TSE recebe ação de Flávio Bolsonaro para cassar chapa de Lula por apoio sindical
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A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral a cassação da chapa de Lula, alegando financiamento irregular por sindicatos e abuso de poder econômico. As alegações ainda dependem de análise da Justiça Eleitoral.
A campanha de Flávio Bolsonaro apresenta ao TSE um dossiê de 111 páginas que acusa entidades sindicais e movimentos de esquerda de funcionar como comitês eleitorais de Lula, o que a lei eleitoral proíbe.
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A cobertura converge em que a campanha de Flávio Bolsonaro pediu ao TSE a cassação da chapa de Lula, com base em suposto financiamento por sindicatos e entidades, e que a lei proíbe doação sindical a candidatos.
A campanha do senador Flávio Bolsonaro apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral uma ação que pede a cassação da chapa de Lula, sob acusação de financiamento por sindicatos e abuso de poder econômico, a poucos dias do segundo turno. As alegações ainda serão analisadas pela Justiça Eleitoral.
A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na quarta-feira, 14 de outubro, com um pedido de cassação da chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A peça é uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral, que acusa sindicatos e organizações sociais de financiar irregularmente a campanha petista e aponta suposto abuso de poder econômico. O segundo turno da eleição presidencial está marcado para 25 de outubro.
A cobertura de centro relatou que o ponto de partida da ação é a declaração de um dirigente sindical, durante reunião na Universidade Federal do Paraná, sobre a destinação de recursos da entidade à campanha de Lula. A representação também cita a União Nacional dos Estudantes, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, sindicatos e federações. Segundo a campanha do PL, essas organizações teriam colocado estruturas físicas, funcionários, recursos financeiros e canais de comunicação à disposição da candidatura petista. A defesa de Flávio questiona ainda mais de 70 assembleias estudantis em apoio a Lula em universidades e institutos federais e a suposta distribuição de material eleitoral em centros acadêmicos. A petição menciona ainda publicações com mensagens como "Flávio, inimigo do povo" e "Bolsonaros nunca mais". A cobertura de centro ressalvou que as alegações dependem de análise da Justiça Eleitoral e não representam, por si, comprovação de irregularidades.
Veículos de direita, em texto factual de agência, detalharam o conteúdo do documento, que tem 111 páginas. Enfatizaram que os advogados pedem que as entidades e seus dirigentes se abstenham de usar sedes, empregados, veículos, recursos financeiros, perfis institucionais, jornais, canais de mensageria e cadastros de filiados para propaganda em favor de Lula, e que as ordens são limitadas no tempo, até o fim do segundo turno. Destacaram a fala de Luiz Allan Kunzle, diretor administrativo da Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná, que afirmou que o sindicato nacional estava pondo dinheiro nos comitês de todos os estados pela candidatura de Lula. O vídeo circula nas redes desde 8 de outubro, quando foi publicado pelo deputado federal eleito Guilherme Kilter (Novo-PR). Esses veículos registram que o pedido mira oito centrais sindicais e organizações sociais ligadas à esquerda, cita orientação da Central Única dos Trabalhadores sobre como apoiadores de Lula devem se comportar e lembra que a lei proíbe candidatos de receber doação direta ou indireta de entidades sindicais.
Nenhum veículo de esquerda do conjunto analisado cobriu o caso até o momento. Por isso, esta reportagem não traz a resposta da campanha de Lula, das centrais sindicais, da UNE ou do MST, nem um enquadramento de esquerda sobre o pedido.
O que ainda não se sabe: o TSE não decidiu se aceita a ação nem se haverá algum efeito antes do segundo turno. Não há, nos textos, manifestação da campanha de Lula ou das entidades citadas. Também não está esclarecido se os recursos mencionados pelo dirigente sindical foram de fato repassados a comitês nem em que valor.
Ação acusa sindicatos de financiar irregularmente a campanha do presidente e aponta suposto abuso de poder econômico

A ação foi proposta pela campanha do parlamentar junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pede a cassação da chapa do petista por abuso econômico
