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O deputado estadual André do Prado (PL-SP), presidente da Alesp, será candidato ao Senado por São Paulo em 2026 e tem Eduardo Bolsonaro como primeiro suplente. Eduardo foi condenado pelo STF a oito anos de inelegibilidade por coação no curso do processo da trama golpista. Há divergência na cobertura sobre se ele permanecerá na chapa: uma versão diz que o nome está mantido, à espera de reversão judicial; outra relata que o PL discute substitutos como Mário Frias e Gil Diniz.
A disputa pelo Senado por São Paulo em 2026 ganhou um novo capítulo com a definição da chapa do deputado estadual André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa paulista e filiado ao PL. No centro da articulação está o nome de Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal condenado pelo Supremo Tribunal Federal a oito anos de inelegibilidade pelo crime de coação no curso do processo da chamada trama golpista. A pré-candidatura foi lançada em Guarulhos, em evento que reuniu o governador Tarcísio de Freitas e o senador Flávio Bolsonaro, sinalizando o alinhamento do palanque paulista com o núcleo bolsonarista.
O ponto de partida é consensual entre as diferentes coberturas. Eduardo Bolsonaro está inelegível por decisão do STF, vive nos Estados Unidos e não pode disputar cargo eletivo. A legislação eleitoral brasileira, no entanto, permite que um candidato inelegível figure como suplente, desde que não esteja impedido de exercer o mandato caso seja convocado. André do Prado, que preside a Alesp, é o cabeça de chapa e concorre à vaga que, segundo ele, originalmente seria ocupada por Eduardo. Há também convergência sobre o peso estratégico da candidatura: a vaga de suplente desperta interesse interno porque pode abrir espaço em eventuais gestões de Flávio Bolsonaro na Presidência ou de Tarcísio de Freitas no governo estadual.
É a partir daí que as coberturas divergem. Veículos de direita relataram que André do Prado confirmou a manutenção de Eduardo Bolsonaro como primeiro suplente, descartando qualquer substituição e afirmando que o partido ainda espera contestar judicialmente a decisão do STF, tratada por aliados como uma condenação de fundo político. Nessa leitura, a permanência do nome é apresentada como gesto de lealdade ao ex-presidente Jair Bolsonaro e como sinal de coesão do PL em São Paulo, com atenção ao impacto sobre investidores que valorizam estabilidade regulatória no estado.
Já veículos de esquerda enfatizaram outro movimento. Segundo essa cobertura, baseada em apuração da Folha de S.Paulo, dirigentes do PL passaram a discutir discretamente nomes para substituir Eduardo, na avaliação de que será difícil reverter a inelegibilidade. Os deputados Mário Frias, da Câmara, e Gil Diniz, da Assembleia paulista, aparecem como alternativas. A reportagem destaca que Frias carrega desgaste recente ligado ao financiamento de uma cinebiografia de Jair Bolsonaro, tema que entrou no centro das revelações do caso Master, com áudios que apontariam cobrança de Flávio Bolsonaro por repasses à obra.
A cobertura de perfil mais factual relatou os dois cenários lado a lado, sem tomar partido: de um lado, a confirmação pública de Eduardo na suplência; de outro, as conversas internas sobre substitutos. Ambos os enquadramentos reconhecem que a decisão final depende do desenrolar jurídico da inelegibilidade e da estratégia do PL em meio à aliança com Tarcísio e Flávio.
O que ainda não se sabe é se Eduardo Bolsonaro permanecerá efetivamente na chapa até o registro da candidatura, qual será o desfecho das tentativas de reversão judicial no STF e se algum dos substitutos ventilados será de fato escolhido. Também segue em aberto o tamanho do desgaste político que o caso Master e o financiamento da cinebiografia podem impor à composição definitiva da chapa ao Senado.
Esquerda, centro e direita concordam que Eduardo Bolsonaro está inelegível por decisão do STF e que a legislação permite que um inelegível seja suplente. Todos reconhecem o peso estratégico da candidatura de André do Prado ao Senado por São Paulo, vinculada à aliança com Tarcísio e Flávio Bolsonaro.
Como cada lado cobriu
Veículos com viés à esquerda
O texto adjetiva Eduardo como 'inelegível e condenado pela Justiça brasileira', vincula a chapa ao caso Master e à trama golpista e enfatiza desgastes do bolsonarismo (financiamento de cinebiografia, cobrança de repasses por Flávio). O recorte crítico ao núcleo bolsonarista e a ênfase em accountability moral caracterizam viés de esquerda.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Nenhum veículo de centro cobriu esta história.
Veículos com viés à direita
Texto enquadra a permanência de Eduardo como gesto de lealdade e coesão partidária, com vocabulário voltado a investidores, risco regulatório e estabilidade ('mercado que monitora', 'percepção de risco político', 'estabilidade regulatória'). O viés de mercado e o tom de normalização da aliança bolsonarista o aproximam da direita.
Perspectivas omitidas

Aliado de Tarcísio mantém Eduardo Bolsonaro como suplente ao Senado, apesar de condenação por inelegibilidade

PL discute nomes como Mário Frias e Gil Diniz para a suplência de André do Prado após condenação de Eduardo Bolsonaro no STF.
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