Juiz de Divinópolis determina inquérito da PF contra deputada eleita Ana Elisa
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A cobertura de direita enfatiza que a Justiça Eleitoral e o Ministério Público reconheceram elementos para investigar a divulgação de informação sabidamente falsa contra o candidato Flávio Bolsonaro, tratando o caso como questão de responsabilidade por conteúdo.
A cobertura de esquerda enquadra o inquérito como tentativa de silenciar uma jovem parlamentar de grande alcance digital e destaca que a Justiça negou a restrição à liberdade de expressão.
A 103ª Zona Eleitoral de Divinópolis (MG) determinou que a Polícia Federal abra inquérito contra a deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG), após notícia-crime do candidato Flávio Bolsonaro (PL), mas rejeitou restringir as postagens dela sobre a eleição presidencial.
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Todos os lados registram que o juiz mandou a Polícia Federal abrir inquérito, que o Ministério Público Eleitoral viu elementos para apurar e que a proibição genérica de postagens foi rejeitada.
A 103ª Zona Eleitoral de Divinópolis determinou que a Polícia Federal abra inquérito contra a deputada federal eleita Ana Elisa, do PT de Minas Gerais, após notícia-crime de Flávio Bolsonaro. O juiz, porém, rejeitou proibir a parlamentar de falar da eleição presidencial.
A 103ª Zona Eleitoral de Divinópolis, em Minas Gerais, determinou que a Polícia Federal abra inquérito para investigar a deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva, do PT. A decisão partiu de uma notícia-crime apresentada pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, do PL, que acusa a parlamentar de divulgar fatos sabidamente inverídicos na campanha eleitoral. A conduta é prevista no artigo 323 do Código Eleitoral.
A cobertura de centro relatou que o Ministério Público Eleitoral reconheceu elementos suficientes para apurar um possível delito e pediu a preservação dos registros digitais das publicações de Ana Elisa na plataforma X. O mesmo órgão, porém, se opôs ao pedido de Flávio para proibir a deputada de publicar conteúdos sobre a eleição presidencial. O promotor considerou a demanda genérica e de limites indeterminados. O juiz Orlando Israel de Souza acolheu integralmente o parecer, rejeitou a restrição e mandou a empresa X Brasil Internet guardar as publicações feitas entre 24 de setembro e 8 de outubro. Também foi determinado o envio de cópia dos autos à Procuradoria-Geral Eleitoral.
Segundo relatos, as publicações em questão atribuíam a Flávio a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A defesa do candidato afirma que ele nunca propôs, apoiou ou articulou essa mudança. Ana Elisa tem 21 anos, foi eleita no domingo, 4 de outubro, com 524.219 votos, 4,57% dos votos válidos em Minas, e é peça da campanha de Lula entre o público jovem.
Veículos de esquerda destacaram a reação da deputada. Em ato na Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte, ela afirmou que não vão censurá-la, que os adversários têm medo e que a resposta será dada nas urnas. Essa cobertura enfatiza o tema do silenciamento e lembra que a abertura de inquérito não é condenação, que o procedimento tramita em sigilo e que a equipe da parlamentar ainda não teve acesso aos autos.
Veículos de direita enfatizaram que a Justiça Eleitoral e o Ministério Público viram base para investigar. Esses textos dão destaque à posição da campanha de Flávio de que a atribuição ao candidato é falsa, ao artigo do Código Eleitoral invocado e à preservação das provas. A recusa da proibição genérica é apresentada como limite técnico do pedido, e não como desfecho favorável à investigada.
O que ainda não se sabe: o conteúdo integral das publicações que serão examinadas, o prazo do inquérito e se a Polícia Federal chegará a indiciar alguém. Também não está claro se a Procuradoria-Geral Eleitoral tomará alguma medida a partir da cópia dos autos. O segundo turno está marcado para 25 de outubro, e a investigação corre em paralelo à campanha.
Ministério Público Eleitoral apontou elementos para apuração de possível crime, mas se opôs à solicitação do presidenciável para restringir manifestações da deputada nas redes sociais

Ana Elisa responde a Flávio Bolsonaro em ato na UFMG após pedido de investigação: “A nossa resposta será nas urnas”.

O candidato à Presidência acusou a deputada federal eleita de ter divulgado 'fatos sabidamente inverídicos na campanha eleitoral'

A Justiça Eleitoral de Minas Gerais determinou a abertura de um inquérito pela Polícia Federal (PF) para investigar a deputada
