Fila do INSS cai a menor patamar desde 2024, e nova presidente vê redução gradual nos próximos meses
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro

A gestão do INSS sob o governo Lula consolida a redução da fila pelo quarto mês consecutivo, chegando ao menor patamar desde 2024, com a promessa de zerar os pedidos atrasados até setembro. A nova presidente, Ana Cristina Silveira, defende uma entrega estruturante que garanta atendimento permanente aos segurados, integrando INSS, Ministério da Previdência e Dataprev para estabilizar sistemas e ampliar concessões. A ênfase recai sobre o direito do trabalhador a um benefício no prazo e sobre a reconstrução da capacidade do Estado, com pedido de reposição de servidores corroídos por aposentadorias após a reforma da Previdência de 2019.
A fila do INSS caiu pelo quarto mês seguido e chegou a 1,9 milhão de pedidos em 25 de junho de 2026, o menor patamar desde outubro de 2024. A nova presidente do órgão, Ana Cristina Silveira, que assumiu em abril, prevê queda gradual e mantém a meta do presidente Lula de zerar até setembro os 616 mil pedidos fora do prazo.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Os dois lados reconhecem que a fila caiu pelo quarto mês seguido, chegando a 1,9 milhão de pedidos, e que persistem problemas estruturais: instabilidade dos sistemas e queda do quadro de servidores de 33,8 mil para 17,8 mil.
A fila do INSS caiu pelo quarto mês seguido e chegou a 1,9 milhão de pedidos em 25 de junho de 2026, o menor patamar desde outubro de 2024. A informação foi antecipada à Folha de S.Paulo pela nova presidente do Instituto Nacional do Seguro Social, Ana Cristina Silveira, que assumiu o comando do órgão em abril. Em sua primeira entrevista no cargo, ela disse esperar que o estoque de requerimentos em espera siga em queda gradual nos próximos meses e afirmou que o governo busca tornar a regularização mais duradoura.
A cobertura de centro relatou os números com detalhe. Dos 1,9 milhão de pedidos, 616 mil já ultrapassaram o prazo legal de 45 dias; os demais estão dentro do prazo ou dependem de informações complementares dos segurados. Em junho, o estoque represado caiu 267 mil, ritmo abaixo dos 366 mil registrados em maio, porque o instituto já resolveu os casos de solução mais rápida. Ainda assim, a presidente manteve o compromisso, verbalizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de zerar até o fim de setembro os pedidos fora do prazo.
Há pontos em que toda a cobertura converge. Os sistemas do INSS ficaram 1.466 horas fora do ar entre agosto de 2023 e dezembro de 2024, o equivalente a mais de dois meses de interrupções somadas, segundo levantamento da própria Folha. A Dataprev, estatal que cuida da tecnologia da Previdência, considera inadequado somar esses períodos, por serem ocorrências pontuais, e afirma que em 2026 não houve descumprimento dos acordos de nível de serviço. Os dois lados também registram a queda do quadro de servidores, de 33,8 mil em 2018 para 17,8 mil em 2026, e o pedido emergencial de 2 mil novos concursados para 2027. A presidente ainda rebateu a crítica de que a redução estaria vindo de negativas, citando recorde de 890 mil benefícios concedidos em março.
É no enquadramento que as coberturas divergem. Veículos de direita enfatizaram que o tamanho da fila acompanha o calendário eleitoral: a reportagem registra que o governo Bolsonaro determinou acelerar concessões em 2022 e que o governo Lula, após sucessivos recordes na fila e a suspensão temporária de benefícios assistenciais, trocou o comando do órgão e ordenou intensificar as concessões em 2026, novamente ano de eleição. Para esse ângulo, o ponto central é o uso político do instituto e a persistência de problemas estruturais, como a instabilidade dos sistemas e a resistência de servidores a deixar o trabalho remoto. Já veículos de esquerda destacaram a meta presidencial de zerar a fila e a narrativa de uma entrega estruturante, omitindo o contexto dos recordes ocorridos no próprio governo atual e o componente eleitoral, com foco no direito do segurado a receber o benefício no prazo e na reconstrução da capacidade do Estado.
O que ainda não se sabe é se a meta de zerar os pedidos atrasados até setembro será cumprida, já que a própria presidente admite ritmo mais lento à frente. Também não foram divulgados os índices exatos de disponibilidade dos sistemas em 2024 e 2025, que a Dataprev diz terem ficado acima de 96%, abaixo do mínimo contratual de 98%. Resta indefinido, ainda, se o Ministério da Gestão aprovará a contratação emergencial de servidores e como o INSS pretende ampliar o atendimento presencial sem impor o fim do trabalho remoto.
Nova presidente do INSS prevê queda gradual da fila e promete zerar pedidos fora do prazo até setembro
