Flávio Bolsonaro nos EUA vira alvo de democratas que cobram explicações de Trump
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Parlamentares do Partido Democrata dos Estados Unidos passaram a cobrar explicações do governo Donald Trump sobre a concessão de vistos ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e à família, que chegaram a Miami depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ordenar a entrega dos passaportes no âmbito de investigação por lavagem de dinheiro. Uma autoridade americana confirmou que o Departamento de Estado emitiria os vistos. As críticas surgem a dias das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.
Democratas americanos usam a chegada de Flávio Bolsonaro a Miami como munição eleitoral contra Donald Trump às vésperas das eleições legislativas, comparando o caso às restrições migratórias do governo.
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O senador Flávio Bolsonaro chegou aos Estados Unidos com a família depois de o Supremo Tribunal Federal ordenar a entrega dos passaportes. O governo Trump confirmou os vistos, e parlamentares do Partido Democrata acusaram o secretário de Estado, Marco Rubio, de ajudá-lo a escapar da Justiça brasileira.
Parlamentares do Partido Democrata dos Estados Unidos passaram a cobrar explicações do governo Donald Trump sobre a concessão de vistos ao senador Flávio Bolsonaro, do PL, e à família dele. O senador, derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial, chegou a Miami acompanhado da esposa e das duas filhas, depois de ter sido intimado a entregar os passaportes e proibido de deixar o Brasil.
A ordem partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, no âmbito de uma investigação por suspeita de lavagem de dinheiro. Uma autoridade do governo americano confirmou que o Departamento de Estado emitiria vistos para Flávio e a família e permitiria a entrada deles no país.
Os relatos convergem sobre as principais reações. O deputado Joaquin Castro, do Texas, principal nome democrata na subcomissão do Hemisfério Ocidental da Câmara, afirmou que perder uma eleição não é motivo para asilo e disse que o governo Trump deve explicações ao Congresso sobre seu papel em ajudar o senador a deixar o Brasil em violação à lei brasileira. O deputado Jim McGovern, de Massachusetts, acusou o secretário de Estado, Marco Rubio, de agir em conluio com Flávio para escapar da Justiça. O senador Andy Kim, de Nova Jersey, comparou o caso à retirada de proteção migratória de haitianos e afegãos. A bancada democrata da Comissão de Relações Exteriores disse que Rubio estende o tapete vermelho ao brasileiro enquanto nega asilo a quem foge da guerra no Sudão ou do conflito no Haiti. As críticas surgem a menos de uma semana das eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro, nas quais os democratas podem ganhar maioria no Congresso e abrir investigações sobre o governo.
A cobertura de centro relatou a declaração de Castro e a confirmação dos vistos de forma descritiva, lembrando que, em Washington, democratas e republicanos esperam uma bateria de investigações caso a oposição conquiste a Câmara.
Veículos de esquerda destacaram que o documento de imigração do senador traz uma autorização normalmente concedida por razões humanitárias. Também registraram que, depois da viagem, Flávio divulgou uma carta em que se declara presidente eleito do Brasil, descrita como de teor golpista, e reuniram as críticas democratas sem contraponto.
Veículos de direita enfatizaram que Flávio nega as acusações e que a Polícia Federal esclareceu que a viagem, por si só, não o torna foragido nem autoriza prisão automática. Essa cobertura apresentou a reação democrata como tentativa de usar o caso na campanha e dedicou espaço à sequência de decisões de Moraes contra integrantes da família Bolsonaro, incluindo as medidas contra Jair Bolsonaro e a condenação de Eduardo Bolsonaro. Registrou ainda que Trump disse ter aprovado a entrada do senador, mas que não pretende se envolver na disputa com Lula.
Ainda não se sabe como Flávio deixou o Brasil sem os passaportes, nem qual é o tipo exato de visto concedido. Os relatos divergem sobre a data da chegada aos Estados Unidos, se na terça-feira, dia 27, ou na quarta-feira, dia 28. Também não está claro se o Congresso americano abrirá alguma apuração formal sobre o papel do Departamento de Estado no caso.
"Perder uma eleição não é motivo para asilo", afirmou o deputado Joaquin Castro

Há expectativa de que o Partido Democrata avance nas duas casas do Congresso americano

Democratas cobram explicações de Trump por vistos a Flávio Bolsonaro e acusam Marco Rubio de facilitar viagem aos EUA.
