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Uma sequência de pesquisas divulgadas no fim de junho de 2026 mostra Lula (PT) na liderança numérica da corrida presidencial, com Flávio Bolsonaro (PL) consolidado como principal adversário, mas com vários cenários de empate técnico no segundo turno. Os números variam por instituto e por estado, e a rejeição de ambos é alta.
Uma série de pesquisas de intenção de voto divulgadas no fim de junho de 2026 redesenhou a fotografia da corrida presidencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL, apontado como o principal nome da oposição após a inelegibilidade de Jair Bolsonaro. O quadro geral é de liderança numérica de Lula em vários cenários, combinada com empates técnicos no segundo turno e níveis de rejeição altos para os dois nomes.
Os números variam conforme o instituto e o recorte geográfico. Em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, a pesquisa DATATEMPO mediu Lula com 42,3% das intenções de voto no primeiro turno ampliado, contra 23,8% de Flávio, uma vantagem de 18,5 pontos. No plano nacional, o PoderData registrou empate técnico no segundo turno, com Lula em 46% e Flávio em 43%, diferença dentro da margem de erro de dois pontos. Já o instituto Gerp mostrou Lula à frente no primeiro turno, por 37% a 34%, mas Flávio numericamente à frente em uma simulação de segundo turno, por 41,5% a 40,2%, também em empate técnico. A rejeição é elevada para ambos: cerca de 50% dos eleitores afirmam que não votariam de jeito nenhum em Lula, e 48% dizem o mesmo sobre Flávio.
Veículos de esquerda, como a Revista Fórum e a CartaCapital, destacaram a recuperação e a consolidação da liderança de Lula, sobretudo em Minas Gerais, e vincularam o desgaste de Flávio ao chamado efeito Master, o episódio em que o senador teria pedido US$ 24 milhões ao Banco Master para financiar um filme biográfico sobre o pai. Para essa cobertura, o quadro sinaliza que a candidatura da direita perdeu força. A cobertura de centro, como a de portais regionais e da Itatiaia, relatou os mesmos dados de forma factual, com ficha técnica completa, paridade entre os candidatos e ênfase nos cenários de empate técnico e nos altos índices de rejeição dos dois lados.
Veículos de direita, como a Veja e a cobertura reproduzida pela NC News a partir da Gazeta do Povo, enfatizaram que, apesar da vantagem numérica de Lula, a disputa segue aberta e fortemente polarizada. Essa leitura destacou a desaprovação em torno de 50% ao governo, a rejeição recorde ao petista como teto para o seu crescimento, o fechamento do campo de direita em torno de Flávio na transferência de votos para o segundo turno e o novo desgaste do governo com a operação da Polícia Federal contra o então líder do governo no Senado, Jaques Wagner, que culminou na sua saída do cargo. Em Minas Gerais, a pesquisa IPAN/Panorama, contratada pelo PL, chegou a colocar Flávio à frente na estimulada de primeiro turno, por 33,06% a 31,94%.
No Tribunal Superior Eleitoral, uma representação do PL contra Lula e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, por declarações que associavam a família Bolsonaro a uma atuação contra o Pix, foi levada a plenário virtual, com a decisão monocrática do presidente da corte, Kassio Nunes Marques, submetida a referendo dos demais ministros.
O que ainda não se sabe é se a tendência de estabilização da liderança de Lula vai se confirmar nas próximas rodadas. A AtlasIntel, com margem de erro de apenas um ponto, prepara um novo levantamento para 30 de junho, o primeiro a medir integralmente os efeitos do caso Jaques Wagner. Resta saber se os empates técnicos no segundo turno representam um movimento consolidado ou apenas oscilações próprias do período pré-eleitoral, e como alianças partidárias e desempenho econômico vão pesar até outubro.
Todos os lados reconhecem que: Lula lidera numericamente vários cenários; Flávio Bolsonaro é o principal nome da oposição; a rejeição de ambos é alta (cerca de 50% para Lula, 48% para Flávio); a disputa segue polarizada e com empates técnicos no segundo turno.
Como cada lado cobriu
Veículos com viés à esquerda
Veículo de esquerda (Revista Fórum). Framing favorável a Lula: título destaca 'quase 20 pontos', subtítulo 'Quem ganha em Minas ganha no Brasil', vincula a queda de Flávio ao 'efeito Master'. Os dados são reportados, mas a seleção e a ênfase narrativa pendem para a leitura pró-petista.
Perspectivas omitidas
CartaCapital, veículo progressista. O corpo é informativo sobre a representação do PL no TSE, mas o box editorial ('A ameaça bolsonarista não foi derrotada', 'futuro democrático em jogo', 'forças conservadoras seguem ditando o ritmo') é abertamente engajado à esquerda. Framing pró-Lula evidente.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Nenhum veículo de centro cobriu esta história.
Veículos com viés à direita
Veja, veículo de centro-direita. A matéria é majoritariamente factual e agrega vários institutos, mas o enquadramento ('crise no PT', 'desgaste do senador', 'efeitos do caso Jaques Wagner', leitura via 'mercado político') tende à narrativa da oposição. Reconhece a recuperação de Lula, o que modera o viés.

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