Flávio Bolsonaro se diz presidente eleito em carta dos EUA e depois recua
1 veículo de esquerda · 11 veículos de centro · 3 veículos de direita

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de esquerda · 11 veículos de centro · 3 veículos de direita

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno de 25 de outubro, publicou dos Estados Unidos uma carta em que se apresentava como o "verdadeiro presidente eleito do Brasil" e, pouco depois, trocou a expressão por "líder do Brasil". As duas versões mantêm a alegação de fraude, sem provas, centrada na prorrogação da votação, que registrou cerca de 34 mil votos depois das 17h, contra uma diferença de 4,43 milhões. O Tribunal Superior Eleitoral reafirmou a normalidade do pleito, e o próprio PL reconheceu o resultado.
Pela leitura de esquerda, a carta é uma tentativa de deslegitimar a vontade de 64 milhões de eleitores a partir do exterior, depois de o senador deixar o país em meio a uma investigação por lavagem de dinheiro.
Pela leitura de direita, a carta marca a primeira manifestação de Flávio Bolsonaro após a derrota e sua aposta em liderar a oposição a partir dos Estados Unidos, alegando perseguição judicial. Ao mesmo tempo, o campo conservador já virou a página: o PL, o candidato a vice Alfredo Gaspar e o governador Tarcísio de Freitas reconheceram o resultado e defendem organizar uma oposição forte dentro das instituições, e os números do Tribunal Superior Eleitoral não sustentam a tese da prorrogação.
15 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Apelo emocional nesta matéria: 15/100.
Texto não analisado: o veículo bloqueia leitura automática.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
O senador Flávio Bolsonaro, derrotado por Lula no segundo turno, publicou dos Estados Unidos uma carta em que se apresentava como o verdadeiro presidente eleito e, pouco depois, passou a se chamar de líder do Brasil. A alegação de fraude, sem provas, se apoia na prorrogação da votação, que somou cerca de 34 mil votos depois das 17h.
O senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal do Rio de Janeiro, publicou nesta quarta-feira, 28 de outubro, uma carta em que se apresentava como o "verdadeiro presidente eleito do Brasil". Pouco depois, apagou a publicação e divulgou uma nova versão em que passou a se chamar de "líder do Brasil". O texto foi escrito nos Estados Unidos, onde o senador desembarcou em Miami com a família, depois de deixar o país pela fronteira com a Argentina.
Flávio perdeu o segundo turno de 25 de outubro para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, Lula recebeu 64.256.232 votos, ou 51,79% dos válidos, contra 59.826.041 votos, ou 48,21%, do senador. A diferença foi de 4,43 milhões de votos.
Há convergência sobre os fatos centrais. Ao menos quatro versões da carta circularam. As duas primeiras foram enviadas por aliados, e uma delas trazia o brasão antigo com a inscrição "Estados Unidos do Brazil". Em todas, o senador alega fraude sem apresentar provas. O principal argumento é a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, que prorrogou a votação por duas horas. A medida foi pedida pela coligação de Lula e também pela campanha de Flávio. Depois das 17 horas, foram registrados cerca de 34 mil votos, número que não muda o resultado.
A saída do país ocorreu depois que o ministro Alexandre de Moraes, a pedido da Polícia Federal, mandou o senador entregar os passaportes, em investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao advogado Willer Tomaz. Flávio nega irregularidades e diz que não há mandado de prisão contra ele. Na carta, agradece aos presidentes Javier Milei, da Argentina, e Donald Trump, dos Estados Unidos. Trump disse que não vai se envolver, embora tenha chamado a eleição de "muito estranha". O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, afirmou que o pleito transcorreu dentro da mais absoluta normalidade.
A cobertura de centro foi a mais extensa. Ela reconstituiu as versões da carta minuto a minuto, checou cada alegação com os dados oficiais e registrou a crítica do ex-presidente do Supremo Celso de Mello, para quem ninguém adquire mandato presidencial por autoproclamação.
Veículos de esquerda destacaram que a troca de palavras reduz a reivindicação explícita do cargo, mas preserva a narrativa de fraude e o plano de organizar a oposição fora do Brasil. Também ressaltaram que o senador não obteve sequer o apoio de Trump.
Veículos de direita deram mais espaço à versão do senador, que nega ter fugido e se diz perseguido pelo Judiciário. Parte dessa cobertura, porém, enfatizou que o próprio campo conservador já reconheceu a derrota. O partido, por nota de Valdemar Costa Neto, aceitou o resultado. O candidato a vice, Alfredo Gaspar, também. E o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, disse que a eleição passou e defendeu organizar a oposição dentro das instituições.
Ainda não se sabe se Flávio vai pedir asilo político nos Estados Unidos, nem quando pretende voltar ao Brasil. Ele prometeu apresentar nos próximos dias uma estratégia de mobilização da oposição, sem detalhar quais medidas pretende adotar. Também segue em aberto o desfecho da investigação no Supremo que motivou a ordem de entrega dos passaportes.
Segunda versão troca a expressão usada na abertura, mas mantém contestação eleitoral e acusações contra instituições brasileiras

O senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgou uma carta após desembarcar em Miami, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (28), na qual

Em documento divulgado após fugir do Brasil, o candidato derrotado declarou não reconhecer o resultado das urnas, acusou suposta fraude eleitoral e chegou se autoproclamar "presidente eleito".

Flávio Bolsonaro fugiu para os Estados Unidos e publicou carta contestando a eleição, enquanto o PL e o TSE confirmam a vitória de Lula e a segurança das urnas.

Flávio muda carta golpista e troca 'presidente eleito' por 'líder' do país UOL Notícias
Candidato derrotado do PL agradeceu aos presidentes Donald Trump e Javier Milei após operação de fuga

Em carta golpista, senador diz sem provas que houve fraude eleitoral no segundo turno, que é alvo de perseguição política por um "regime" e agradece Milei e Trump por acolhimento na fuga.


O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na disputa pela Presidência da República, divulgou nesta quarta-feira (28) uma carta na qual

Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (28), senador agradece a Donald Trump e Javier Milei, denuncia suposta fraude eleitoral, critica o

O senador chegou ontem aos EUA, onde divulgou texto com alegações infundadas sobre fraude; presidente do TSE reafirmou a normalidade do pleito

Senador publicou duas versões do documento após aliados divulgarem outras duas, uma delas com brasão errado

Senador substituiu trecho em que se declarava vencedor das eleições por afirmação de que é o “líder do Brasil”. Leia no Poder360.

Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, afirma que as eleições transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e declara que houve respeito aos ditames legais e constitucionais.

Senador havia se declarado o

Nesta matéria: perspectiva omitida.