Milei nomeia novo chefe de Gabinete depois de antecessor renunciar em meio a escândalo
2 veículos de centro · 2 veículos de direita

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
2 veículos de centro · 2 veículos de direita

O presidente da Argentina, Javier Milei, nomeou Diego Santilli, então ministro do Interior, como novo chefe de gabinete, em substituição a Manuel Adorni, que renunciou no sábado 27 em meio a uma investigação judicial por enriquecimento ilícito. Adorni admitiu ter omitido cerca de US$ 500 mil em suas declarações de bens e atribuiu os valores a economias e investimentos em criptomoedas, versão que contradiz fala anterior ao Congresso. A posse de Santilli está marcada para terça-feira.
Diante de um escândalo que ameaçava a imagem de seu governo, Javier Milei agiu para preservar a estabilidade institucional ao nomear Diego Santilli, político experiente e mais voltado ao consenso, como novo chefe de gabinete.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Apelo emocional nesta matéria: 15/100.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Todos os lados confirmam os fatos centrais: Adorni renunciou em meio à investigação por enriquecimento ilícito após admitir omissão de cerca de US$ 500 mil, e Santilli assumirá a chefia de gabinete com posse marcada para terça-feira.
O presidente da Argentina, Javier Milei, nomeou neste domingo, 28 de junho de 2026, o então ministro do Interior, Diego Santilli, como novo chefe de gabinete de seu governo. A escolha veio um dia depois de Manuel Adorni renunciar ao cargo, em meio a uma investigação judicial por suposto enriquecimento ilícito. Segundo o anúncio feito por Milei nas redes sociais, ao lado da irmã e secretária-geral da Presidência, Karina Milei, a posse de Santilli está marcada para a terça-feira. Ele será o quarto chefe de gabinete do presidente desde que o ultraliberal chegou ao poder, em dezembro de 2023.
A cobertura de centro relatou os fatos com sobriedade: Adorni, de 46 anos, admitiu ter omitido cerca de US$ 500 mil em suas declarações de bens, valores que atribuiu a economias e investimentos em criptomoedas feitos entre 2014 e 2018. Essa explicação contradiz declaração anterior do próprio Adorni ao Congresso, em abril, quando sustentou que nunca houve qualquer ocultação de patrimônio. A investigação apura ainda a compra de dois imóveis, uma viagem em família às ilhas caribenhas de Aruba e outros gastos considerados incompatíveis com a renda do ex-ministro. Uma pesquisa do Centro de Estudos de Opinião Pública apontou que 78% dos argentinos achavam que ele deveria renunciar.
Veículos de direita enfatizaram o perfil do novo chefe de gabinete e a continuidade do projeto de reformas. Destacaram que Santilli, de 59 anos, tem longa trajetória política, passou pelo peronismo antes de se filiar ao PRO e ocupou cargos no governo da cidade de Buenos Aires, além de mandatos como senador e deputado. Diferentemente de Adorni, descrito como confrontador e pouco negociador, Santilli é apresentado como um nome de consenso, capaz de articular com governadores e bancadas aliadas. Nessa leitura, Milei, embora tenha defendido a presunção de inocência de Adorni e criticado o que classificou como assédio midiático, aceitou a renúncia para preservar a estabilidade e destravar as reformas estruturais.
Veículos de esquerda, por sua vez, leram o episódio como contraste entre o discurso e a prática. Recordaram que Milei venceu as eleições de 2023 atacando a 'casta' política e prometendo combater a corrupção, mas sustentou por mais de três meses um auxiliar acusado de gastos suntuosos e omissão patrimonial, mesmo diante de ampla rejeição popular. Nessa cobertura, a blindagem prolongada e a troca por um quadro ligado ao establishment do PRO evidenciam acomodação com a velha política que o presidente dizia combater.
O que ainda não se sabe é o desfecho da investigação judicial sobre a origem do patrimônio de Adorni, que segue em curso na Justiça argentina. Também não está claro até que ponto o desgaste atingirá a base de apoio de Milei nem como Santilli conduzirá a relação com o Congresso a partir da posse.
Manuel Adorni é investigado por enriquecimento ilícito, omissão de patrimônio e movimentações com criptomoedas

Diego Santilli atuava como ministro do Interior e tomará posse na terça. Seu antecessor, Manuel Adorni, renunciou no sábado após ser acusado de ocultação de patrimônio e enriquecimento ilícito.

Manuel Adorni deixou o cargo no sábado 27 em meio a uma investigação judicial por corrupção

