Lula lança Carta para as Famílias Evangélicas Brasileiras no segundo turno
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
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A cobertura de esquerda enquadra a carta como defesa das famílias com ações concretas, como o fim das bets e da escala 6x1, num segundo turno apertado em que o voto evangélico é decisivo e historicamente resistente ao PT.
A cobertura de direita destaca o aceno religioso de um candidato em segundo turno apertado, ressaltando a instrumentalização da pauta 6x1 na campanha e o fato de a carta não citar o adversário.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou a Carta para as Famílias Evangélicas Brasileiras, em que cita o fim das bets e da escala 6x1, num segundo turno disputado voto a voto contra Flávio Bolsonaro. Compare como cada lado cobriu.
O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, lançou nesta quarta-feira, 14 de outubro, a Carta para as Famílias Evangélicas Brasileiras. O documento chega a 12 dias do segundo turno da eleição presidencial, em que ele enfrenta o senador Flávio Bolsonaro, do PL. Na carta, Lula pede apoio a um quarto mandato e afirma ter chegado à Presidência com proteção divina, orientado por um propósito e missão.
O texto é cheio de expressões religiosas e usa a palavra família 13 vezes. Lula lembra da mãe, Dona Lindu, que criou oito filhos com dificuldades, e diz que, sem a boa mão de Deus, não teria saído vivo das batalhas que enfrentou. Afirma não ser evangélico, mas ter total respeito por quem é, como por todas as religiões. Segundo ele, o ponto em comum é o compromisso de cuidar das famílias, porque somente lares fortes produzem uma nação forte.
A carta cita a proibição das apostas online, as bets, que, segundo o presidente, estão destruindo os lares. Também cita o combate à violência e ao crime organizado. E defende o fim da escala 6x1: para o povo evangélico, escreve Lula, dois dias de descanso garantem mais tempo para estar na igreja, em comunhão e adoração. A Proposta de Emenda à Constituição que prevê o fim dessa jornada entra em votação no Senado no mesmo dia. Lula diz ainda que jamais poderão acusá-lo de apoiar políticas que fecham templos. Ao final, convida os evangélicos a pedirem discernimento a Deus na escolha.
Além da carta, a campanha lançou o canal de WhatsApp Cristãos com Lula 13. Em vídeo divulgado na terça-feira, o vice Geraldo Alckmin, católico, aparece ao lado do ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, evangélico, para chamar o público ao canal. Nesta quarta-feira também começa a caravana Cristãos pela Democracia, com atos em vários pontos do país.
A cobertura de centro relatou o contexto eleitoral. Pesquisa PoderData divulgada na terça-feira aponta 49% dos votos válidos para Lula e 51% para Flávio Bolsonaro, o que torna o eleitorado evangélico ainda mais decisivo. Esse grupo, hoje com 31% da população acima de 16 anos, favoreceu Jair Bolsonaro em 2018, por 70 a 30 contra Fernando Haddad, e repetiu o padrão em 2022, enquanto Lula passou a vencer entre os católicos por cerca de 60 a 40. A cobertura registra ainda que a carta não cita o nome de Flávio Bolsonaro.
Veículos de esquerda destacaram a defesa das famílias com ações concretas, como o fim das bets e da escala 6x1, e a expectativa da campanha de reduzir a resistência do segmento. Já veículos de direita enfatizaram o caráter de movimento eleitoral do aceno, a ligação entre a pauta trabalhista e o tempo na igreja e a estratégia de abrir frentes de diálogo com segmentos religiosos cristãos, além de apontar que o adversário não é citado.
O que ainda não se sabe: qual será o resultado da votação da PEC no Senado, como lideranças evangélicas receberão a carta e qual será a resposta da campanha de Flávio Bolsonaro. As fontes também não detalham o alcance do canal de WhatsApp nem o efeito esperado da caravana sobre as intenções de voto.
O presidente ainda afirmou que chegou onde está com 'proteção divina', orientado por um propósito e missão

Campanha do PT também lança canal de WhatsApp ‘Cristãos com Lula 13’, que pretende atingir católicos e outros segmentos religiosos; Alckmin anuncia iniciativa ao lado de Messias
