Marina Silva oficializa pré-candidatura ao Senado por São Paulo
Relato de fonte única, atribuído a InfoMoney. Esta cobertura não compara posições do espectro político.

Resumo da cobertura
A base de Lula em São Paulo definiu suas pré-candidaturas para 2026. Após reunião com o presidente Lula, o vice Geraldo Alckmin e os ex-ministros Fernando Haddad, Marina Silva, Simone Tebet e Márcio França, ficou acertado que Marina (Rede) e Tebet (PSB) disputarão as duas vagas ao Senado por São Paulo, enquanto Márcio França (PSB) será o vice na chapa de Haddad ao governo estadual. Marina oficializou sua pré-candidatura em evento na capital paulista e classificou a chapa como fruto de consenso do campo progressista.
A base do presidente Lula em São Paulo definiu suas principais pré-candidaturas para a eleição de 2026. Após uma reunião realizada em 24 de junho, que reuniu Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ex-ministros Fernando Haddad, Marina Silva, Simone Tebet e Márcio França, ficou acertado que Marina, da Rede, e Tebet, do PSB, disputarão as duas vagas ao Senado pelo estado. Na mesma articulação, Márcio França, do PSB, foi confirmado como vice na chapa de Haddad ao governo paulista, encerrando a indefinição que pairava sobre a composição da candidatura ao Palácio dos Bandeirantes.
Marina Silva oficializou sua pré-candidatura em um evento na capital paulista, no dia 25 de junho. A ex-ministra do Meio Ambiente agradeceu a confiança de Haddad e descreveu as escolhas como fruto daquilo que chamou de consenso progressivo. Em seu discurso, recordou a trajetória ao lado de Márcio França na Esplanada dos Ministérios e na campanha presidencial de Eduardo Campos, em 2014, e afirmou ter gratidão por São Paulo, estado onde diz ter sido tratada de graves doenças.
Veículos de centro, como a Itatiaia e o InfoMoney, relataram os fatos de forma factual: a definição das vagas, a resistência inicial de Márcio França, que preferia disputar o Senado ou o próprio governo, e o veto do PT à candidatura própria do ex-ministro. O argumento petista, segundo a cobertura, é que França tenderia a atrair eleitores do próprio Haddad, e não do atual governador e adversário Tarcísio de Freitas, do Republicanos. A movimentação ganhou força após a desistência de Paulo Serra, do PSDB, e de Kim Kataguiri, da Missão, de concorrer ao governo paulista.
A cobertura à esquerda enfatizou a dimensão simbólica do arranjo. Destacou a apresentação de duas mulheres com perfis distintos, descritas por Marina como uma branca e uma negra, uma do agro e outra da floresta amazônica, num momento em que, segundo a candidata, São Paulo registrou alta de cerca de 35% nos feminicídios desde 2022. Nesse enquadramento, a chapa progressista aparece como resposta à polarização e como projeto de transformação social a partir do estado.
Já veículos mais à direita tendem a ler a definição como uma operação conduzida de cima para baixo por Lula e pelo PT, voltada a acomodar aliados e a maximizar votos contra Tarcísio. Sob essa ótica, a crítica de Marina ao governo estadual é vista como peça de campanha, e a escolha dos ex-ministros do governo Lula reforça a imagem de uma chapa de aliados do Planalto.
Em paralelo, o calendário de convenções para a disputa presidencial começou a se desenhar. O PSD marcou para 26 de julho, em São Paulo, a convenção que deve oficializar a candidatura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado à Presidência, com o nome do vice ainda em aberto e resistências internas à indicação de Gilberto Kassab. A convenção do PL de Flávio Bolsonaro está prevista para um dia antes, em 25 de julho, e o PT deve relançar a reeleição de Lula em 1 de agosto.
O que ainda não se sabe é como o governo Tarcísio de Freitas responderá às críticas sobre os índices de feminicídio, qual será o vice da chapa de Caiado e se o arranjo da base de Lula em São Paulo se manterá estável até a oficialização nas convenções partidárias.
Briefing
O que importa para você
- Define o arranjo do campo de Lula em SP, o maior colégio eleitoral do país, para 2026.
- Marca o início do calendário de convenções: PL (25/07), PSD com Caiado (26/07) e PT com Lula (01/08).
- França foi vetado de candidatura própria por temor do PT de perder votos para Haddad.
Onde os lados divergem
- Esquerda enfatiza o valor simbólico de duas candidaturas femininas e a pauta de combate ao feminicídio.
- Direita lê a definição como cálculo eleitoral de Lula e do PT para reforçar Haddad e barrar Tarcísio.
- A crítica de Marina ao governo estadual é vista como denúncia legítima à esquerda e como retórica de campanha à direita.
Onde os lados concordam
Todas as coberturas registram os mesmos fatos centrais: Marina Silva e Simone Tebet serão pré-candidatas ao Senado por SP, Márcio França será vice de Haddad ao governo, e a decisão saiu da articulação da base de Lula em 24 de junho.
O que ainda está incerto
- Resposta do governo Tarcísio às críticas sobre feminicídios.
- Quem será o vice na chapa de Caiado à Presidência.
- Se o arranjo da base de Lula em SP se manterá até a oficialização nas convenções.
Fontes

Definição de candidaturas em São Paulo encerra incerteza e disputa interna entre aliados do governo Lula no cenário paulista



