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A 100 dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro de 2026, as pesquisas Datafolha e Genial/Quaest mostram o presidente Lula (PT) à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro e no segundo turnos. No Datafolha, Lula tem 41% contra 31% de Flávio no primeiro turno e 47% a 43% no segundo; na Quaest, 39% a 29% no primeiro e 44% a 38% no segundo. Veículos comparam o quadro ao de 2022, quando, na mesma época, Lula liderava com folga maior sobre Jair Bolsonaro.
A 100 dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro de 2026, a corrida presidencial brasileira entra em nova fase com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança das pesquisas de intenção de voto sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), principal nome da oposição. A cobertura de centro relatou que os levantamentos mais recentes do Datafolha e da Genial/Quaest mostram Lula à frente tanto no primeiro quanto no segundo turno. No Datafolha, o presidente registra 41% das intenções no primeiro turno, contra 31% do senador, e 47% a 43% na simulação de segundo turno. Já a Quaest aponta Lula com 39% no primeiro turno, ante 29% de Flávio, abrindo seis pontos de vantagem no segundo, 44% a 38%.
Um traço comum a toda a cobertura é a concentração da disputa em dois nomes. Lula e Flávio somam cerca de 72% das intenções de voto, deixando candidaturas como as de Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Cabo Daciolo (Mobiliza) abaixo dos dois dígitos. Os dois líderes também acumulam os maiores índices de rejeição: 46% dos eleitores afirmam que não votariam em Lula e 48% rejeitam Flávio. O eleitorado aparece dividido por gênero, renda, religião e região, com Lula forte entre mulheres, eleitores de menor renda e o Nordeste, e Flávio à frente entre homens, evangélicos e moradores do Sul.
As reportagens divergem no ângulo de ênfase. Veículos de esquerda destacaram que Lula aparece à frente em todos os institutos divulgados na semana anterior, de Nexus/BTG a CNT/MDA, e enquadraram o pleito como defesa do 'futuro democrático' diante do que chamam de 'ameaça bolsonarista', associando a perda de fôlego da oposição ao desgaste provocado pelo caso Dark Horse, reportado pelo Intercept Brasil, sobre o financiamento de um filme biográfico de Jair Bolsonaro. Veículos de direita, por sua vez, enfatizaram o empate técnico no segundo turno apontado por institutos como o PoderData/Aya (46% a 43%) e a alta rejeição do presidente, além de traçarem um paralelo com 2022, quando uma operação da Polícia Federal contra o ex-líder do governo no Senado, Jaques Wagner, ocorreu às vésperas da divulgação de uma rodada do Datafolha, ecoando a prisão do ex-ministro Milton Ribeiro no ciclo anterior.
A cobertura de centro contextualizou esse mesmo episódio sem editorializar, registrando que o caso Dark Horse passou a ocupar o debate político e aumentou a pressão sobre a campanha do senador. Os três lados convergem ao lembrar que, em 2022, Lula liderava com margem mais confortável sobre Jair Bolsonaro a essa altura da pré-campanha, segundo o Datafolha de 23 de junho daquele ano, e que a diferença final nas urnas acabou muito mais estreita do que as pesquisas de meados do ano sugeriam.
O que ainda não se sabe é como o eleitorado indeciso, que cresceu de 5% para 10% em um mês na Quaest, vai se acomodar até o início da campanha oficial. Também permanece em aberto o efeito do caso Dark Horse e da operação contra Jaques Wagner sobre o voto, já que algumas rodadas foram a campo antes de captar inteiramente esses episódios. As candidaturas, por fim, ainda podem mudar até 15 de agosto, prazo final de registro.
Os três lados reconhecem que Lula lidera as pesquisas de primeiro e segundo turno sobre Flávio Bolsonaro a 100 dias do pleito, e que a disputa está concentrada em dois nomes, ambos com alta rejeição.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Corpo de pesquisas é factual e bem fontes, mas o veículo encaixa boxe editorial explícito de framing progressista ('ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou', 'forças conservadoras ditam o ritmo'), caracterizando viés à esquerda.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Veículos com viés ao centro
Cobertura factual e equilibrada: apresenta números de Lula e Flávio nos dois turnos, rejeição de ambos, recortes de gênero/renda/religião/região e contextualiza o desgaste de Flávio pelo caso Dark Horse sem editorializar.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Texto majoritariamente factual da Veja, mas o enquadramento privilegia o paralelo com a operação contra Jaques Wagner às vésperas do Datafolha, sugerindo efeito de operações sobre o voto, ângulo de accountability institucional caro à direita.
Perspectivas omitidas

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