Richarlison não terá de apagar posts sobre ilha em Angra, decide juiz de Brasília
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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A cobertura de esquerda relatou a decisão com o histórico processual, a tutela negada em agosto e o despacho de 28 de setembro, e registrou as duas versões: a acusação de Richarlison contra Willer Tomaz e o senador Flávio Bolsonaro e as respostas dos acusados. O texto ressaltou que a negativa não encerra a disputa pelo imóvel.
A cobertura de direita noticiou a negativa do juiz e deu espaço às acusações de Richarlison, com a legenda em que ele diz que o pedido de regularização ficou parado na Secretaria do Patrimônio da União por dez meses. O texto apresentou Flávio Bolsonaro como senador e candidato derrotado na eleição deste ano e não registrou a negativa dele nem a versão da defesa de Willer Tomaz.
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Esquerda e direita relatam que o juiz da 4ª Vara Cível de Brasília negou o pedido de Willer Tomaz para obrigar Richarlison a apagar os posts, e que o jogador acusa Willer e o senador Flávio Bolsonaro de tomarem a área na Ilha Comprida sem pagar.
O juiz Giordano Resende Costa, da 4ª Vara Cível de Brasília, negou o pedido do advogado Willer Tomaz para obrigar o jogador Richarlison a apagar publicações sobre uma área na Ilha Comprida, em Angra dos Reis. O atleta acusa Willer e o senador Flávio Bolsonaro de tomarem a área sem pagar, o que os dois contestam. O processo segue em andamento.
O juiz Giordano Resende Costa, da 4ª Vara Cível de Brasília, negou o pedido do advogado Willer Tomaz e da empresa dele, a WT Administração de Imóveis e Bens, para obrigar o jogador Richarlison a apagar publicações sobre a disputa por uma área na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.
Richarlison acusa Willer e o senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal do Rio de Janeiro, de terem tomado a área sem pagar. O jogador afirma que comprou o terreno em outubro de 2020 e que a Justiça do Rio de Janeiro reconheceu a posse dele. Os acusados contestam as acusações.
A cobertura de esquerda relatou o histórico do processo. Segundo esse relato, o pedido de tutela de urgência foi negado em agosto, e uma decisão de 28 de setembro registrou que a solicitação já havia sido indeferida e determinou o prosseguimento da ação. O texto destacou que a negativa à retirada dos posts não resolve a disputa sobre os direitos do imóvel.
Veículos de esquerda e de direita convergem nos pontos centrais. Em publicação de 21 de outubro, Richarlison divulgou decisões judiciais, contratos e a captura de tela de uma suposta conversa com Flávio Bolsonaro. Ele também afirmou que um pedido de regularização ficou parado por dez meses na Secretaria do Patrimônio da União, o órgão federal que administra terras da União.
A diferença entre as coberturas está no espaço dado a cada parte. Veículos de direita reproduziram a legenda do jogador, que fala em pedido jogado na gaveta do governo federal e acusa o grupo do advogado de ressuscitar uma empresa inapta desde 2018 para tomar a ilha. Esse texto apresentou Flávio Bolsonaro como senador e candidato derrotado na eleição deste ano. A cobertura de direita não registrou a negativa do senador nem a versão da defesa de Willer, e informou apenas que procurou o advogado, sem resposta. Já a cobertura de esquerda registrou que a defesa de Willer sustenta que a empresa detém legalmente os direitos de ocupação da área e que Richarlison negociou com posseiros sem titularidade. O mesmo texto informou que Flávio negou participação no negócio. Nenhum veículo de centro cobriu o caso no conjunto analisado.
Até a noite de 29 de outubro, quando saíram as matérias analisadas, Willer Tomaz não havia comentado a decisão que negou a retirada das publicações. O processo seguia em andamento, sem definição sobre quem tem direito à área. As matérias também não informaram se houve recurso contra a negativa nem qual era a situação do pedido de regularização na Secretaria do Patrimônio da União.
Justiça negou em agosto pedido para Richarlison apagar posts sobre disputa por ilha em Angra. Ação de Willer Tomaz continua em andamento.

Em postagens feitas nas redes sociais, o jogador afirma que o advogado ‘tomou’ a ilha; Estadão solicitou o posicionamento do advogado, mas ainda não teve resposta
