Flávio Bolsonaro chega aos EUA e segue alvo de dois inquéritos no Supremo
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O senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, entrou nos Estados Unidos na quarta-feira com um registro humanitário que autoriza sua permanência e a da família por um ano, dias depois de perder o segundo turno da eleição presidencial para Lula por mais de 4 milhões de votos. Ele havia sido proibido de deixar o Brasil e não entregou os passaportes no prazo, que foram cancelados. Mesmo fora do país, segue alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal.
Veículos de esquerda tratam a saída de Flávio Bolsonaro como fuga para escapar da Justiça e a carta em que ele se declarou presidente como golpista. O enfoque é a responsabilização: o senador deixou o país depois de descumprir a ordem de entregar os passaportes e continua alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal, que envolvem lavagem de dinheiro ligada a apostas e pagamentos de um banqueiro a um filme sobre o pai.
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3 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
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O senador Flávio Bolsonaro entrou nos Estados Unidos com registro humanitário de um ano depois de perder o segundo turno para Lula e de ter os passaportes cancelados. Fora do país, ele divulgou carta contestando o resultado e continua alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal, que devem seguir após o fim do mandato.
O senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, entrou nos Estados Unidos na quarta-feira, 28 de outubro, com um registro humanitário que autoriza sua permanência e a da família no país por um ano. A saída aconteceu poucos dias depois de ele perder o segundo turno da eleição presidencial para Lula, do PT, por uma diferença de mais de 4 milhões de votos.
Na segunda-feira, 26, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, proibiu o senador de deixar o país, e a Polícia Federal deu 24 horas para a entrega de todos os passaportes. O prazo terminou na terça sem que os documentos fossem entregues, e eles foram cancelados. Mesmo fora do Brasil, Flávio continua alvo de dois inquéritos no Supremo. Um apura a atuação do advogado Willer Tomaz, suspeito de lavagem de dinheiro ligada a casas de apostas. O outro investiga pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. O senador já negou ter combinado vantagem indevida e disse que os recursos eram privados. O mandato termina em 1º de fevereiro, e a jurisprudência do tribunal mantém o foro para crimes ligados à função pública.
Já em território americano, Flávio divulgou uma carta em que se apresentava como o verdadeiro presidente do país, expressão que depois trocou por líder do Brasil. O texto sustenta que a prorrogação do horário de votação torna a eleição nula. Apenas 34 mil votos, cerca de 0,03% do total, foram registrados depois das 17 horas, e a própria campanha do PL também pediu prorrogação em alguns locais. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que autorizou a entrada do senador, disse que não vai se envolver, mas voltou a chamar a eleição de estranha.
A cobertura de centro concentrou-se nos aspectos processuais e nas consequências políticas. Relatou em detalhe os dois inquéritos e a cronologia dos passaportes, e ouviu Cristiano Noronha, vice-presidente da consultoria Arko Advice, para quem o destino provável de Flávio é a inelegibilidade, como ocorreu com o pai e com o irmão Eduardo. Na avaliação dele, o senador também tende a perder a liderança da oposição, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, surge como principal opção da direita. Michelle Bolsonaro, eleita senadora, aparece como alternativa dentro da família.
Veículos de esquerda trataram a carta como golpista e a saída como fuga, e deram destaque aos números que enfraquecem a tese de nulidade, além do papel do governo americano ao autorizar a entrada. Até o momento, nenhum veículo de direita cobriu este conjunto de fatos, o que impede registrar como esse campo enquadrou o episódio.
Ainda não se sabe se Flávio voltará ao Brasil antes do fim do mandato, se haverá pedido de prisão ou de extradição, nem como o Supremo vai conduzir os inquéritos com o investigado fora do país.
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