Lula diz que guerra “provocada pelos EUA” encarece comida no Brasil
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
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Em dois discursos no dia 13 de julho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva associou a guerra no Irã ao encarecimento de combustíveis e alimentos no Brasil e defendeu o fortalecimento da indústria nacional de defesa e da soberania sobre recursos estratégicos como petróleo e terras-raras.
A leitura provável de veículos de direita tende a questionar a intervenção estatal representada pelo imposto de exportação de petróleo e a contrastar o discurso de soberania de Lula com dados que mostram queda na fiscalização efetiva das fronteiras brasileiras.
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As três reportagens convergem que Lula, em dois eventos no dia 13/7, atribuiu a alta dos alimentos e combustíveis à guerra no Irã e defendeu o fortalecimento da indústria de defesa e a manutenção do imposto de exportação de petróleo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez, nesta segunda-feira (13/7), uma série de declarações sobre defesa nacional, energia e o impacto econômico da guerra no Oriente Médio. Em evento no Instituto Mauá de Tecnologia, em São Caetano do Sul, Lula afirmou que o conflito no Irã, que classificou como guerra 'provocada pelos Estados Unidos', encarece o combustível e, por consequência, alimentos como feijão, arroz, tomate e cebola no mercado brasileiro. Horas antes, em São José dos Campos, o presidente já havia defendido que o Brasil precisa estar altamente preparado para proteger sua soberania, suas fronteiras e riquezas como petróleo e terras-raras, mesmo reafirmando que o país não quer guerra.
A cobertura de centro relatou que Lula defendeu a manutenção do imposto de 12% sobre exportações de petróleo, instituído em março, como forma de subsidiar a gasolina no mercado interno e conter a alta provocada pela guerra. Segundo essa cobertura, cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo passam pelo estreito de Ormuz, no litoral iraniano, e uma nova ofensiva americana nesta segunda-feira fez os preços internacionais do petróleo dispararem novamente. As reportagens também registraram que o presidente defendeu a ampliação da mistura de biodiesel no diesel, de 15% para 17%, atendendo a pedido do setor de biocombustíveis, e criticou a resistência do governo de Donald Trump à agenda climática.
Em ambos os eventos, os relatos convergem sobre os números apresentados por Lula: o Brasil tem 16.800 km de fronteira seca e 5,7 milhões de km² de mar sob sua guarda, além da segunda maior reserva mundial de terras-raras. Uma das reportagens trouxe ainda um dado que contrasta com o discurso presidencial: um levantamento do próprio veículo mostrou queda de 35,5% nas operações de proteção de fronteira, batizadas de Ágata, nos três primeiros anos do governo Lula, em comparação ao mesmo período da gestão de Jair Bolsonaro.
Veículos de direita tendem a enfatizar o tom nacionalista do discurso sobre soberania e indústria de defesa, destacando a crítica de Lula aos Estados Unidos, a quem atribuiu a apropriação da invenção do avião de Santos Dumont, e o investimento em tecnologia militar e aeroespacial feito desde o primeiro mandato petista, ao mesmo tempo em que contrapõem esse discurso ao dado sobre a queda na fiscalização de fronteiras. Já a leitura provável de veículos de esquerda tende a valorizar o imposto sobre exportação de petróleo como instrumento de proteção do poder de compra da população mais pobre diante da alta internacional dos combustíveis, e a defender o investimento estatal em etanol e biocombustíveis como resposta soberana à dependência de petróleo controlada por potências estrangeiras.
Ainda não está claro se o imposto de exportação será renovado além dos 60 dias definidos pelo Gecex/Camex em 9 de julho, nem qual é o impacto efetivo da medida nos preços da gasolina ao consumidor final. Também não há, nas reportagens, uma avaliação independente sobre a real viabilidade comercial da turbina a etanol apresentada pelo governo, nem uma análise que separe o peso da guerra no Irã de outros fatores, como câmbio e clima, na alta dos alimentos.
Presidente defende fortalecimento da indústria de defesa para proteger fronteiras e terras-raras. Leia no Poder360.

Presidente disse também que constatou a fragilidade do Páis na indústria de defesa ainda no primeiro mandato e que, durante as gestões petistas foram feitos investimentos altos em tecnologia militar e aeroespacial

Presidente declarou que guerra tem reflexo na população e defendeu imposto de exportação do petróleo. Leia no Poder360.
