
Pesquisa Nexus/BTG aponta 51% de desaprovação a Lula e empate no 2º turno
3 veículos de esquerda · 2 veículos de centro · 3 veículos de direita
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A pesquisa do instituto Nexus contratada pelo banco BTG Pactual e divulgada em 31 de agosto de 2026 mostra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desaprovado por 51% dos entrevistados e aprovado por 46%. Na rodada anterior os índices eram de 49% e 48%, variações de dois pontos que ficam no limite da margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Na avaliação da gestão, 46% a consideram ruim ou péssima, 37% ótima ou boa e 18% regular. O mesmo levantamento testou a disputa presidencial de 2026: no primeiro turno, Lula tem 39% e o senador Flávio Bolsonaro, 33%, com o escritor Augusto Cury em terceiro, com 11%. Nos quatro cenários de segundo turno o presidente aparece numericamente à frente, com empate técnico diante de Flávio Bolsonaro e de Ronaldo Caiado.
Esquerda
Para a leitura da esquerda, o dado relevante da rodada não é a oscilação de dois pontos na avaliação do governo, que cabe inteira na margem de erro, e sim o fato de Luiz Inácio Lula da Silva liderar numericamente os quatro cenários de segundo turno testados, inclusive contra o senador Flávio Bolsonaro e o governador Ronaldo Caiado.
Centro
A pesquisa do instituto Nexus contratada pelo banco BTG Pactual e divulgada em 31 de agosto de 2026 mostra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desaprovado por 51% dos entrevistados e aprovado por 46%.
Direita
Na leitura da direita, o levantamento confirma o desgaste do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tenta a reeleição: pela primeira vez desde a rodada anterior a desaprovação chega a 51% e a aprovação recua a 46%, com 46% dos entrevistados classificando a gestão como ruim ou péssima contra 37% que a consideram ótima ou boa.
8 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
A apuração é detalhada e numericamente correta, mas a seleção do que entra e do que fica de fora orienta a leitura: repete que o presidente aparece numericamente à frente em todos os quatro segundos turnos, abre espaço para recortes em que ele lidera (mulheres, renda até um salário mínimo, Nordeste) e cala sobre a avaliação negativa da gestão divulgada no mesmo levantamento.
Perspectivas omitidas
Organiza a matéria em torno da liderança do presidente em todos os cenários e da ascensão de Augusto Cury, com formulações interpretativas do próprio texto, como a de que o resultado consolida um novo personagem da corrida. Destaca ainda a ausência de simulação entre o presidente e o escritor, leitura que reforça o enquadramento favorável ao governo.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
O texto se limita a expor os números de aprovação, desaprovação e avaliação da gestão, sempre com o comparativo da rodada anterior e a ressalva de que a oscilação de dois pontos está no limite da margem de erro. Vocabulário neutro e bloco de metodologia completo, com protocolo BR-08900/2026 e contratante identificado.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Escolhe o enquadramento da reprovação majoritária desde o título e reforça o contexto de desgaste ao lembrar que faltam quatro meses para o fim do terceiro mandato e que o presidente é candidato à reeleição. Os números estão corretos, mas o recorte apaga os cenários eleitorais favoráveis e trata a oscilação de dois pontos como movimento consolidado.
A pesquisa do instituto Nexus contratada pelo BTG Pactual, divulgada em 31 de agosto de 2026, traz dois retratos que convivem: 51% desaprovam o governo Lula, e ao mesmo tempo o presidente lidera o primeiro turno com 39% contra 33% de Flávio Bolsonaro. Esta análise compara como veículos de esquerda, de centro e de direita escolheram números diferentes do mesmo levantamento.
A pesquisa do instituto Nexus, contratada pelo banco BTG Pactual e divulgada em 31 de agosto de 2026, mostra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desaprovado por 51% dos entrevistados e aprovado por 46%. Na rodada anterior, a desaprovação estava em 49% e a aprovação, em 48%. As duas variações, de dois pontos cada, ficam no limite da margem de erro do levantamento, de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Na avaliação da gestão, 46% consideram o governo ruim ou péssimo, 37% dizem que é ótimo ou bom e 18% o classificam como regular.
A cobertura de centro concentrou-se na metodologia e no comparativo entre rodadas. O levantamento ouviu 2.005 eleitores por telefone entre os dias 28 e 30 de agosto, em todas as 27 unidades da Federação, com nível de confiança de 95%, e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-08900/2026. Essa parte da cobertura informou ainda que o estudo custou R$ 164.888,89, pago pelo BTG Pactual, e reproduziu os índices de rejeição: 50% dos entrevistados afirmam que não votariam no senador Flávio Bolsonaro e 49% dizem o mesmo sobre Lula.
Na simulação de primeiro turno, o presidente aparece com 39% e Flávio Bolsonaro com 33%. O escritor Augusto Cury, do Avante, salta de 2% na rodada de 24 de agosto para 11% e assume isolado a terceira posição, à frente de Ronaldo Caiado, com 5%, de Renan Santos, com 3%, e de Romeu Zema, com 1%. Num cenário alternativo com Pablo Marçal, Lula tem 37% e Flávio Bolsonaro, 31%. Nos quatro confrontos de segundo turno testados, o presidente aparece numericamente à frente: 46% a 45% diante de Flávio Bolsonaro, 45% a 44% contra Caiado, 46% a 41% contra Zema e 47% a 38% contra Renan Santos. Nos dois primeiros, a diferença cabe na margem de erro e configura empate técnico.
Veículos de esquerda destacaram exatamente essa liderança numérica em todos os confrontos e trataram o crescimento de Augusto Cury como sinal de um eleitorado disposto a procurar alternativa fora da polarização. Essa cobertura sublinhou que o instituto não testou um segundo turno entre o presidente e o escritor e deu relevo aos recortes do eleitorado em que Lula tem vantagem: 53% a 38% entre mulheres, 65% a 27% nas famílias com renda de até um salário mínimo e 59% a 35% no Nordeste. Nesse enquadramento, a oscilação de dois pontos na avaliação do governo aparece como ruído estatístico, e os índices de desaprovação não foram apresentados.
Veículos de direita partiram do outro extremo do mesmo levantamento. Abriram a cobertura pela reprovação majoritária, lembraram que o presidente é candidato à reeleição e apontaram que a avaliação negativa da gestão subiu na comparação com a semana anterior. Nessa leitura, o dado central é a maioria que desaprova, e não a vantagem de um ponto na simulação de segundo turno. Outra parte dessa cobertura concentrou-se no estreitamento da disputa, mostrando que Ronaldo Caiado reduziu de quatro para um ponto a distância para Lula em sete dias, e nos recortes favoráveis à oposição: Flávio Bolsonaro lidera entre homens por 53% a 40%, entre evangélicos por 58% a 35%, no Sul por 62% a 32% e nas famílias com mais de cinco salários mínimos por 54% a 37%.
O que separa as coberturas, portanto, não são os números, idênticos em todas elas, e sim a escolha de qual bloco da pesquisa vira manchete: a avaliação do governo ou a simulação eleitoral. Os textos que trouxeram os dois blocos lado a lado, sem hierarquizá-los, foram os que mais se aproximaram do conjunto do levantamento.
O que ainda não se sabe é se o avanço de Augusto Cury se sustenta ou se é oscilação de uma única rodada, já que nenhuma das matérias apresenta série histórica além das duas últimas semanas. Também não há simulação de segundo turno entre o presidente e o escritor, nem explicação, no material divulgado, para a migração de dois pontos entre aprovação e desaprovação: as reportagens não trazem os motivos declarados pelos entrevistados. Fica igualmente em aberto como esses resultados se comportam diante de levantamentos de outros institutos no mesmo período, comparação que nenhuma das coberturas faz.
Todos os lados reproduzem os mesmos números da rodada: 2.005 entrevistas por telefone entre 28 e 30 de agosto, margem de erro de dois pontos, Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 33% no primeiro turno e diferença de um ponto entre os dois no segundo turno, o que caracteriza empate técnico. Ninguém contesta a metodologia nem o registro do levantamento no Tribunal Superior Eleitoral.

