Flávio Bolsonaro nega contrapartida em negociação de R$ 134 milhões com Master
4 veículos de centro · 3 veículos de direita

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O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, negou em sabatina televisionada, em 28 de agosto, que o patrocínio obtido junto ao Banco Master para o filme sobre seu pai tenha gerado contrapartida no mandato. Mensagens reveladas em maio indicam negociação de R$ 134 milhões, dos quais R$ 61 milhões teriam sido repassados. O senador disse que quem deve explicações sobre o banco é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chamou de farsa a condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses por sete crimes e classificou os atos de 8 de janeiro de 2023 como golpe da Disney. Dois dias depois, a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral, suspendeu propaganda da campanha de Lula que listava acusações contra o senador.
Na leitura de direita, o candidato usou a sabatina para responder ponto a ponto a acusações que considera fabricadas: o patrocínio ao filme foi relação privada, sem um centavo de dinheiro público e sem contrapartida no mandato, e a prestação de contas já foi entregue à investigação.
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7 fontes políticas
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Veículos com viés ao centro
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
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As duas linhas de cobertura registram os mesmos fatos centrais: Flávio Bolsonaro nega contrapartida no patrocínio do Banco Master ao filme sobre o pai, transfere ao presidente Lula a cobrança sobre o banco, chama de farsa a condenação paterna, admite erro ao citar dado falso sobre urnas e afirma que não perderá a eleição em vez de dizer se aceitaria a derrota.
Em sabatina televisionada, o senador Flávio Bolsonaro (PL) negou que o patrocínio do Banco Master ao filme sobre Jair Bolsonaro tenha gerado contrapartida no Senado, disse que quem deve explicações sobre o banco é o presidente Lula e classificou a condenação do pai como farsa. Dois dias depois, o TSE suspendeu uma propaganda da campanha petista que listava acusações contra o senador.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, negou que o patrocínio obtido junto ao Banco Master para o filme sobre seu pai tenha gerado qualquer contrapartida em seu mandato. A declaração foi feita na noite de sexta-feira, 28 de agosto, durante a quinta sabatina de uma série de entrevistas ao vivo com presidenciáveis. Questionado sobre a relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, então dono da instituição, o senador afirmou que o único vínculo entre os dois era a produção do longa e que não há, nas palavras dele, absolutamente nada de errado em um filho buscar financiamento para o filme do próprio pai.
Mensagens reveladas em maio mostraram que foram negociados R$ 134 milhões para a produção, dos quais R$ 61 milhões teriam sido efetivamente repassados. Flávio disse que a prestação de contas foi entregue à investigação que corre na Polícia Civil de São Paulo, que não há um centavo de dinheiro público envolvido e que quem deve explicações sobre o escândalo do Banco Master é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A Polícia Federal apura se recursos ligados ao projeto custearam despesas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos, sem conclusão até agora, e o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nos últimos dias o compartilhamento de provas reunidas pela polícia paulista sobre a produtora responsável pelo filme.
Na mesma entrevista, o senador chamou de farsa a condenação do pai no processo da trama golpista e classificou os atos de 8 de janeiro de 2023 como golpe da Disney. Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por sete crimes, entre eles organização criminosa armada e tentativa de golpe de Estado. Flávio sustentou que o julgamento partiu de adversários declarados do pai e afirmou que se equivocou ao citar, em 21 de julho, um dado falso sobre urnas eletrônicas diante de representantes diplomáticos estrangeiros. Prometeu respeitar o processo eleitoral e, ao ser perguntado se aceitaria uma derrota, respondeu que não vai perder e que vencerá no primeiro turno.
No domingo, 30 de agosto, a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral, suspendeu a veiculação de uma propaganda da campanha de Lula que apresentava um suposto currículo do senador, com menções à rachadinha e ao próprio caso do Banco Master. Para a ministra, a peça extrapola os limites da crítica política ao imputar envolvimento com organizações criminosas por associação indireta, sem indicação de investigação formal que ampare as alegações. A decisão será submetida ao plenário do tribunal, e a campanha do PL terá de apresentar o texto do direito de resposta que pretende veicular no prazo de 24 horas.
Veículos de direita concentraram a cobertura nas acusações do candidato contra o governo e na promessa de respeitar o resultado das urnas, reproduzindo as citações sobre o julgamento sem detalhar a pena aplicada nem os valores negociados com o banco. A cobertura de centro acrescentou o contexto ausente: o montante da negociação, a apuração da Polícia Federal, a autorização do Supremo para compartilhar provas, a homenagem concedida em 2005 a um policial depois acusado de comandar um grupo de matadores de aluguel no Rio e as respostas econômicas do candidato, que atribuiu ao gasto público o juro real de 14% e defendeu um ajuste fiscal forte sem informar o tamanho do corte. Até o momento não há cobertura de veículos de esquerda no conjunto de fontes desta reportagem, o que deixa sem contraponto direto as críticas do senador aos ministros que julgaram o pai.
Ainda não se sabe qual será a conclusão da investigação da Polícia Federal sobre o destino dos recursos, nem se o plenário do Tribunal Superior Eleitoral manterá a suspensão da propaganda. Também seguem sem resposta o valor total gasto na produção do filme, o teor da resposta que a campanha do PL pretende veicular e a dimensão do ajuste fiscal prometido em caso de vitória.
Nunes Marques validou propaganda de Lula sobre Flávio Bolsonaro e o caso Master, mas puniu o uso de inteligência artificial sem a devida identificação.

Presidenciável afirmou que considerou ‘desrespeito’ quando Flávio disse que o caso havia ficado para trás e cobrou prestação de contas

Candidato do PSD classifica como “desrespeito” postura do adversário sobre relação com Daniel Vorcaro. Leia no Poder360.

Presidenciável afirmou que considerou ‘desrespeito’ quando Flávio disse que o caso havia ficado para trás e cobrou prestação de contas

Decisão será submetida ao plenário do Tribunal Superior Eleitoral

O candidato afirmou ainda que respeitará o processo eleitoral e o resultado das eleições

Nesta matéria: falácia identificada.