Milei anuncia viagem ao Brasil para apoiar candidatura de Flávio Bolsonaro
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Javier Milei confirmou viagem ao Brasil em 25 de julho para participar do evento que deve lançar a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, com uma passagem por Brasília para tentar visitar Jair Bolsonaro, sujeita a autorização do STF.
Veículos de esquerda descrevem a viagem de Milei como um ato de interferência eleitoral de um chefe de Estado estrangeiro em apoio a um candidato de direita, associando o gesto a críticas do governo brasileiro e ao histórico de condenação de Jair Bolsonaro pelo STF.
Veículos de direita enquadram a viagem de Milei como parte de uma 'onda azul' conservadora na América do Sul, celebrando o alinhamento ideológico entre o argentino e a família Bolsonaro em defesa da liberdade econômica.
10 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
A visita ocorre em 25 de julho, data da convenção do PL que deve oficializar a candidatura de Flávio Bolsonaro; a visita a Jair Bolsonaro depende de autorização do ministro Alexandre de Moraes, do STF; Milei segue depois para posses de presidentes de direita no Peru (28/7) e na Colômbia (7/8).
Veículos de direita enfatizam a 'onda azul' conservadora na América do Sul como sinal positivo de mudança política; veículos de centro relatam o fato com contexto histórico da relação Milei-Lula; veículos de esquerda enquadram a visita como 'interferência eleitoral' e destacam a reação de Boulos, que chamou Milei de 'imbecil'.
Todos os lados reconhecem que Milei confirmou viagem ao Brasil em 25 de julho para apoiar Flávio Bolsonaro na convenção do PL, com parada em Brasília para tentar visitar Jair Bolsonaro (sujeita a autorização do STF), e que não há encontro previsto com Lula.
Não está confirmado se o STF autorizará a visita de Milei a Jair Bolsonaro, nem se a Casa Rosada confirmará eventual encontro de Milei com o presidente do Equador, Daniel Noboa, durante a turnê.
O presidente da Argentina, Javier Milei, confirmou nesta sexta-feira (10) que viajará ao Brasil no dia 25 de julho para participar do evento que deve oficializar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. O anúncio foi feito em entrevista à rádio argentina Now 97.9. Segundo Milei, além de participar da convenção nacional do PL em São Paulo, ele pretende passar por Brasília para tentar visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após condenação do Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento na trama golpista. Essa visita, no entanto, depende de autorização do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF.
A cobertura de centro, publicada por veículos como Folha de S.Paulo, Correio Braziliense e Band, relatou o anúncio de forma factual, destacando que a viagem dá sequência a um encontro anterior entre os dois líderes, ocorrido no fim de junho na residência oficial de Olivos, em Buenos Aires. Esses veículos também frisaram que o roteiro de Milei não prevê encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com quem o argentino mantém relação de atritos desde a campanha presidencial de 2023, quando chamou o petista de "corrupto". Depois da passagem pelo Brasil, Milei seguirá para o Peru, onde participa da posse da presidente eleita Keiko Fujimori em 28 de julho, e para a Colômbia, onde acompanha a posse do presidente eleito Abelardo de la Espriella em 7 de agosto.
Veículos de direita, como a Revista Oeste, enquadraram a viagem como parte de uma "onda azul" conservadora que avança pela América do Sul, citando a vitória de Fujimori e Espriella sobre candidatos de esquerda em seus países e destacando o alinhamento ideológico entre Milei e a família Bolsonaro em torno da defesa da liberdade econômica e da propriedade privada.
Já veículos de esquerda, como CartaCapital, Revista Fórum e Diário do Centro do Mundo, descreveram a agenda de Milei como um caso de "interferência eleitoral" e "diplomacia paralela" em apoio a um candidato de direita. Essa cobertura deu destaque à reação do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), que chamou Milei de "imbecil" em publicação nas redes sociais, classificando-o como "o presidente mais rejeitado da América Latina". Parte dessa cobertura também lembrou que Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF por tentativa de golpe de Estado, contexto retomado sempre que o ex-presidente é mencionado.
Ainda dentro do noticiário sobre a pré-campanha de Flávio Bolsonaro, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, também pré-candidato à Presidência, voltou a criticar publicamente o senador do PL, afirmando que aliados como o União Brasil e o Progressistas estariam se afastando de sua candidatura.
O que ainda não se sabe é se o STF autorizará a visita de Milei a Jair Bolsonaro em Brasília, e a Casa Rosada tampouco confirmou se o presidente argentino de fato se reunirá com o presidente do Equador, Daniel Noboa, durante a turnê pela região.

Boulos criticou visita de Milei ao Brasil para apoiar Flávio Bolsonaro e acusou o argentino de tentar interferir na eleição.

Além da presença no evento do PL, o argentino também disse que pretende fazer uma passagem por Brasília para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro

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Segundo o presidente argentino, a visita a São Paulo acontecerá em 25 de julho durante o evento partidário que deverá oficializar a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência

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