Polícia Federal investiga incêndio na UFPE com prejuízo de R$ 100 milhões
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Um incêndio na noite de 7 de outubro destruiu o antigo prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo da Universidade Federal de Pernambuco, no Recife. A reitoria estima prejuízo de R$ 100 milhões. A Polícia Federal vai instaurar inquérito para apurar as causas.
A cobertura de esquerda destaca que o incêndio atingiu a universidade pública um dia depois de um ato estudantil em defesa da democracia e em apoio à candidatura de Lula, e dá peso às ameaças relatadas por estudantes e pesquisadores, ressalvando que não há evidência de motivação política.
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4 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
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Um incêndio destruiu na noite de 7 de outubro o antigo prédio da Diretoria de Inovação da Universidade Federal de Pernambuco, no Recife. A reitoria estima prejuízo de R$ 100 milhões, e a Polícia Federal vai apurar as causas, ainda desconhecidas.
Um incêndio de grandes proporções destruiu, na noite de quarta-feira, 7 de outubro, o antigo prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo da Universidade Federal de Pernambuco, no campus do Recife. O fogo começou por volta das 19h30 e só foi controlado por volta das 5h da quinta-feira. Ninguém ficou ferido. A reitoria estima o prejuízo em R$ 100 milhões. A Polícia Federal anunciou que vai instaurar inquérito para apurar as circunstâncias e as possíveis causas.
A cobertura de centro relatou que o edifício, de dois pavimentos, já funcionou como restaurante universitário e abrigava laboratórios de genética, fármacos e informática, além de um núcleo de pesquisa em inovação terapêutica. Segundo o reitor Alfredo Gomes, cerca de 100 tipos de pesquisas eram desenvolvidos ali, com amostras acumuladas ao longo de 20 anos. Cientistas afetados afirmaram que havia estudos sobre câncer, Covid-19 e transtorno do espectro autista. A universidade informou que produtos químicos armazenados no local ajudaram o fogo a se espalhar. O Corpo de Bombeiros mobilizou cinco viaturas, e parte dos laboratórios do pavimento inferior foi preservada.
Foi o terceiro incêndio na universidade em uma semana. O primeiro ocorreu em 30 de setembro, em um laboratório do Departamento de Física, com suspeita inicial de falha em uma câmara de alta temperatura. O segundo foi no domingo, 4 de outubro, no laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências. Em nenhum dos casos houve feridos.
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, lamentou a destruição e colocou o ministério à disposição para ajudar. A reitoria também procurou os ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação para buscar apoio na recuperação das atividades científicas.
Veículos de esquerda destacaram que o incêndio ocorreu um dia depois de um ato de estudantes em defesa da democracia e em apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno. Essa cobertura registrou que estudantes e pesquisadores relataram ameaças atribuídas a grupos extremistas, e que o deputado federal eleito Jones Manoel, do PSOL, divulgou mensagens que mencionavam um possível ataque ao departamento. Algumas mensagens atribuíam a ameaça a apoiadores do candidato Flávio Bolsonaro, do PL. O mesmo texto ressalva que a autenticidade das mensagens não foi confirmada e que não há evidência de relação com os incêndios. Jones Manoel disse que pedirá investigação à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal.
A cobertura de centro, por sua vez, concentrou-se nos danos, no número de incêndios e na perícia, e destacou que as causas ainda são desconhecidas. Até o momento, nenhum veículo de direita do conjunto analisado tratou do caso, de modo que não há enquadramento desse campo para comparar. Veículos de direita, quando se manifestarem, tendem a cobrar cautela diante de atribuições políticas sem prova, mas isso ainda não está registrado nos textos.
O que ainda não se sabe: as causas dos três incêndios, se há relação entre eles, se houve ação criminosa e se as ameaças relatadas nas redes têm autoria identificável. O valor final do prejuízo também não foi contabilizado, e a Defesa Civil ainda não conseguiu vistoriar o prédio.
Fogo deixou prejuízo estimado em R$ 100 milhões, segundo reitoria. Edifício abrigava laboratórios de genética, farmácia e informática, com mais de 200 pesquisas em andamento.

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