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O diretório mineiro do PL confirmou que mantém o empresário Flávio Roscoe como candidato ao governo de Minas Gerais mesmo depois de o Republicanos ter oficializado o senador Cleitinho Azevedo na disputa. A decisão encerra duas semanas de indefinição no campo da direita no segundo maior colégio eleitoral do país e coloca dois candidatos do mesmo espectro concorrendo ao Palácio Tiradentes.
O diretório mineiro do PL confirmou no sábado, 8 de agosto de 2026, que manterá o empresário Flávio Roscoe como candidato ao governo de Minas Gerais, mesmo depois de o Republicanos ter oficializado, na véspera, o senador Cleitinho Azevedo na mesma disputa. A decisão encerra duas semanas de indefinição no campo da direita no segundo maior colégio eleitoral do país e coloca dois nomes do mesmo espectro político concorrendo ao Palácio Tiradentes.
O impasse começou quando o senador faltou à convenção estadual de seu partido, em 25 de julho, ausência que ele justificou por razões pessoais, entre elas a morte de um irmão na semana anterior. Em 29 de julho, o Republicanos divulgou nota afirmando que a pré-candidatura nunca havia sido assumida de forma firme e a considerou encerrada. Em 3 de agosto, o próprio senador anunciou em vídeo que não disputaria o governo. No dia 4, durante a convenção nacional, voltou atrás e pediu autorização para concorrer, negada naquele momento pela direção. Em 5 de agosto, o PL lançou Roscoe. Em 7 de agosto, o Republicanos oficializou o senador. No dia seguinte, o PL decidiu não recuar.
A cobertura de centro reconstruiu essa cronologia dia a dia, com citação literal das notas partidárias, e registrou que o prazo para apresentar os pedidos de registro à Justiça Eleitoral termina em 15 de agosto, com o início oficial da campanha no dia seguinte. Esses veículos também relataram que a pesquisa Genial/Quaest divulgada em 28 de julho mostrava o senador à frente em todos os cenários de primeiro turno, com 35% das intenções de voto, e entre 44% e 46% nas simulações de segundo turno, enquanto o candidato do PL aparecia com 4% no cenário sem o senador, em quinto lugar. A mesma cobertura fez a ressalva de que o levantamento é anterior tanto ao anúncio do novo candidato quanto ao apoio da federação União Progressista ao governador em exercício, Mateus Simões.
Veículos de direita enfatizaram a explicação partidária para a manutenção da candidatura própria. O presidente estadual do PL, deputado federal Domingos Sávio, afirmou que, no último dia de convenções, o Republicanos registrou ata de candidatura própria sem autorizar coligação, o que teria fechado a porta para uma composição formal. Segundo ele, o partido não podia ficar sem candidato. Essa cobertura também destacou a leitura de convivência entre as legendas, com os dois candidatos defendendo pautas semelhantes e a possibilidade de apoio mútuo caso a eleição vá a segundo turno. Nesse enquadramento, a candidatura do PL aparece como preservação de uma alternativa para o eleitor conservador, e não como divisão do campo.
Entre as fontes reunidas nesta cobertura não há veículos de esquerda, e o contraponto que costuma acompanhar esse tipo de disputa ficou ausente. Restam sem exame independente as propostas apresentadas pelo candidato do PL em entrevista coletiva: revisão das regras do Bolsa Família para permitir o benefício a quem tem emprego formal, construção de mais presídios em um estado com a terceira maior população carcerária do país e déficit de quase 26 mil vagas segundo dados de 2025 da Secretaria Nacional de Políticas Penais, e a qualificação, feita por ele, da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado como injustiça. Também segue sem avaliação externa o efeito da divisão sobre os pré-candidatos de outros campos, que nas simulações sem o senador apareciam tecnicamente empatados entre si.
Ainda não se sabe quem será o candidato a vice na chapa do PL, embora o próprio cabeça de chapa afirme que o nome já foi aprovado em convenção. Nenhuma das duas candidaturas havia sido registrada no Tribunal Superior Eleitoral até a última atualização das reportagens, e não há pesquisa divulgada que meça o novo cenário, com os dois nomes simultaneamente na disputa e a federação União Progressista ao lado do governador em exercício. Também permanece em aberto se haverá qualquer acordo formal entre as duas legendas antes do fim do prazo de registro.
Toda a cobertura registra os mesmos fatos centrais: o PL lançou Flávio Roscoe depois da indefinição do Republicanos, o senador Cleitinho foi oficializado dias depois, e as duas candidaturas seguem de pé no mesmo campo político. Há convergência também sobre a causa imediata do impasse, a falta de autorização para coligação no último dia de convenções, e sobre o prazo legal de registro em 15 de agosto.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
O texto reproduz as falas do candidato entre aspas e as contrapõe a dados verificáveis: cita a pesquisa Genial/Quaest com margem de erro e amostra, registra que ele aparece em quinto lugar com 4%, e contextualiza a proposta de construir presídios com o déficit de quase 26 mil vagas apurado pela Senappen. Ao mencionar Jair Bolsonaro, o texto qualifica a prisão domiciliar pela tentativa de golpe de Estado e atribui ao entrevistado, não ao jornal, a leitura de injustiça. Vocabulário descritivo, sem adjetivação valorativa própria, caracteriza cobertura de centro apesar do enquadramento simpático ao entrevistado inerente ao formato entrevista.
Perspectivas omitidas
Texto de apuração com cronologia datada dia a dia do vai e vem da pré-candidatura, citação literal das notas partidárias e apresentação dos números da pesquisa com ressalva explícita de que o levantamento foi feito antes do anúncio do novo candidato e do apoio da federação ao governador em exercício. Não há vocabulário valorativo nem juízo sobre os atores: as motivações aparecem sempre atribuídas a partidos ou dirigentes. Enquadramento de centro, focado em processo e engenharia eleitoral.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
A matéria é integralmente construída sobre a versão de um único dirigente partidário, reproduzida sem contraditório e sem verificação independente. O enquadramento adota o vocabulário do próprio campo, tratando a disputa como convivência harmônica entre aliados de pautas semelhantes e atribuindo a culpa do impasse à indefinição do outro partido. A ausência de pesquisas, de adversários e de qualquer contraponto, somada ao alinhamento com a narrativa de união da direita mineira, caracteriza enquadramento de direita, ainda que o texto não use adjetivação agressiva.

Empresário mineiro, que teve candidatura oficializada na véspera, disse que terá vice do próprio partido

Mesmo após o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) confirmar novamente sua candidatura ao governo de Minas Gerais, o PL decidiu manter

PL mantém Flávio Roscoe ao governo de MG mesmo com Cleitinho candidato | Poder Eleições 2026
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Perspectivas omitidas



