Jaques Wagner recorre ao STF e pede anulação de operação da PF sobre vínculos com o Banco Master
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
7 fontes políticas
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Como decidimos →A defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, protocolou nesta segunda-feira um recurso ao Supremo Tribunal Federal pedindo a anulação da decisão do ministro André Mendonça que autorizou a busca e apreensão contra o parlamentar na 9ª fase da Operação Compliance Zero, que apura fraudes no Banco Master. A Polícia Federal suspeita que Wagner recebeu vantagens indevidas, entre elas um apartamento de R$ 2,5 milhões em Salvador e cerca de R$ 3,5 milhões em repasses por empresas ligadas a familiares, em troca de atuação no Congresso favorável ao banco de Daniel Vorcaro. A defesa nega favorecimento, afirma que o dinheiro em espécie apreendido tem origem lícita e que a única emenda de Wagner sobre o tema buscava limitar juros.
A defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) recorreu ao STF apontando 'erros graves' na decisão que autorizou a operação da Polícia Federal contra o líder do governo Lula no Senado. Para o senador e seus advogados, a busca e apreensão se baseou em premissas equivocadas: a única emenda de sua autoria sobre o tema buscava limitar juros e proteger consumidores, justamente o contrário dos interesses do Banco Master, e ele se posicionou contra a 'Emenda Master' apresentada pelo senador Ciro Nogueira.
Líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) recorre ao STF para tentar barrar a Operação Compliance Zero depois que a Polícia Federal o apontou como beneficiário de vantagens indevidas no esquema bilionário de fraudes do Banco Master, de Daniel Vorcaro.
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Todos os lados reconhecem que Wagner foi alvo da 9ª fase da Compliance Zero, que a defesa protocolou recurso ao STF pedindo anulação das buscas e que o recurso será analisado pelo ministro André Mendonça.
A defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Luiz Inácio Lula da Silva no Senado, protocolou nesta segunda-feira, 22 de junho de 2026, um recurso ao Supremo Tribunal Federal pedindo a anulação da decisão que autorizou a busca e apreensão contra o parlamentar. A medida foi assinada pelo ministro André Mendonça, relator do chamado caso Master, e cumprida na quinta-feira anterior, dia 18, na 9ª fase da Operação Compliance Zero. O recurso é um agravo interno que, se admitido, será analisado pela 2ª Turma da Corte.
A Operação Compliance Zero apura o que a Polícia Federal classifica como uma das maiores fraudes já registradas contra o Sistema Financeiro Nacional, ligada ao Banco Master, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Nesta etapa, a investigação mira a suposta participação de agentes públicos. Segundo a PF, Jaques Wagner teria recebido vantagens indevidas em troca de atuação política no Congresso favorável ao banco, entre elas um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões em Salvador e cerca de R$ 3,5 milhões em repasses feitos por empresas ligadas a familiares do senador. Durante as buscas, foram apreendidos valores em espécie, na faixa de US$ 49 mil a US$ 55 mil, além de 33,5 mil euros, em endereços usados pelo parlamentar em Brasília e em Salvador.
A cobertura de centro, como a do Poder360 e a do G1, detalhou tanto a tese da acusação quanto a resposta da defesa, com paridade. A nota assinada pelo advogado Pablo Domingues aponta 'erros graves que comprometem a medida'. A defesa sustenta que Wagner jamais atuou no Congresso para favorecer o Master e que a única emenda de sua autoria sobre o tema, apresentada à Medida Provisória 1106/2022, propunha limitar juros e proteger consumidores, justamente o contrário dos interesses do banco. Argumenta ainda que o senador se posicionou contra a chamada 'Emenda Master', apresentada por outro parlamentar no âmbito da PEC 65/2023, e cita o relator da proposta, senador Plínio Valério (PSDB-AM), que afirmou jamais ter sido procurado por Wagner para tratar do assunto.
Sobre o dinheiro em espécie, a defesa afirma que a origem é lícita e comprovada: parte viria de diárias declaradas pagas pelo Senado para missões no exterior e parte de operações financeiras oficiais com registro regular. A nota lembra ainda que o próprio Ministério Público Federal teria considerado prematura a apreensão dos bens.
A divergência de cobertura aparece na ênfase. Veículos de esquerda, como a Agência Brasil, destacaram os argumentos jurídicos do senador, a tese de que a operação teve premissas equivocadas e a presunção de inocência. Já veículos de direita, como o Correio da Manhã e a InfoMoney, enfatizaram desde o lead a suspeita de enriquecimento ilícito, o apartamento de luxo e o vínculo com o ex-sócio de Vorcaro, Augusto Lima, ligando o episódio ao desgaste do governo Lula. O Metrópoles acrescentou apuração própria mostrando que os valores apreendidos superam em cerca de R$ 143 mil o total de diárias declaradas pelo senador no mandato, dado que tensiona a versão de origem lícita. O G1 trouxe a tese técnica da defesa de que a PF teria confundido a 'ementa' da medida provisória com uma 'emenda' de autoria do senador.
O que ainda não se sabe é como o ministro André Mendonça decidirá sobre a admissibilidade do agravo e se a 2ª Turma chegará a analisar o mérito. Também permanece em aberto a resposta da PF à alegação de que houve confusão entre ementa e emenda, e o desfecho da negociação sobre a permanência de Wagner na liderança do governo no Senado, em meio à pressão da campanha de reeleição de Lula para se afastar das fraudes do Banco Master.
Líder do governo no Senado foi alvo da Compliance Zero na última quinta-feira

Nona fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal na última quinta-feira (18), apontou que o senador atuou em defesa de interesses do Banco Master no Congresso Nacional e, em troca, recebeu vantagens indevidas.

Advogados argumentam que senador não atuou a favor do Banco Master, de Daniel Vorcaro. Recurso será analisado pelo ministro André Mendonça.
Advogados alegam "erros graves" e dizem que senador nunca atuou para beneficiar o Banco Master

Em nota, advogado do senador afirma que parecer da PF trocou informações e que Wagner não atuou para favorecer o Master. Leia no Poder360.

Defesa do senador alega falta de competência da PF e questiona a validade dos elementos colhidos durante a operação de busca e apreensão

Defesa do líder do governo no Senado afirma que houve
