AtlasIntel: Flávio Bolsonaro sobe a 41,7% e fica a 2,4 pontos de Lula, com 44,1%
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Flávio Bolsonaro ganhou oito pontos em 17 dias na série AtlasIntel/Bloomberg, foi de 33,7% para 41,7% e reduziu a distância para Lula no primeiro turno a 2,4 pontos. Sob um enquadramento de direita, o dado mostra a oposição se concentrando no senador, que já aparece numericamente à frente do presidente no segundo turno, com 47,2% contra 46,8%, e tem rejeição menor que a de Lula.
Veículos deste lado: Jovem Pan e InfoMoney
A pesquisa AtlasIntel encomendada pela Bloomberg e divulgada em 17 de setembro mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, com 44,1% das intenções de voto no primeiro turno, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL, com 41,7%.
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Nesta matéria: viés de centro.
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A pesquisa AtlasIntel encomendada pela Bloomberg e divulgada em 17 de setembro mostra o presidente Lula com 44,1% e o senador Flávio Bolsonaro com 41,7% no primeiro turno, diferença de 2,4 pontos. No fim de agosto, a distância era de 9,7 pontos. No segundo turno, Flávio tem 47,2% e Lula, 46,8%, em empate técnico.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, lidera a corrida presidencial de 2026 com 44,1% das intenções de voto no primeiro turno, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL, aparece logo atrás, com 41,7%. Os números são da pesquisa AtlasIntel encomendada pela Bloomberg e divulgada na quinta-feira, 17 de setembro. A diferença entre os dois é de 2,4 pontos percentuais, menor que os 5,6 pontos da rodada anterior.
No segundo turno, o quadro é de empate técnico. Flávio Bolsonaro registra 47,2% e Lula, 46,8%, uma distância de 0,4 ponto, dentro da margem de erro. Nos votos válidos, o senador tem 50,2% e o presidente, 49,8%.
As reportagens convergem nos dados centrais. Atrás dos dois líderes aparecem Renan Santos, do Missão, com 5,1%; o escritor Augusto Cury, do Avante, com 3,5%; Ronaldo Caiado, do PSD, com 1,7%; Romeu Zema, do Novo, com 1,1%; e Samara, da Unidade Popular, com 0,7%. Brancos e nulos somam 1,6%, e 0,5% não souberam responder. A AtlasIntel ouviu 5.018 eleitores entre 11 e 16 de setembro, por recrutamento digital. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06221/2026.
A série do instituto mostra de onde veio a aproximação. No fim de agosto, Lula tinha 43,4% e Flávio, 33,7%, uma distância de 9,7 pontos. Na rodada divulgada em 10 de setembro, o presidente marcava 43% e o senador, 37,4%. Desde o fim de agosto, Lula oscilou 0,7 ponto para cima, enquanto Flávio avançou oito pontos. No mesmo período, Augusto Cury caiu de 6,6% para 3,5%, e Renan Santos passou de 6,5% para 5,1%. Juntos, Lula e Flávio concentram agora 85,8% das intenções de voto, contra 77,1% no fim de agosto.
A rejeição dos dois continua alta. Segundo a pesquisa, 50,2% dos entrevistados dizem que não votariam de jeito nenhum em Flávio Bolsonaro, e 52% dizem o mesmo sobre Lula. Nos cenários de segundo turno contra outros adversários, Lula vence todos: tem 46,3% contra 43,7% de Romeu Zema, 46% contra 41,7% de Ronaldo Caiado, 45,6% contra 37,8% de Augusto Cury e 46,1% contra 29,7% de Renan Santos.
A diferença entre as coberturas está no destaque. A cobertura de centro abriu pela liderança de Lula no primeiro turno e tratou o levantamento de forma descritiva, com ênfase na metodologia. Veículos de direita deram mais peso ao crescimento de Flávio Bolsonaro. Um deles destacou na manchete os oito pontos ganhos em 17 dias e associou o avanço à perda de espaço dos candidatos que disputavam o terceiro lugar. Outro publicou os resultados em duas matérias separadas, uma delas dedicada ao cenário de segundo turno em que o senador aparece numericamente à frente. Nenhum veículo de esquerda cobriu esta pesquisa no conjunto analisado, e por isso não há enquadramento de esquerda a relatar.
O que ainda não se sabe é se o avanço de Flávio Bolsonaro vai se sustentar nas próximas rodadas. Nenhuma reportagem trouxe dados que mostrem se os eleitores que deixaram Augusto Cury e Renan Santos migraram de fato para o senador. Também não está claro se a rejeição acima de 50% dos dois principais candidatos vai limitar o crescimento de algum deles até o primeiro turno.
Senador e presidente aparecem tecnicamente empatados; Lula vence os demais adversários testados

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Levantamento da AtlasIntel ouviu 5.018 eleitores em todo o país com margem de erro de um ponto percentual

Senador vai de 33,7% para 41,7% desde o fim de agosto, enquanto presidente permanece na faixa dos 43% a 44%

Nesta matéria: viés de centro.