Flávio Bolsonaro busca liderança sobre Lula em 4 de outubro para atrair o centrão
4 veículos de centro · 2 veículos de direita

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A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) definiu como objetivo terminar o primeiro turno da eleição presidencial, em 4 de outubro, à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A avaliação interna é que uma dianteira, mesmo estreita, facilitaria atrair partidos do centrão em um eventual segundo turno, ou ao menos impediria que essas siglas apoiassem o petista. União Brasil, Progressistas, Republicanos e MDB ficaram neutros no primeiro turno e liberaram seus diretórios estaduais, deixando o PL isolado na disputa presidencial. O Progressistas marcou para 6 de outubro, dois dias após a votação, uma reunião nacional com os estados para decidir a posição na segunda etapa; o diretório paulista, presidido pelo deputado Maurício Neves, já articula apoio ao candidato do PL, enquanto lideranças da sigla em Pernambuco, Bahia, Paraíba e Maranhão defendem apoio ao presidente. Do outro lado, a campanha de Lula aposta no reajuste do Bolsa Família e em uma medida provisória de combate às apostas online para chegar em primeiro no dia 4.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) chega à reta final em trajetória de crescimento e com a chance concreta de terminar o primeiro turno de 4 de outubro à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cenário que, na avaliação da campanha, consolidaria o favoritismo e destravaria o apoio formal dos partidos do centrão no segundo turno.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
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Toda a cobertura concorda que a campanha de Flávio Bolsonaro quer terminar o primeiro turno à frente de Lula para negociar com o centrão, que União Brasil, Progressistas, Republicanos e MDB ficaram neutros e deixaram o PL isolado na disputa presidencial, e que o Progressistas marcou para 6 de outubro a reunião que define sua posição no segundo turno.
A campanha do senador Flávio Bolsonaro definiu uma meta para 4 de outubro: chegar à frente de Lula na apuração do primeiro turno e usar esse resultado para atrair os partidos do centrão que ficaram neutros na largada. O Progressistas marcou reunião nacional para 6 de outubro, dois dias depois da votação, e está dividido entre São Paulo e o Nordeste.
A oito dias do primeiro turno da eleição presidencial, marcado para 4 de outubro, a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) trabalha com um objetivo declarado: terminar a votação à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Integrantes da própria campanha admitem que vencer já na primeira etapa é cenário remoto. A aposta é outra. Uma dianteira, ainda que estreita, criaria um sentimento de favoritismo capaz de destravar o apoio formal dos partidos do centrão no segundo turno ou, no mínimo, de impedir que essas siglas se movam em favor do petista.
A cobertura de centro relatou que esse cálculo nasce de uma frustração concreta. Antes do início oficial da campanha, o candidato do PL tentou atrair União Brasil, Progressistas, Republicanos e MDB. As quatro legendas preferiram a neutralidade e liberaram os diretórios estaduais para apoiar quem quisessem, o que deixou o PL sozinho na corrida presidencial. Com as disputas estaduais praticamente resolvidas no dia 4, a avaliação é que o peso dos palanques locais diminui e a negociação nacional fica mais simples. O número que sustenta a expectativa também apareceu nessa cobertura: a pesquisa Quaest divulgada em 21 de setembro mostrou o senador com 42% das intenções de voto em cenário de segundo turno, contra 41% do presidente. Em propaganda de rádio veiculada entre 19 e 21 de setembro, o candidato passou a falar diretamente ao eleitor indeciso, afirmando que tem qualidades e defeitos próprios e que é diferente tanto de Lula quanto de seu pai, Jair Bolsonaro.
Há convergência entre os veículos sobre um ponto adicional: o Progressistas marcou para 6 de outubro, dois dias depois da votação, uma reunião nacional com todos os estados para definir a posição na segunda etapa. O diretório paulista, presidido pelo deputado federal Maurício Neves, já apoia o candidato do PL desde o primeiro turno e se antecipou ao debate nacional. Lideranças da mesma sigla em Pernambuco, Bahia, Paraíba e Maranhão defendem o caminho oposto, o apoio ao presidente.
As ênfases se separam a partir daí. Veículos de direita enfatizaram que a adesão do Progressistas já é tratada como certa nos bastidores, com o presidente da legenda, senador Ciro Nogueira, sinalizando a decisão internamente. Nessa leitura, dois fatores explicam a virada: o otimismo com o desempenho do candidato nas pesquisas e o desgaste da relação de Ciro Nogueira com o presidente, que o chamou de 'vira-lata' em visita ao Piauí. Essa cobertura também registra a advertência de aliados do senador de que o apoio em segundo turno vale menos que o de primeiro, e que quem recusou antes não 'sentará na janela' em um eventual governo. A cobertura de centro deu espaço equivalente à contraofensiva do governo: o reajuste do Bolsa Família já anunciado e uma medida provisória de combate às apostas online, tema em que a resistência da opinião pública é alta, sobretudo entre as eleitoras. Segundo interlocutores do presidente, chegar em primeiro no dia 4 é justamente o que seguraria o centrão do lado dele. Nessa mesma cobertura aparece o cálculo de transferência de votos: levantamento Datafolha indica que 43% dos eleitores de Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Augusto Cury e Renan Santos iriam para o candidato do PL num segundo turno, contra 30% para o petista. Veículos de esquerda não trazem matéria própria sobre essa articulação no conjunto reunido, o que deixa o arranjo do centrão sem contraditório de quem o critica.
O que ainda não se sabe é o essencial. Nenhuma das siglas do centrão formalizou posição para o segundo turno, e a reunião de 6 de outubro pode terminar sem decisão nacional, com os diretórios divididos entre o Sudeste e o Nordeste. Não há definição sobre o que farão União Brasil, MDB e Republicanos, nem sobre a intensidade real do engajamento do governador Tarcísio de Freitas na reta final. O teor e a data da medida provisória sobre apostas online não foram divulgados, e as pesquisas citadas não vieram acompanhadas de metodologia e margem de erro no material analisado. Acima de tudo, o próprio pressuposto da estratégia depende de um resultado que ainda não existe: quem termina o dia 4 de outubro na frente.
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Flávio Bolsonaro planeja liderar o primeiro turno para atrair o Centrão, enquanto Lula aposta no Bolsa Família e combate às bets para manter vantagem.

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