Flávio Bolsonaro é alvo de suspeita de fuga após Eduardo defender sua saída do país
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O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na eleição presidencial de 25 de outubro, não entregou o passaporte determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e a Polícia Federal investiga se ele deixou o Brasil pela fronteira com a Argentina. O pedido da PF citou a declaração do irmão, Eduardo Bolsonaro, que em 23 de outubro defendeu num podcast nos Estados Unidos que Flávio saísse do país em caso de derrota.
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O senador Flávio Bolsonaro, derrotado na eleição presidencial, descumpriu a ordem de Alexandre de Moraes de entregar o passaporte. A Polícia Federal investiga se ele cruzou a fronteira com a Argentina e citou a declaração de Eduardo Bolsonaro, que defendeu a saída do irmão do país em caso de derrota.
O senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, derrotado na eleição presidencial de 25 de outubro, é alvo de suspeita de fuga. Ele não entregou o passaporte, como determinou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e a Polícia Federal investiga se ele cruzou a fronteira com a Argentina a caminho dos Estados Unidos. Uma agência internacional de notícias informou, com base em fontes anônimas, que o senador viajava para o território americano.
O pano de fundo é uma declaração do irmão. Em 23 de outubro, num podcast nos Estados Unidos, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro disse ser a favor de que Flávio deixasse o país se perdesse a eleição. Eduardo vive nos Estados Unidos desde o ano passado e foi condenado pelo Supremo a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo. No dia da votação, em Miami, ele repetiu a defesa e afirmou que qualquer pessoa que trabalha pela liberdade tem medo de estar no Brasil. Na mesma ocasião, chamou de brincadeira a sugestão, feita dias antes, de envio de fuzileiros navais americanos ao Brasil.
A Polícia Federal usou essa fala no pedido de apreensão do passaporte. Segundo o documento, o posicionamento de Eduardo não pode ser examinado de forma isolada. Flávio é investigado no Supremo por suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao advogado Willer Tomaz, envolvendo empresas de apostas e plataformas de pagamento, e em outro inquérito sobre recursos do banqueiro Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse. A PF lembrou que Willer Tomaz está fora do país desde 25 de agosto. Em vídeo de 26 de outubro, Flávio disse que nunca pensou em sair do país, que entregaria os passaportes e que a ordem era uma tentativa de intimidá-lo.
A cobertura de centro concentrou-se na cronologia, cruzando a fala de Eduardo com o pedido da Polícia Federal e registrando a negativa de Flávio. Também checou uma afirmação de Eduardo sobre o presidente Lula: ao contrário do que ele disse, Lula não se aposentou por invalidez após perder um dedo num acidente de trabalho. Um veículo de esquerda tratou o risco de fuga como real em sua manchete, mas o texto completo não estava disponível para análise. Até o momento, nenhum veículo de direita cobriu o caso; a defesa do senador aparece apenas nas próprias palavras de Flávio e de Eduardo, que atribuem a medida a perseguição de Moraes.
O que ainda não se sabe é se Flávio de fato deixou o Brasil. Autoridades argentinas afirmam não ter registrado a entrada dele por pontos oficiais de imigração. Um avião que voou de Buenos Aires para Puerto Iguazú não havia saído da cidade, segundo registros de monitoramento aéreo, e não há confirmação de que o senador estivesse a bordo. Também não se sabe quais medidas o Supremo tomará diante do descumprimento da ordem.

Agência Reuters diz que senador viajou os EUA. Em vídeo divulgado nesta segunda, Flávio disse que "nunca pensou" em sair do Brasil.
