Flávio x Michelle: 59,6% do eleitorado acredita em acusações contra senador
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Uma pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada em 2 de julho de 2026 mostra que 59,6% do eleitorado que viu o vídeo de Michelle Bolsonaro acredita nas acusações dela contra o enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência. Em paralelo, Flávio enfrenta desgaste após falas do aliado Paulo Figueiredo contra o eleitorado feminino, que o senador repudiou publicamente.
Flávio Bolsonaro busca conter uma crise familiar e blindar sua pré-candidatura ao repudiar falas de um aliado que não integra sua campanha. Enquanto isso, uma pesquisa aponta desgaste, mas a base fiel de Jair Bolsonaro segue ao lado do senador, desconfiando das motivações políticas por trás da exposição feita por Michelle.
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Os dois lados reconhecem que a crise entre Flávio e Michelle Bolsonaro tem peso eleitoral e que a base fiel de Jair Bolsonaro segue majoritariamente ao lado de Flávio, sem acreditar nas acusações de Michelle.
O racha público na família Bolsonaro entrou de vez no debate eleitoral de 2026 e passou a ser medido por institutos de pesquisa. Uma nova sondagem Atlas/Bloomberg, divulgada em 2 de julho de 2026, mostra que a maioria do eleitorado que assistiu ao vídeo publicado por Michelle Bolsonaro dá crédito às acusações dela contra o enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República.
Segundo o levantamento, 59,6% dos entrevistados acreditam na acusação de que o senador foi grosseiro e desrespeitoso, e de que Michelle teria sido humilhada por ele. Apenas 29,3% desconsideram o relato. A pesquisa foi feita entre 26 e 30 de junho, com 4.999 respondentes pela metodologia de Recrutamento Digital Aleatório, margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%, registrada no TSE sob o código BR-04582/2026.
A cobertura de centro relatou os números com detalhe metodológico e mostrou como o quadro se inverte na base fiel do bolsonarismo. Entre os eleitores de Jair Bolsonaro, 54,6% afirmam não acreditar nas acusações de Michelle contra Flávio, e no caso específico do apoio do PL à candidatura de Ciro Gomes no Ceará, 53,8% ficam ao lado da posição de Flávio, favorável ao apoio. Para 64,1% dos que viram o vídeo, a divulgação do conflito enfraquece a candidatura do senador; e 38,6% enxergam na exposição um possível desejo de Michelle de se candidatar à Presidência no lugar dele.
Em paralelo à pesquisa, a crise ganhou um segundo capítulo. Veículos de direita enfatizaram o esforço de Flávio para conter o desgaste e blindar a pré-campanha, ao repudiar publicamente falas do aliado Paulo Figueiredo contra o eleitorado feminino. Em encontro do PL com mulheres, o senador disse não concordar com o que o aliado falou, classificou a fala como completamente equivocada e afirmou que Figueiredo não faz parte da campanha, embora ajude em pautas ligadas aos Estados Unidos. Flávio acrescentou que precisa melhorar a comunicação com as mulheres e que o caminho não é acusá-las de não saber votar.
As falas de Figueiredo que motivaram a reação foram duras: ele atacou o feminismo como movimento de matriz marxista, criticou cotas identitárias e afirmou que mulher vota estatisticamente mal, principalmente as solteiras. Veículos de esquerda destacaram justamente esse episódio como sintoma do tratamento dado às mulheres no campo bolsonarista, lendo a misoginia da fala como um problema estrutural da direita, e não como incidente isolado de um aliado. Para essa leitura, a instabilidade da candidatura de Flávio e a instrumentalização de figuras femininas dentro do PL ficam expostas.
Já a leitura à direita enfatiza a lealdade da base a Flávio, a desconfiança quanto às motivações políticas de Michelle e a postura de responsabilidade do senador ao se afastar publicamente das falas do aliado. O que ainda não se sabe é como o episódio afetará de forma duradoura a intenção de voto, se Michelle formalizará qualquer movimento político próprio e qual será a resposta das lideranças femininas do PL às declarações de Paulo Figueiredo.
Pré-candidato do PL afirmou que aliado está equivocado e disse que não pode ser responsabilizado por falas que não são suas

Entre eleitores de Jair Bolsonaro, a divisão muda com 54,6% afirmando não acreditar em Michelle
