
Mortes no trânsito por uso de álcool crescem no Brasil desde a pandemia
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Levantamento do Cisa (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool), divulgado no Dia Nacional da Lei Seca, mostra que a taxa de mortes no trânsito associadas ao álcool voltou a crescer no Brasil após a pandemia, atingindo 6,2 óbitos por 100 mil habitantes em 2024, a maior desde 2016. Em números absolutos, foram 13.075 mortes em 2024, alta de 6,2% sobre 2023, ainda abaixo das 15 mil de 2010. Especialistas apontam o aumento de 20% na frota de motos desde 2019 como hipótese para a reversão da queda.
Esquerda
O Dia Nacional da Lei Seca expõe um problema de saúde pública que exige resposta coletiva do Estado: as mortes no trânsito por álcool voltaram a crescer depois da pandemia, atingindo sobretudo homens jovens e trabalhadores vulneráveis, como entregadores de aplicativo expostos no trânsito.
Centro
Levantamento do Cisa (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool), divulgado no Dia Nacional da Lei Seca, mostra que a taxa de mortes no trânsito associadas ao álcool voltou a crescer no Brasil após a pandemia, atingindo 6,2 óbitos por 100 mil habitantes em 2024, a maior desde 2016.
Direita
Sem cobertura neste espectro.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Apesar de o publisher (Agência Brasil) ter perfil LEFT, o texto é predominantemente factual: cita o estudo do Cisa, traz a entrevista da coordenadora e discute fiscalização, prevenção e campanhas. O enquadramento do título enfatiza a queda histórica, mas o corpo reconhece a perda de fôlego pós-pandemia. Cobertura de centro com leve ênfase no papel das políticas públicas de prevenção.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Texto factual, ancorado em levantamento do Cisa e dados do DataSUS, com múltiplas fontes nomeadas (socióloga do Cisa, diretor da Abramet, Senatran, Detran-SP). Apresenta o caso fatal de Oswaldo Cruz e o quadro de penalidades sem juízo de valor. Enquadramento neutro de centro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
As mortes no trânsito relacionadas ao consumo de álcool voltaram a crescer no Brasil depois da pandemia, segundo levantamento do Cisa (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool) divulgado no Dia Nacional da Lei Seca. Em 2024, dado mais recente, o país registrou 6,2 óbitos por 100 mil habitantes em acidentes que tiveram o álcool como causa, a maior taxa desde 2016. Em números absolutos, foram 13.075 mortes, alta de 6,2% em relação a 2023. Os dados vêm de ocorrências registradas no DataSUS, que reúne informações dos sistemas de saúde do país.
O estudo expõe uma reversão de tendência. A cobertura de centro relatou que, após cinco anos de queda, o indicador voltou a subir a partir de 2020, quando foram registradas 11.600 mortes. Olhando o período mais longo, de 2010 a 2024, a mortalidade associada ao álcool caiu 19,5%, saindo de cerca de 15 mil óbitos para os atuais 13.075. A Lei Seca, que instituiu tolerância zero de álcool para quem dirige, foi sancionada em 2006 e completou 18 anos.
Há pontos em que toda a cobertura converge. A frota de motocicletas cresceu cerca de 20% desde 2019, saltando de 23,6 milhões para 28,3 milhões de unidades, segundo a Senatran, e essa expansão é apontada como hipótese central para o aumento das mortes. A coordenadora do Cisa, a socióloga Mariana Thibes, afirma que o trânsito ficou mais complexo e que um motorista alcoolizado atinge mais facilmente uma moto. Estudo do Ipea indica que 40% das mortes no trânsito em 2023 foram de motociclistas. Os homens são as principais vítimas, somando 86,7% das mortes, e os estados de Tocantins, Piauí e Mato Grosso lideram as taxas. Outro consenso: mesmo com a fiscalização aumentando, as mortes não cederam. Em São Paulo, o Detran mais que dobrou o número de blitze, passando de 565 operações em 2024 para 1.272 no ano seguinte, com cerca de 20 mil autuações por alcoolemia.
A cobertura difere na ênfase. Veículos de esquerda destacaram o caráter de saúde pública e a vulnerabilidade dos mais expostos, como os homens jovens e os entregadores de aplicativo, e enfatizaram que a resposta passa por mais investimento do Estado em prevenção, atendimento de emergência e alternativas de transporte noturno acessível. Já uma leitura de direita tende a enfatizar que mais fiscalização e mais multa não resolveram o problema sozinhas, apontando que motoristas burlam as blitze com aplicativos e apostam na impunidade, o que recoloca a responsabilidade individual e a eficiência das ações no centro do debate. A própria coordenadora do Cisa reconhece que a Lei Seca, embora seja referência mundial, não faz milagre isolada, e defende combinar educação, prevenção e fiscalização baseada em evidências.
O que ainda não se sabe é o peso exato dos motociclistas entre as mortes por álcool: o levantamento não especifica esse percentual, ainda que aponte a alta da frota como explicação. Também permanecem em aberto as razões estruturais que fazem alguns estados ter taxas muito acima da média nacional, algo que, segundo o Cisa, precisa ser investigado mais a fundo para que o poder público possa dar respostas adaptadas a cada realidade.
Todos os lados reconhecem que as mortes por álcool no trânsito voltaram a crescer após a pandemia, que a alta da frota de motos é hipótese central e que a fiscalização, mesmo dobrando em São Paulo, não conteve o aumento.
Análise divulgada nesta sexta (19), Dia Nacional da Lei Seca, mostra que embora a fiscalização tenha aumentado nos últimos anos, as formas de burlar ficaram cada vez mais sofisticadas.

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