Mensagens da PF ligam Vorcaro a festa para o ministro Kassio Nunes Marques
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Mensagens apreendidas pela Polícia Federal no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, reveladas por uma revista, indicam que ele organizou e pagou uma festa com garotas de programa para o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral. O ministro nega irregularidades.
A reportagem é tratada como mais um episódio que mostra falhas de controle institucional no caso Master, com ênfase na crise de liquidez do banco, na relação com um ex-diretor do Banco Central e na necessidade de responsabilização individual, enquanto o ministro nega favorecimento.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Mensagens apreendidas pela Polícia Federal no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro indicam que ele organizou uma festa com garotas de programa para o ministro Kassio Nunes Marques, em 2025. O ministro nega favorecimento e irregularidades.
Mensagens apreendidas pela Polícia Federal no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro indicam que ele organizou e pagou uma festa com garotas de programa para o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral. A informação foi revelada por uma revista na quinta-feira, 15 de outubro, e depois confirmada por outros veículos que também tiveram acesso às conversas. O ministro nega irregularidades.
Segundo a cobertura de centro, são 125 mensagens sobre o episódio. A festa teria ocorrido em 28 de fevereiro de 2025, uma sexta-feira de Carnaval, no tríplex de Vorcaro no Itaim Bibi, em São Paulo. Vorcaro teria envolvido sete pessoas: dois motoristas, um chef de cozinha, um mordomo, uma faxineira, um arquiteto e uma agenciadora de garotas de programa. As despesas para 15 convidados somaram cerca de R$ 27 mil, dos quais R$ 21,1 mil em carnes e caviar. As conversas também citam um pedido de hospedagem no hotel Fasano feito por um desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, amigo do ministro, e uma cobrança posterior de R$ 10 mil da agenciadora.
O mordomo relata, em tempo real, que o ministro chegou por volta das 14h49, que um quarto foi emprestado a ele e a cinco mulheres, e que ele não tinha pressa de ir embora. Teria saído às 23h17. A cobertura de centro ressalva que as mensagens não deixam claro se Vorcaro participou do evento nem por quanto tempo.
No mesmo dia, Vorcaro conversava com um interlocutor identificado como o ex-diretor do Banco Central Paulo Sergio Souza sobre o depósito compulsório do Banco Master. Veículos de direita enfatizaram esse ponto: o compulsório teria subido de R$ 800 milhões para R$ 1,25 bilhão enquanto o banqueiro tratava de comodidades para o ministro, e Vorcaro dizia ter fechado a venda de uma carteira que resolveria a falta de liquidez.
A cobertura de centro também lembra mensagens anteriores do caso. Em outubro de 2024, o ex-diretor jurídico do Master Luiz Rennó disse a Vorcaro que os votos favoráveis ao banco no processo dos precatórios da Alcídia vinham de Edson Fachin, Dias Toffoli e Nunes Marques, e enviou o contato do filho do ministro com a frase "Dominado aqui". Há ainda menção a um contrato de honorários de até R$ 427 milhões da esposa do desembargador, que seria beneficiada se o banco vencesse a disputa de precatórios.
O ministro respondeu por nota. Disse que nunca votou a favor de Vorcaro, inclusive votou pela manutenção da prisão, que nunca trocou mensagens com ele e que nunca pediu nada ao banqueiro. Afirmou também que não autorizou ninguém a falar em seu nome e que não pode se responsabilizar por conversas de terceiros, que o filho nunca recebeu nada do Banco Master e que a reportagem faz ilações para fragilizar a Justiça Eleitoral. Vorcaro negou, em outra apuração, financiar uma rede de exploração sexual, e disse que isso não é de sua índole.
Nenhum veículo classificado à esquerda cobriu o caso até o momento, e por isso não é possível descrever o enquadramento desse campo. A divergência observada na amostra está no ângulo: a cobertura de centro concentra-se na reconstrução cronológica e no contexto dos precatórios, enquanto veículos de direita dão mais peso à crise de liquidez do banco e ao contato com o ex-diretor do Banco Central.
Ainda não se sabe se há outras mensagens sobre o encontro, se o ministro será alvo de procedimento formal, se houve contrapartida em decisões e se o episódio terá efeito sobre a presidência do Tribunal Superior Eleitoral. Também não está esclarecido por quanto tempo Vorcaro esteve presente.

Festa custou R$ 27 mil, segundo reportagem; Nunes Marques diz que nunca votou a favor de Vorcaro, nem trocou mensagens com ele

Ministro do STF diz que nunca pediu nada ao ex-banqueiro e não pode se responsabilizar por conversas de terceiros

Evento ocorreu em 28 de fevereiro de 2025 no apartamento triplex do banqueiro no Itaim Babi, bairro nobre da Zona Sul de São Paulo

Conversas extraídas do celular do banqueiro e divulgadas pela revista "piauí" indicam que magistrado participou de encontro no apartamento de Vorcaro em São Paulo na véspera do Carnaval de 2025. Nunes Marques nega irregularidades.
