Flávio Bolsonaro liga Lula ao caso Banco Master e ataca Moraes em sabatina
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Para a cobertura de esquerda, o candidato do PL tentou transferir ao governo um escândalo que atinge também a política e o mercado financeiro, ao mesmo tempo em que renovou o ataque a um ministro do STF que condenou o ex-presidente. O destaque é a defesa da ordem institucional: quem cassa ministro é o Senado, e não o presidente.
Na sabatina de sexta-feira, o candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, associou o presidente Lula ao caso Banco Master e voltou a defender o afastamento do ministro Alexandre de Moraes. O episódio ocorreu em meio a atritos de bastidor: a campanha de Lula criticou a visita de Flávio à sede da emissora, e Lula planejou uma transmissão ao vivo com o deputado André Janones no mesmo horário.
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2 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
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As coberturas de esquerda e de centro convergem nos fatos: Flávio Bolsonaro foi sabatinado na sexta-feira, um dia depois de Lula, e a sabatina ocorreu em meio ao embate eleitoral sobre o caso Banco Master.
Na sabatina de sexta-feira (16), o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, associou o presidente Lula ao escândalo do Banco Master e voltou a defender o afastamento do ministro Alexandre de Moraes. A cobertura detalha os bastidores e o rito legal para tirar um ministro do STF.
Na noite de sexta-feira (16), o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, candidato à Presidência da República, participou de uma sabatina em uma grande emissora de televisão. Segundo a cobertura, ele associou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, ao escândalo do Banco Master e voltou a defender o afastamento do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O caso Master envolve o empresário Daniel Vorcaro e revelações sobre suas relações com personagens da política, do Judiciário e do mundo empresarial e financeiro. O tema se tornou um dos assuntos da reta final da disputa presidencial.
A sabatina foi precedida por uma sequência de atritos de bastidor. A cobertura de centro relatou que Flávio almoçou na sede da emissora, no Rio de Janeiro, com o presidente do grupo, João Roberto Marinho, e com o vice-presidente de Relações Institucionais, Paulo Tonet, antes de ser entrevistado pela jornalista Renata Lo Prete. Lula havia sido entrevistado na quinta-feira (15), sem encontro prévio com dirigentes. O marqueteiro Sidônio criticou a decisão da emissora e disse que ela levanta dúvidas sobre a percepção de imparcialidade. A emissora respondeu que a visita foi institucional, sem a presença de lideranças do jornalismo, e que Lula também teria sido recebido se tivesse pedido.
No mesmo horário da entrevista, às 21h15, Lula planejou uma transmissão ao vivo com o deputado federal André Janones, de Minas Gerais, estado considerado estratégico na disputa. Janones lidera o grupo de WhatsApp Exército do Lula, com mais de 4 milhões de membros. A informação foi dada primeiro por uma coluna de bastidores e confirmada por outra.
A cobertura de esquerda destacou o ataque a Moraes como uma bandeira antiga do bolsonarismo, agora incorporada ao caso Master. Veículos de esquerda lembraram que, na sabatina de quinta-feira, Lula afirmou: querem cassar o Alexandre de Moraes porque ele prendeu o Jair Bolsonaro. O presidente também disse que eventuais denúncias contra integrantes do Supremo devem ser investigadas e que ninguém está acima da lei, nem ministro da Suprema Corte. Esses veículos enfatizaram ainda que um presidente não tem poder para cassar ministro do STF: o afastamento só ocorre por impeachment por crime de responsabilidade, processado e julgado pelo Senado, com voto de dois terços dos senadores.
A cobertura de centro concentrou-se no contexto político e nos bastidores, como a reação da campanha petista e a explicação da emissora, e não reproduziu a resposta de Flávio sobre o caso Master. Até o momento, nenhum veículo de direita do conjunto analisado cobriu o episódio, de modo que o enquadramento desse campo não pôde ser descrito a partir de fontes próprias.
O que ainda não se sabe: as fontes não detalham o que exatamente Flávio afirmou para ligar Lula ao caso Master, nem se há elementos concretos apresentados para isso. Também não está claro como a campanha do candidato do PL respondeu às críticas à visita à emissora, nem qual foi o alcance da transmissão de Lula com Janones.
Durante sabatina da TV Globo nesta sexta-feira (16), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) associou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao

Deputado é um dos principais aliados de Lula em Minas Gerais
