caso. Outros órgãos federais aplicaram o mesmo mecanismo. O Exército negou, em agosto, a divulgação da lista de escolha para promoção de oficiais-generais enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e restringiu eventuais comunicações de militares com a empresa Palantir. O Banco do Brasil usou a regra para não revelar os nomes de visitantes da presidência da estatal. A Secretaria de Comunicação da Presidência barrou a identificação de autoridades e servidores que participaram de treinamentos para a imprensa desde 2021. Dados do painel da LAI da Controladoria-Geral da União indicam que o governo federal negou cerca de 5,6 mil pedidos desde 2023 sob a justificativa de proteger dados pessoais, contra cerca de 7,1 mil no governo de Jair Bolsonaro.
Há diferenças de ênfase. Veículos de esquerda destacaram o sigilo sobre um episódio de interesse público e detalharam o caso da Palantir, cuja matriz mantém contratos que podem chegar a US$ 10 bilhões com o governo americano. Também registraram que a promessa de Lula de acabar com o sigilo de 100 anos, feita na campanha de 2022, não se concretizou, porque a previsão legal continua em vigor. Veículos de direita enfatizaram a contradição entre essa promessa e a prática do governo, incluíram o Ministério da Pesca entre os órgãos que restringiram informações, sobre beneficiários de um programa de subsídio ao óleo diesel, e lembraram que a CGU determinou a retirada de restrições em casos específicos. Também apontaram que parte dos pedidos negados envolve cidadãos comuns, como beneficiários de programas sociais, estudantes e trabalhadores, e que o debate opõe proteção da privacidade e direito de acesso a informações de interesse público.
O que ainda não se sabe: nenhuma das fontes diz quem estava a bordo do jato nos dias consultados, nem se o autor do pedido pretende recorrer da negativa. Também não há posição de Vorcaro ou de sua defesa sobre o sigilo, nem detalhamento de como a FAB aplica o artigo 31 a registros de voo em casos sem relevância pública.
FAB impôs sigilo de 100 anos à lista de passageiros do jato de Daniel Vorcaro, preso quando tentava viajar para Malta.

A Força Aérea Brasileira (FAB) impôs sigilo de até cem anos sobre informações relacionadas aos passageiros de uma aeronave ligada

A Força Aérea Brasileira (FAB) negou acesso à lista de passageiros de uma aeronave ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono
