Justiça revoga ordem de prisão de jornalista perseguido por Zambelli
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A mobilização popular reverteu uma decisão desproporcional que ameaçava prender o jornalista Luan Araújo, vítima de violência política quando foi perseguido com uma arma pela bolsonarista Carla Zambelli às vésperas do segundo turno de 2022. Mesmo sendo a vítima do episódio, Araújo acabou condenado por difamação e quase preso por não conseguir pagar pouco mais de R$ 2 mil, expondo a hipossuficiência financeira de quem ousa denunciar o poder. A solidariedade de amigos e apoiadores, por meio de uma vaquinha, viabilizou a quitação dos valores e o arquivamento do processo. O caso simboliza a inversão da justiça: a agressora foi condenada pelo STF a mais de cinco anos, mas vive solta na Itália, enquanto a vítima enfrentava a iminência da prisão.
A Justiça de São Paulo revogou na segunda-feira (15.jun.2026) a ordem de prisão do jornalista Luan Araújo e arquivou a ação penal movida pela ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP). O juiz José Fernando Steinberg, da Vara do Juizado Especial Criminal da Barra Funda, declarou extinta a punibilidade após o jornalista quitar multa e prestação pecuniária que somavam R$ 2.216,30, valor arrecadado por uma vaquinha popular.
A Justiça de São Paulo encerrou a ação penal movida por Carla Zambelli contra o jornalista Luan Araújo após a quitação de R$ 2.216,30 em multas, mas o desfecho ocorre em meio a um questionamento mais amplo sobre a atuação do Judiciário brasileiro no caso.
6 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés ao centro
Apelo emocional nesta matéria: 10/100.
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Veículos com viés à direita
Todos os lados reconhecem que a Justiça de São Paulo revogou a prisão de Luan Araújo e arquivou a ação após a quitação de R$ 2.216,30 via vaquinha popular, e que Zambelli foi condenada pelo STF pela perseguição armada de 2022.
A Justiça de São Paulo revogou na segunda-feira, 15 de junho de 2026, a ordem de prisão contra o jornalista Luan Araújo e arquivou de forma definitiva a ação penal movida pela ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A decisão foi assinada pelo juiz José Fernando Steinberg, da Vara do Juizado Especial Criminal da Barra Funda, que declarou extinta a punibilidade do jornalista após reconhecer o cumprimento integral das penas impostas no processo.
O desfecho veio depois que Araújo quitou multa e prestação pecuniária que somavam R$ 2.216,30. Os recursos foram arrecadados por meio de uma vaquinha online organizada por familiares, amigos e apoiadores. No início de junho, o mesmo juízo havia convertido a pena restritiva de direitos em prisão em regime aberto, em razão do não pagamento dos valores. Com a quitação, a defesa pediu a revogação da medida, e o processo foi encerrado.
O caso remonta a outubro de 2022, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, quando Zambelli perseguiu Araújo, armada, pelas ruas do bairro dos Jardins, em São Paulo. O episódio foi registrado em vídeo e tornou-se um dos mais conhecidos do período. Depois, o jornalista publicou um texto sobre o ocorrido no portal Diário do Centro do Mundo e foi processado pela então deputada. Em 2024, ele foi absolvido da acusação de injúria, mas condenado por difamação, com pena alternativa de multa e prestação pecuniária.
Veículos de centro, como Poder360 e Metrópoles, relataram o desfecho de forma objetiva, com foco na decisão judicial, nos valores pagos e no contexto da condenação de Zambelli pelo Supremo Tribunal Federal. Pela perseguição armada, a ex-deputada foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma.
Veículos de esquerda, como ICL Notícias, CartaCapital e Brasil 247, enfatizaram a mobilização popular como instrumento de justiça e a hipossuficiência financeira do jornalista, argumentando que a ameaça de prisão era desproporcional. Essa cobertura tratou o episódio como um caso emblemático de violência política e destacou a inversão simbólica de a vítima quase ser presa enquanto a agressora vive solta no exterior. A CartaCapital chamou Zambelli de bolsonarista e relatou que a Justiça paulista classificou o texto do jornalista como discurso de ódio.
Veículos de direita, como a Veja, registraram a revogação, mas deram peso ao questionamento institucional em torno do caso. A reportagem destacou que a Corte de Cassação italiana, ao negar a extradição de Zambelli, acusou o ministro Alexandre de Moraes de parcialidade, sob o argumento de que ele teria sido vítima e juiz do processo. O presidente do STF, Edson Fachin, respondeu em nota dizendo ter visto a rejeição com preocupação e defendeu que todas as decisões do relator foram validadas pelo colegiado da Corte.
A ex-deputada deixou o Brasil após ser condenada em outro processo, ligado à contratação de um hacker para invadir sistemas do Judiciário. Atravessou a fronteira pela Argentina, em Foz do Iguaçu, e seguiu para a Itália, onde foi presa em julho de 2025 e depois liberada quando a Justiça italiana anulou um dos processos de extradição. O que ainda não se sabe é o resultado do novo julgamento de extradição relacionado ao caso da perseguição armada, com audiência marcada para 1º de julho, e quais serão os efeitos diplomáticos do atrito entre o Judiciário brasileiro e a Corte italiana.
O processo foi arquivado após o pagamento de uma multa no valor de R$ 2.216,30 através de uma "vaquinha" popular

Em julho de 2024, Luan Araújo foi condenado pelo TJ-SP por suposta difamação contra a ex-deputada

Luan Araújo cumpriu o pagamento da multa e da prestação pecuniária, de cerca de R$ 2.200. Leia no Poder360.

Decisão reconhece que Luan Araújo cumpriu integralmente as penas impostas pela Justiça
Justiça de SP declarou extinta a punibilidade de jornalista em ação movida por Carla Zambelli e encerrou o processo após cumprimento das penas.

Justiça de São Paulo reconheceu que Luan Araujo já havia cumprido integralmente as penas impostas no processo

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