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Dois levantamentos divulgados no início de agosto de 2026 mostram disputa apertada pela Presidência entre Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL. Em pesquisa online com 5.000 entrevistados, feita entre 3 e 7 de agosto, o presidente tem 44% no primeiro turno contra 40% do senador, e os dois empatam com 46% na simulação de segundo turno. Outro instituto, com 2.004 entrevistas presenciais entre 31 de julho e 3 de agosto, mostra o mapa regional dividido: Lula lidera no Nordeste, Flávio no Sul, e há empate técnico no Sudeste e no bloco Centro-Oeste e Norte.
Duas pesquisas de intenção de voto divulgadas no início de agosto de 2026 desenharam o mesmo quadro para a corrida presidencial brasileira: uma disputa apertada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL. No levantamento feito por questionário online, o presidente aparece com 44% das intenções de voto no primeiro turno, contra 40% do senador. Pela margem de erro de três pontos percentuais, a vantagem pode variar de 1 a 8 pontos. Na simulação de segundo turno entre os dois, ambos empatam com 46%, e outros 8% dizem que votariam em branco, anulariam o voto, não votariam ou não sabem em quem votar.
No cenário de primeiro turno, o terceiro lugar é de Renan Santos, do Missão, com 10%, seguido por Ronaldo Caiado, do PSD, com 2%, e por Romeu Zema, do Novo, e Samara Martins, da UP, com 1% cada. Em uma segunda simulação, com lista menor de nomes, o presidente chega a 46%, o senador permanece com 40% e o terceiro colocado mantém os 10%. A pesquisa ouviu 5.000 pessoas entre 3 e 7 de agosto e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06596/2026.
O segundo levantamento, contratado por um banco e feito por entrevistas presenciais, ouviu 2.004 eleitores entre 31 de julho e 3 de agosto, tem margem de erro de dois pontos percentuais e registro BR-06591/2026 no tribunal. Seu recorte regional mostra um país partido ao meio. No Nordeste, o presidente soma 64% das intenções contra 25% do senador. No Sul, o senador lidera com 56% contra 29%. No Sudeste, o senador marca 40% e o presidente 38%, empate técnico. No bloco que soma Centro-Oeste e Norte, são 44% a 40% para o senador, também dentro da margem de erro.
Há convergência entre todas as matérias reunidas em três pontos. O primeiro é a existência de um empate técnico no segundo turno. O segundo é a avaliação negativa do governo: 55% desaprovam a maneira como o presidente conduz o trabalho e 45% aprovam, com 54% classificando a gestão como ruim ou péssima. O terceiro é a rejeição alta e simétrica dos dois principais nomes, de 52% e 51%.
A cobertura de centro concentrou-se na descrição dos números e nas ressalvas de método. Um dos textos detalhou os percentuais por região, o volume de indecisos e de eleitores que dizem que não votarão, além do desenho da amostra presencial. Outro registrou os confrontos alternativos de segundo turno, em que o presidente tem margens mais folgadas contra os demais nomes testados, e reproduziu a ponderação do próprio instituto de que a coleta digital pode ter favorecido o terceiro colocado, cuja base de eleitores é bastante ativa nesse ambiente.
Veículos de direita enfatizaram o desgaste do governo e o contexto político em torno das investigações que envolvem o filho do presidente e o ex-chefe de gabinete que deixou a campanha após admitir um empréstimo de uma empresária investigada. A própria reportagem registrou que a pesquisa não fez pergunta alguma sobre esses episódios e que, portanto, os dados não permitem concluir se o caso já afeta a intenção de voto. Essa cobertura também deu relevo à percepção econômica retrospectiva, com 50% dizendo que a situação do país piorou nos últimos 12 meses, contra 34% que viram melhora. No conjunto de matérias reunidas neste agrupamento não há cobertura de veículos de esquerda, de modo que nenhum enquadramento é atribuído a esse lado.
O que ainda não se sabe é considerável. Nenhum dos levantamentos mediu o efeito eleitoral das investigações que atingem o entorno do presidente, ainda que o período de campo coincida com a repercussão do caso. Não há, no material disponível, comparação com rodadas anteriores dos mesmos institutos, o que impediria dizer se os percentuais subiram ou caíram. As margens de erro por região e por faixa etária, maiores que a margem do total da amostra, não foram informadas. E permanece em aberto o peso do método: a pesquisa online usou amostra não probabilística, recrutada por anúncios em redes sociais e ponderada depois por critérios demográficos, geográficos, socioeconômicos e pelo voto no segundo turno de 2022, com o próprio instituto alertando que a margem de erro cobre a variabilidade amostral, mas não outras fontes de erro do recrutamento.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Texto estritamente descritivo: enumera os percentuais de cada região, os indecisos e os que não votarão, e fecha com o bloco de metodologia (2.004 entrevistas presenciais, margem de dois pontos, intervalo de confiança de 95%, contratante e protocolo no TSE). Não há vocabulário valorativo nem enquadramento favorável a qualquer dos candidatos.
Perspectivas omitidas
Relato factual dos cenários de primeiro e segundo turno, dos confrontos alternativos, das rejeições e da avaliação do governo, com paridade entre os dois principais nomes (rejeição de 52% e 51%). O trecho mais interpretativo é a ressalva, atribuída ao próprio instituto, de que o método digital pode ter favorecido o terceiro colocado, o que é ponderação metodológica e não enquadramento ideológico.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O grosso do texto é factual e metodologicamente transparente (amostra não probabilística, ponderação, limites da margem de erro). O enquadramento, porém, dedica dois parágrafos ao 'fator Lulinha', às investigações sobre o filho do presidente e ao empréstimo do ex-chefe de gabinete, temas que a própria matéria admite não terem sido perguntados na pesquisa. Essa escolha de contexto, somada ao destaque para os 55% de desaprovação e para a percepção negativa da economia, produz uma leitura de accountability sobre o governo típica do enquadramento de direita.

Levantamento mostra petista e bolsonarista tecnicamente empatados em um eventual segundo turno

Foram ouvidos 2.004 eleitores, entre os dias 31 de julho e 3 de agosto; margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos

Na primeira etapa, presidente tem 44%, contra 40% para senador do PL e 10% de Renan Santos
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Perspectivas omitidas



