Jornalista perseguido com arma de fogo por Zambelli tem prisão revogada
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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Após mobilização popular, o jornalista Luan Araújo escapou da prisão graças a uma vakinha online que quitou a multa imposta por uma condenação por difamação movida pela ex-deputada Carla Zambelli (PL). O caso expõe o risco à liberdade de imprensa: o profissional foi perseguido com arma de fogo pela ex-parlamentar de extrema direita em 2022 e, ainda assim, viu-se ameaçado de prisão por dívida apesar da comprovada incapacidade econômica. A solidariedade de amigos, familiares e apoiadores reverteu a ameaça e levou ao arquivamento do processo.
A Justiça de São Paulo revogou, em 15 de maio, a ordem de prisão do jornalista Luan Araújo, depois que ele pagou multa de R$ 2.216,30 decorrente de uma condenação por difamação contra a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL).
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Os lados convergem que a prisão de Luan Araújo foi revogada após o pagamento de R$ 2.216,30 por meio de campanha online e que o TJSP arquivou o processo. Há consenso de que a condenação por difamação é juridicamente distinta do episódio em que Zambelli o perseguiu com arma, pelo qual ela foi condenada pelo STF em 2025.
A Justiça de São Paulo revogou a ordem de prisão do jornalista Luan Araújo, depois que ele quitou uma multa de R$ 2.216,30 decorrente de uma condenação por difamação contra a ex-deputada federal Carla Zambelli, do PL. Com o pagamento, o Tribunal de Justiça de São Paulo arquivou o processo. A decisão pôs fim a uma ordem de prisão em regime aberto que havia sido emitida no início do mês por causa do atraso no pagamento da sanção.
O valor foi arrecadado por meio de uma campanha online organizada por amigos, familiares e apoiadores do jornalista. Segundo a defesa, foram quitados R$ 595,30 referentes à pena de multa e R$ 1.621 relativos à prestação pecuniária. Os advogados sustentaram que o atraso ocorreu por dificuldades financeiras do condenado e chegaram a argumentar que causava estranheza a conversão da sanção em prisão diante da comprovada incapacidade econômica.
Veículos de esquerda destacaram a dimensão da perseguição sofrida pelo jornalista. Em 2022, na véspera do segundo turno, Carla Zambelli perseguiu Luan Araújo com uma arma de fogo no bairro dos Jardins, na Zona Oeste da capital paulista. Para essa cobertura, o episódio é exemplo de violência política e de ameaça à liberdade de imprensa, e a vakinha solidária aparece como resposta coletiva à criminalização de um profissional vulnerável.
A cobertura de centro fez uma distinção importante que ajuda a entender o caso. A condenação por difamação não tem relação direta com o episódio da arma de fogo. O pano de fundo é um texto que o jornalista escreveu após o entrevero, no qual afirmou que a ex-deputada mantém uma "seita de doentes de extrema direita". Foi por esse texto que ele foi condenado, e a multa não paga foi o que motivou a ordem de prisão. A reportagem de centro também registrou que buscou manifestação da defesa de Zambelli e manteve o espaço aberto para resposta.
Veículos de direita tendem a enfatizar que a condenação por difamação foi uma decisão judicial legítima e que a prisão decorria do descumprimento de uma obrigação financeira. Sob esse ângulo, a revogação seguiu a regra: cumprida a sanção, encerra-se o processo. Para essa leitura, é necessário separar a difamação, fato pelo qual o jornalista foi condenado, do episódio da arma, pelo qual quem responde é a ex-parlamentar.
Vale o contexto comum a todos os lados: em 2025, o Supremo Tribunal Federal condenou Carla Zambelli a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, justamente por causa do episódio com o jornalista. A decisão se baseou em depoimentos da vítima e de testemunhas, além de vídeos registrados no local.
O que ainda não se sabe é qual será o desfecho dos recursos da defesa de Zambelli contra a condenação no STF e se a ex-deputada vai se manifestar sobre o arquivamento do processo de difamação. Até o fechamento das reportagens, a defesa não havia respondido aos pedidos de posicionamento.
No início do mês, o Tribunal de Justiça de São Paulo chegou a determinar a prisão de Luan Araújo, condenado por difamar a ex-deputada federal em um texto publicado na internet

A Justiça de São Paulo revogou, nesta segunda-feira (15), a ordem de prisão contra o jornalista Luan Araújo, perseguido com uma arma de fogo pela ex-deputada
