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Uma sequência de pesquisas divulgadas no fim de junho de 2026 mostra Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) como os dois principais nomes da corrida presidencial, com cenários que variam entre vantagem confortável de Lula e empate técnico, dependendo do instituto e do recorte. PoderData e AtlasIntel apontam empates técnicos no segundo turno; o Gerp mostra Lula à frente no primeiro turno e Flávio numericamente na frente no segundo; o DataTempo dá ampla vantagem a Lula em Minas Gerais; o IPAN/Panorama, contratado pelo PL, coloca Flávio à frente em MG. A rejeição de ambos é alta (em torno de 48% a 50%).
A poucos meses do início oficial da campanha, uma sucessão de pesquisas divulgadas no fim de junho de 2026 desenha a corrida presidencial brasileira como uma disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), com cenários que oscilam entre vantagem confortável do petista e empate técnico, conforme o instituto e o recorte geográfico. O retrato consolidado é de polarização persistente, alta rejeição dos dois principais nomes e um campo de oposição ainda em reorganização após a inelegibilidade de Jair Bolsonaro.
Nos levantamentos nacionais, a fotografia varia. A pesquisa PoderData, feita entre 21 e 24 de junho com 2.400 eleitores, registra Lula com 46% contra 43% de Flávio no segundo turno, dentro da margem de erro de dois pontos, configurando empate técnico. O instituto Gerp, que ouviu 2.000 eleitores entre 15 e 20 de junho, mostra Lula numericamente à frente no primeiro turno (37% a 34%), mas com a ordem invertida no segundo turno simulado, quando Flávio chega a 41,5% e Lula a 40,2%, também em empate técnico. A rejeição é elevada para ambos: cerca de 50% para Lula e 48% para Flávio.
Em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, os números divergem entre institutos. A pesquisa DataTempo, realizada entre 12 e 15 de junho, dá ampla vantagem a Lula, com 42,3% contra 23,8% de Flávio no cenário amplo de primeiro turno. Já o levantamento IPAN/Panorama, contratado pelo Partido Liberal e divulgado em 24 de junho, coloca Flávio numericamente à frente na estimulada, com 33,06% contra 31,94% de Lula, em empate técnico. Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) aparecem como nomes competitivos, mas distantes dos dois primeiros.
A cobertura de centro relatou os dados com paridade, enfatizando que, em praticamente todos os cenários, a margem de erro impede falar em favorito consolidado, e que a eleição deve ser decidida nos detalhes, com alta rejeição e transferência desequilibrada de votos. Veículos de esquerda destacaram que Lula consolidou a recuperação eleitoral e abriu quase 20 pontos em Minas, atribuindo a queda de Flávio ao chamado "efeito Master", o desgaste após o vazamento de conversas em que o senador teria pedido US$ 24 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar um filme sobre o pai. Essa cobertura também leu a judicialização movida pelo PL no TSE, contra falas de Lula e do ministro Dario Durigan sobre o Pix, como tentativa de blindar a candidatura da oposição.
Veículos de direita enfatizaram que, apesar da liderança numérica de Lula, a rejeição ao presidente é a mais alta entre os candidatos e a desaprovação do governo gira em torno de 50%, fatores que limitam sua expansão no segundo turno. Esses veículos deram destaque à operação Compliance Zero da Polícia Federal contra Jaques Wagner, então líder do governo no Senado, no âmbito da investigação sobre o Banco Master, e à sua saída do cargo, abrindo espaço para a oposição estabelecer um paralelo entre o caso e os escândalos do campo governista.
O que ainda não se sabe é se a operação contra Jaques Wagner alterará o ambiente político medido até agora, já que parte das coletas ocorreu durante o desdobramento da investigação. Também permanece em aberto se a estabilização de Flávio se converterá em recuperação efetiva e se a união da direita em torno de seu nome, com a esperada transferência de votos de Zema, Caiado e Renan Santos, se concretizará. A pesquisa AtlasIntel, com amostra de 5.000 eleitores e divulgação prevista para 30 de junho, deve oferecer o primeiro retrato nacional após vários dias de repercussão do caso.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículo abertamente progressista; o corpo descreve o processo no TSE de forma factual, mas o material institucional anexo ("2026 já começou", "ameaça bolsonarista") usa vocabulário militante de defesa da democracia contra a extrema-direita, marcando viés de esquerda explícito.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
O título e a abertura ("Quem ganha em Minas ganha no Brasil") enfatizam a vantagem de Lula e contextualizam favoravelmente o petista; o quadro "Efeito Master" atribui a queda de Flávio ao escândalo do Banco Master. Os números são reportados com fidelidade, mas o enquadramento é claramente pró-Lula, típico de veículo de esquerda.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Nenhum veículo de centro cobriu esta história.
Veículos com viés à direita
Veículo de direita que, apesar de reconhecer a recuperação de Lula e citar vários institutos com paridade, enquadra a operação contra Jaques Wagner como possível paralelo ao caso Banco Master e enfatiza o desgaste do governo. A cobertura é informativa, mas a moldura sugere expectativa de reversão favorável à oposição.

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Levantamento que será divulgado em 30 de junho deve medir os primeiros efeitos políticos do caso Jaques Wagner

Segundo maior colégio eleitoral do país, desde a redemocratização que nenhum presidente eleito chega ao Palácio do Planalto sem vencer no estado
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