Alexandre de Moraes arquiva inquérito contra Monark a pedido da PGR
1 veículo de centro · 1 veículo de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, arquivou em 28 de outubro o inquérito que apurava suposto crime de desobediência do youtuber Bruno Aiub Monteiro, o Monark, a pedido da Procuradoria-Geral da República, que apontou já ter havido aplicação de multa pelo descumprimento das ordens judiciais.
O único veículo de direita do conjunto tratou o caso de forma factual: destacou o pedido da Procuradoria-Geral da República, a conclusão da Polícia Federal de que Monark questionava de forma reiterada a lisura das eleições e a condenação do youtuber, neste ano, por defender a criação de um partido nazista. O texto não registrou manifestação da defesa.
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, arquivou em 28 de outubro o inquérito que apurava desobediência do youtuber Monark a ordens judiciais. A Procuradoria-Geral da República pediu o arquivamento porque a multa diária pelo descumprimento, que somou R$ 300 mil em 2023, já havia sido aplicada.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na quarta-feira, 28 de outubro, o arquivamento do inquérito que investigava o youtuber Bruno Aiub Monteiro, conhecido como Monark, por descumprimento de ordem judicial. A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Até o momento, apenas um veículo cobriu o caso, e ele é de direita. Nenhum veículo de esquerda nem de centro publicou sobre o arquivamento no conjunto analisado.
A investigação apurava suposto crime de desobediência a decisão judicial, no âmbito dos inquéritos relacionados aos ataques de 8 de janeiro de 2023. A origem do caso está nas eleições de 2022. Depois que Monark publicou mensagens questionando o processo eleitoral, Alexandre de Moraes determinou, em junho daquele ano, o bloqueio dos perfis do influenciador em redes como TikTok, YouTube e Instagram, além da preservação do conteúdo publicado. O inquérito agora arquivado foi aberto porque essas medidas cautelares teriam sido descumpridas.
Na investigação, a Polícia Federal concluiu que o youtuber, de forma reiterada, fazia declarações públicas questionando a lisura do processo eleitoral, a confiabilidade das urnas eletrônicas e a atuação do Tribunal Superior Eleitoral e do próprio Supremo.
O veículo de direita que cobriu o caso relatou o argumento da Procuradoria-Geral da República para pedir o arquivamento: já houve efetiva aplicação de multa diária pelo descumprimento. Em 2023, Alexandre de Moraes determinou que Monark pagasse R$ 300 mil, valor que resultou do acúmulo de multas de R$ 10 mil por dia, e mandou bloquear as contas bancárias dele. Na época, segundo a matéria, o ministro afirmou que Monark havia declarado à Polícia Federal a intenção de desrespeitar a decisão judicial.
A cobertura também lembrou que, neste ano, o youtuber foi condenado a pagar R$ 100 mil por defender a criação de um partido nazista, em outra investigação. O texto tratou o arquivamento de forma descritiva, sem avaliar a decisão, e não registrou manifestação da defesa de Monark.
Como só um veículo cobriu o caso, não há divergência entre lados a comparar.
Até a noite de 29 de outubro, quando saiu a matéria analisada, não havia informação pública sobre se a multa de R$ 300 mil foi paga, se as contas bancárias de Monark continuavam bloqueadas, nem sobre a situação atual dos perfis dele nas redes sociais. A defesa do youtuber também não havia se manifestado na cobertura.
STF arquiva inquérito que investigava Monark por descumprimento de ordem judicial UOL Notícias
Em 2023, o ministro Alexandre de Moraes determinou o bloqueio dos perfis do influenciador por falas que descredibilizavam as eleições e as urnas