Levantamento trará cenários de primeiro e segundo turnos, além de medir rejeição, firmeza do voto e alcance do horário eleitoral na reta final da campanha

No primeiro, o presidente tem 38% das intenções de voto contra 33% de Flávio Bolsonaro, o segundo colocado
Foram ouvidos 2.005 eleitores entre os dias 28 e 30 de agosto; a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos

A nova pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (31), mostra uma disputa no limite em um eventual segundo turno presidencial entre o presidente Luiz

Em relação à última sondagem, o índice de reprovação do presidente subiu 2 pontos porcentuais

Lula aparece com 46% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 45%, diferença de 1 ponto percentual

Presidente aparece com 39% no primeiro turno, contra 33% de Flávio Bolsonaro; Augusto Cury alcança dois dígitos e surge como novidade da disputa

Pesquisa também mostra que 46% dos entrevistados consideram a gestão petista como "ruim/péssima". Leia no Poder360.
É o texto mais completo do conjunto em termos de transparência: apresenta aprovação, desaprovação, avaliação da gestão, os dois cenários de primeiro turno, o segundo turno, a rejeição dos dois principais nomes, o custo de R$ 164.888,89 e o contratante. Linguagem estritamente descritiva, sem adjetivo valorativo.
Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Texto descritivo, sem adjetivação, que compara rodada a rodada e explicita quando a variação cabe na margem de erro. O fechamento traz uma frase solta sobre diferença de 9,7 pontos percentuais que não se conecta a nenhum cenário apresentado, o que sugere resíduo de edição e prejudica a clareza, sem configurar enquadramento ideológico.
Perspectivas omitidas



